Publiquei no Ombudsmãe dois textos discutindo a questão das crianças adiantadas na escola. São textos voltados para pais e mães, mas podem interessar aos educadores que acompanham o Edudemocrática.
Crianças adiantadas na escola - parte 1
http://ombudsmae.blogspot.com/2009/05/criancas-adiantadas-na-escola.html
Crianças adiantadas na escola - parte 2
http://ombudsmae.blogspot.com/2009/05/criancas-adiantadas-na-escola-parte-2.html
Abraço!
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sexta-feira, 15 de maio de 2009
quarta-feira, 13 de maio de 2009
O carro na berlinda.
A indústria automobilística começa a se preocupar. Os carros estão perdendo o status de objeto de desejo e se transformando em um dos vilões da qualidade de vida no planeta.
Publico aqui dois links para textos que comparam a crescente rejeição ao automóvel com a rejeição ao cigarro.
Um publicado pela Andrea Vialli nos blogs do Estadão: "O carro será o novo cigarro?"
E outro que escrevi no Ombudsmãe: "Automóvel, o próximo cigarro."
Incluo também um vídeo sobre cidades que optaram por priorizar pedestres e ciclistas no planjeamento urbano. Duas dessas cidades ficam em países desenvolvidos e uma em um país em desenvolvimento, mostrando que tal solução independe do PIB ou do grau de instrução da população. O vídeo argumenta que ciclovias e transporte público democratizam o espaço público, promovendo a sociabilização e a qualidade de vida da população.
Ciclovia para cidades que queremos - Parte 1
Ciclovia para cidades que queremos - Parte 2
Publico aqui dois links para textos que comparam a crescente rejeição ao automóvel com a rejeição ao cigarro.
Um publicado pela Andrea Vialli nos blogs do Estadão: "O carro será o novo cigarro?"
E outro que escrevi no Ombudsmãe: "Automóvel, o próximo cigarro."
Incluo também um vídeo sobre cidades que optaram por priorizar pedestres e ciclistas no planjeamento urbano. Duas dessas cidades ficam em países desenvolvidos e uma em um país em desenvolvimento, mostrando que tal solução independe do PIB ou do grau de instrução da população. O vídeo argumenta que ciclovias e transporte público democratizam o espaço público, promovendo a sociabilização e a qualidade de vida da população.
Ciclovia para cidades que queremos - Parte 1
Ciclovia para cidades que queremos - Parte 2
sexta-feira, 1 de maio de 2009
Mistério no campus da USP - Gilberto Dimenstein
23/03/2009
Gilberto Dimenstein
da Folha Online
Há um mistério no campus da USP --e, por esse mistério, se vê como é difícil melhorar a educação pública, mesmo nas situações mais favoráveis.
Seria óbvio que a Escola de Aplicação da Faculdade de Educação, encravada no campus, cercada de tantos e tão magníficos recursos, tivesse um desempenho brilhante se comparada aos demais colégios da rede estadual. Ainda mais porque boa parte dos alunos daquela escola são filhos de funcionários e de professores.
Pinçando os números dos IDESP, notei que eles estão, no ensino médio, em 10º lugar numa lista apenas da cidade de São Paulo --volto a repetir, apenas da cidade.
O mistério se agrava porque não é um problema novo. Já escrevi sobre o péssimo exemplo que era uma faculdade de educação da mais renomada universidade do país gerenciar uma escola pública que não fosse uma das melhores do Brasil, mesmo comparadas com as privadas. Mesmo entre as públicas, não é a melhor nem no Estado nem na cidade --e nem na sua região dentro da cidade, onde é superada por colégios que não têm a chance de escolher seus alunos.
Por que, diante da repercussão das notícias em anos anteriores, não conseguiram fazer um esforço concentrado? Por que não envolveram outras faculdades dos campus? Por que não encontraram meios de transformar os laboratórios da USP em extensão de suas salas? Por que não envolveram voluntários entre os universitários?
Se na USP, que é USP, é assim, imaginem como estão as faculdades de educação no Brasil --e como o caminho para um bom ensino público é mais árduo do que se imagina.
Curioso é que acadêmicos daquela faculdade são chamados, pela mídia, para fazer críticas sobre a educação. Por que não começam a mudar a escola que gerenciam e que deveria servir de um laboratório para o resto do país? Ou, no mínimo, para seu bairro.
Como se vê no IDESP, lugares com muito menos recursos foram muito mais longe.
Gilberto Dimenstein, 52, é membro do Conselho Editorial da Folha e criador da ONG Cidade Escola Aprendiz. Coordena o site de jornalismo comunitário da Folha. Escreve para a Folha Online às segundas-feiras.
E-mail: palavradoleitor@uol.com.br
FONTE : http://www1.folha.uol.com.br/folha/pensata/gilbertodimenstein/ult508u538930.shtml
Gilberto Dimenstein
da Folha Online
Há um mistério no campus da USP --e, por esse mistério, se vê como é difícil melhorar a educação pública, mesmo nas situações mais favoráveis.
Seria óbvio que a Escola de Aplicação da Faculdade de Educação, encravada no campus, cercada de tantos e tão magníficos recursos, tivesse um desempenho brilhante se comparada aos demais colégios da rede estadual. Ainda mais porque boa parte dos alunos daquela escola são filhos de funcionários e de professores.
Pinçando os números dos IDESP, notei que eles estão, no ensino médio, em 10º lugar numa lista apenas da cidade de São Paulo --volto a repetir, apenas da cidade.
O mistério se agrava porque não é um problema novo. Já escrevi sobre o péssimo exemplo que era uma faculdade de educação da mais renomada universidade do país gerenciar uma escola pública que não fosse uma das melhores do Brasil, mesmo comparadas com as privadas. Mesmo entre as públicas, não é a melhor nem no Estado nem na cidade --e nem na sua região dentro da cidade, onde é superada por colégios que não têm a chance de escolher seus alunos.
Por que, diante da repercussão das notícias em anos anteriores, não conseguiram fazer um esforço concentrado? Por que não envolveram outras faculdades dos campus? Por que não encontraram meios de transformar os laboratórios da USP em extensão de suas salas? Por que não envolveram voluntários entre os universitários?
Se na USP, que é USP, é assim, imaginem como estão as faculdades de educação no Brasil --e como o caminho para um bom ensino público é mais árduo do que se imagina.
Curioso é que acadêmicos daquela faculdade são chamados, pela mídia, para fazer críticas sobre a educação. Por que não começam a mudar a escola que gerenciam e que deveria servir de um laboratório para o resto do país? Ou, no mínimo, para seu bairro.
Como se vê no IDESP, lugares com muito menos recursos foram muito mais longe.
Gilberto Dimenstein, 52, é membro do Conselho Editorial da Folha e criador da ONG Cidade Escola Aprendiz. Coordena o site de jornalismo comunitário da Folha. Escreve para a Folha Online às segundas-feiras.
E-mail: palavradoleitor@uol.com.br
FONTE : http://www1.folha.uol.com.br/folha/pensata/gilbertodimenstein/ult508u538930.shtml