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segunda-feira, 9 de março de 2009

Universidade e o mito da sociedade - IVAN ILLICH

"O sistema escolar de hoje desempenha a tríplice função, própria das poderosas igrejas no decorrer da História. É simultaneamente o repositório do mito da sociedade; a institucionalização das contradições desse mito; o lugar do rito que reproduz e envolve as disparidades entre mito e realidade. O sistema escolar, hoje, e sobretudo a universidade, oferece grande oportunidade para criticar o mito e para rebelar-se contra suas perversões institucionais. Mas o rito que exige tolerância das fundamentais contradições entre mito e instituição ainda permanece inquestionável, pois nem a crítica ideológica e nem a ação social podem fazer surgir uma nova sociedade. Unicamente o desengano seguido de uma ruptura com o rito social central e a reforma desse rito pode trazer mudanças radicais"

Ivan Illich, "A Ritualização do Progresso" em Sociedade Desescolarizada

FONTE : http://abaete.wikia.com/wiki/Cita%C3%A7%C3%B5es_e_Ep%C3%ADgrafes#Universidade_e_o_mito_da_sociedade

sábado, 14 de fevereiro de 2009

FALANDO EM ADAPTAÇÃO....E EM CRISES...


Esses dois ideogramas chineses ao lado, significam "crise".
É formado pelos ideogramas : risco(perigo) e oportunidade.
Sempre lembro disto! e considero os orientais muito mais preparados para a vida. As dificuldades , os problemas da vida,geralmente são a própria vida! fazem parte de nossas vidas! E se pensarmos na vida dos chineses e até dos japoneses,veremos que deve ser repleta de situações a serem transpostas,muito mais complexas do que as nossas.
Nós brasileiros ainda estamos na infância ou no máximo na adolescência em relação a idade de nosso país,e talvez por este motivo, por sermos um povo jovem, consideramos tudo muito além de nós mesmos...
(isto sem considerar que os povos indígenas já estavam aqui muito antes dos portugueses aqui chegarem!)
Esta adaptação à vida que os povos de países antigos ou do velho mundo possuem,fazem com que tenham muito mais discernimento em sua luta diária e não se desesperem, a ponto de perderem a confiança neles próprios,e em sua força de trabalho.
Mas gostaria de falar sobre a nossa não adaptação às injustiças que nos cercam! Mais especificamente sobre educação e sobre nossa cultura machista e capitalista selvagem!
Não é preciso ser gênia para perceber as razões que levaram nossa educação para o buraco!
A mentalidade machista fez com que a educação ficasse relegada às mulheres, como se elas e as crianças fossem da senzala! Os salários por esta razão, cada vez mais foram diminuindo!
Os "machistas" ( esta expressão engloba para mim a mentalidade de toda nossa sociedade,que considera os homens os centros de tudo, e as mulheres simples satélites a servir os homens!)
Por causa desta mentalidade, a educação das crianças geralmente e em totalidade, fica nas mãos das mulheres. Pouquíssimos homens dedicam-se ao magistério. E se formos ver,nas primeiras séries do ensino básico (primário) ou na pré escola,não encontraremos um único homem trabalhando como professor! (isto é realidade em escolas públicas, nas privadas já não sei afirmar, mas acredito que não seja tão diferente).
Se formos olhar para o âmbito doméstico então! raros são os pais que dedicam-se como deveria à educação dos filhos! Constatamos então que minha tese sobre o machismo não é tão absurda assim!
Resumindo, a educação encontra-se neste caos porque as mulheres são muito mais oprimidas do que os homens! e sendo elas a educar as crianças e adolescentes,só poderia dar nisso!
O círculo vicioso tem funcionado muito bem! pagasse mal as professoras, com isso elas não podem estudar, pesquisar como deveria fazer uma verdadeira educadora,aí os alunos tornam-se cada vez mais rebeldes, por causa da má qualidade de ensino, aí então as professoras ficam cada vez mais desesperançadas e pobres, sem poder comprar sequer um livro por mês!
O sistema malha quem? as professoras que ficam cada vez mais desmoralizadas!
As pessoas condicionadas pelo capitalismo atacam as humildes e pobres professoras, porque num pais onde o importante é ter, ao invés de ser... e assim está montado o circo! E as teorias de Paulo Freire e de Tragtenberg, que poderiam proporcionar alguma saída para as professoras, elas nem conhecem! O que fazer então!? Qual a saída para este caos!? Se as crises é que podem nos trazer novas oportunidades, como pensam os chineses, estejamos certos que embora a transição seja arriscada, dolorosa para muitos, ainda assim devemos nos concentrar e saber que isto é a vida, cheia de desafios vertiginosos e estimulantes! Todos os problemas são passíveis de solução!
é algo normal, é algo que devemos encarar com seriedade e calma! e irmos em frente com muita determinação! muita força! passos firmes e fortes! para amadurecermos é preciso passarmos por muitas atribulações, muitas transformações, e se esta nossa crise educacional junta-se com a crise econômica do país, as transformações das pessoas se dará com mais rapidez, e aí quem sabe tudo possa resolver-se mais rápido!

Nadia Stabile - 14/02/09

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

A CULTURA HACKER É UMA NOVA FORMA DE PENSAR - HERNANI DIMANTAS

HERNANI DIMANTAS:

A CULTURA HACKER
É UMA NOVA FORMA DE PENSAR






HERNANI DIMANTAS estréia no mercado editorial com o livro Marketing Hacker: A Revolução dos Mercados, pela editora Garamond. A obra conta, por meio de uma série de artigos, a trajetória do projeto www.marketinghacker.com.br .

Um dos mais antigos colaboradores da Novae e de diversos outros projetos livres na Web, HD - para os mais próximos - dialoga com autores como Pierre Lévy e com textos como o Manifesto Cluetrain e aborda a revolução que a Internet possibilita nas relações de produção e consumo de mercadorias e mensagens. "À premissa das empresas de que o consumidor deve ser seduzido para o consumo acrítico, massivo e passivo de produtos e mensagens, Hernani Dimantas responde com a estratégia hacker, ou seja, com a participação coletiva, inteligente e crítica nos processos de produção", diz umas das coordenadoras da obra, Maria Alzira Brum Lemos.

Mas explicações do que faz ou o que pensa HD é dispensável para quem vive diariamente a Internet, independente dos grandes portais com suas senhas de acesso e seus truques comerciais. Nesse mundo, conhecemos bem Dimantas, que freqüenta tribos tão diversas e antagônicas que vão do mundo blog e imprensa alternativa, a colaborações pontuais com grandes players da mídia de massa. "Acredito na necessidade de incrustar este discurso na maior quantidade de canais."

Longe de parecer um paradoxo, o objetivo de HD, de fato, é carregar sua bandeira que busca desmascarar marketing, marqueteiros e seus clones, e falar para quem quiser ouvir. E debater. "Os discursos fajutos, as pessoas do mal, se valem de formas de comunicação baseadas no retrocesso."

Nessa entrevista, realizada durante uma semana inteira, por email e ICQ, HD se mostrou feliz, mau humorado e por muitas vezes impaciente. Características de quem concebeu uma obra que, com certeza, merece ser lida. (Mas de que a redação da Novae ainda não recebeu seu exemplar :o))).


Novae - Como foi a aventura de conceber seu livro?

HD - A palavra conceber cai muito bem. Um livro é um parto. Pois, o processo é muito meticuloso. A Garamond é uma editora muito rigorosa. Faz questão absoluta em manter uma alta qualidade na produção. A edição do livro esteve sob os cuidados do Ari Roitman e da Maria Alzira Brum Lemos. Ambos trabalharam com afinco no Marketing Hacker: A Revolução dos Mercados. O livro ficou muito legal!

Novae - E o marketing hacker (blog), com o lançamento do livro, acabou ou continua?

HD - Sinceramente, gostaria de parar. Acho que o objetivo do projeto foi alcançado. Ou seja, consegui incrementar o debate em torno da cultura hacker, do manifesto cluetrain e tropicalizar essa conversação nas comunidades online. Tenho outros projetos, tais como a Buzzine, o Asap, o Mercado Hype. Gostaria também de poder contribuir mais para a Novae. Atualmente tenho me esforçado para incrementar a Buzzine. A idéia da Buzzine é dar mais vozes aos mercados. Num espaço colaborativo, onde a comunidade é quem conduz o site. O conteúdo é moderado (e editado) pelas próprias pessoas que participam. A colaboração do Daniel Pádua que fez o novo design e, também, me ajudou na definição da taxonomia e da arquitetura do site trouxe um novo gás para o projeto. O Felipe Fonseca tem me ajudado na customização do Drupal. Um sistema fantástico que permite que toda essa colaboração online aconteça.

Novae - O Hernani, enfim, rompeu o firewall corporativo ou foi absorvido por ele?

HD - Não acho que consegui romper o firewall corporativo. Minhas incursões na mídia tradicional ainda são muito tímidas. Embora, eu acredito na necessidade de incrustar este discurso na maior quantidade de canais. Não creio que este processo diminua o valor da minha atuação online. Pois o debate transcende o meio. O Felipe falou uma coisa interessante: "Não se trata de procurar a resposta para os problemas do mundo, mas perceber que a solução está no encontro de todas as possíveis respostas".

Novae - E sua relação com a mídia de massa como anda?

HD - A comunicação de massa não é adversária. Apenas esta deixando de ter a importância que teve durante a era industrial. O Marketing Hacker foi desenvolvido como um projeto de mídia tática. O próximo passo é utilizar a mídia de massa para promover e incentivar a descentralização da mídia. Isto esta acontecendo na rede, mas é necessário dar condições financeiras para que as vozes despontem em todas as mídias. Estou seguro de que a próxima geração de colunistas, escritores e formadores de opinião seja oriunda da Internet.

Novae - pra ser alternativo a vida inteira, sem romper com suas crenças?

HD - Alternativo é um termo complicado. Somos alternativos a um sistema quando comemos pela beirada. Penso que o discurso está cada vez mais se tornando a realidade online. A minha crença neste projeto é cada vez maior. Pois estamos vendo a sociedade digital crescer num ritmo alucinante. Muitas pessoas estão falando, gritando e subvertendo o velho discurso. É possível pensar diferente.

Novae - Como você vê o ativismo editorial na WEB, que não visa o lucro e ainda vive pelo prazer hacker?

HD - O ativismo editorial é fruto da descentralização. Da possibilidade de publicação sem o filtro do editor e, principalmente, do enfoque da empresa de comunicação. Desta forma, as pessoas tem a possibilidade de colocar online as suas crenças e apontar os defeitos da sociedade corrupta em todos os sentidos. Mas a reputação destas publicações vai depender exclusivamente da relevância e da verossemelhança do que é dito. E de como é dito. O ativismo, então, passou a representar uma verdade mais próxima do cotidiano das pessoas. Os discursos fajutos, as pessoas do mal, se valem de formas de comunicação baseadas no retrocesso. Assim, vemos o spam empestear a rede. Até quando? Até a sociedade entender que a evolução é necessária. Mas esse ativismo editorial, ou a revolução da voz, não deveria estar alheia à remuneração. Afinal, a cultura hacker está modificando os padrões do capitalismo, mas sem implosão. A cultura hacker está apresentando um novo modo de produção. Que substitui as velhas fábricas por um processo de colaboração global. Este processo foi muito bem sucedido na indústria de software, elevando o Linux a um nível competitivo numa indústria baseada no copyright. Da mesma forma, a descentralização da informação está elevando a publicação autoral à competição com a mídia tradicional. Cabe dizer que a publicação autoral depende exclusivamente dos micromercados, das micro audiências e, principalmente, da linkania.

Novae - Você acha que o novo governo do Brasil, historicamente de esquerda, pode fazer a diferença quando falamos em software livre?

HD - Não é à toa que o Richard Stallman tem visitado o Brasil constantemente. Ele aponta a India e o Brasil como países com mais potencial no desenvolvimento do software livre. O governo do Rio Grande do Sul e a Prefeitura de São Paulo (ambos na gestão do PT) adotaram o software livre em programas estratégicos. No entanto, não me parece que a estratégia para adoção do software livre seja prioridade do governo Lula. Pois é difícil a compreensão do real significado do software livre no desenvolvimento tecnológico do Brasil. Creio que a questão é muito mais uma política progressista do que a economia gerada pela liberdade de utilização do software. É uma opção de crescimento formatada num projeto de colaboração. A tecnologia é cosmopolita. E pode utilizar quem quiser. Sem royalties... totalmente copyleft.

Novae - E os fóruns de discussão. Há alguns anos foi um participante ativo de algumas listas na web, que vc abandonou por discordar das condutas. Fale-nos como está sua relação com essa norma de comunidade.

HD - Ainda participo de muitas listas de debates. Mas, realmente, diminui a frequência. Eu nunca abandonei uma lista por discordar da conduta. Quando isso acontecia, eu sempre tratava de enfrentar os problemas com questionamentos fortes. No entanto, algumas listas vão deixando de ser interessantes. Existe um fluxo e refluxo de idéias. As pessoas mudam e os debates acabam se tornando insossos e repetitivos. A migração é natural. Atualmente participo da MetaFora, um debate que vai além da mesmice. O projeto matáfora apoia toda essa frente de trabalho livre e criativo. Atualmente, o grupo conta com mais de 150 pessoas. São pessoas que têm feito a internet acontecer. Pessoas como: Felipe Fonseca, Nemonox, Cris Dias, Edney Souza, Marcelo Estraviz (que entra e sai), Paulo Colacino, Felipe Albertão, Giseli Vasconcelos, Dalton Martins... e mais... muito mais que omiti apenas por limitação de espaço. A MetáFora pode ser definida como uma chocadeira colaborativa. Não dá para prever o futuro, mas seguramente podemos perceber pelo presente que deste grupo muita coisa interessante está sendo feita. A expectativa é de crescimento. A MetaFora é responsável direta ou indiretamente pelos projetos: BlogChalking, Buzzine, Metaong - , N5M, Metareciclagem (Agente Cidadão) e muito mais.



"Marketing Hacker" , de Hernani Dimantas - Maria Alzira Brum Lemos

http://www.triplov.com/email/hernani/e_mail_com.html

domingo, 7 de dezembro de 2008

A COOPERAÇÃO - HOMEM NEOLÍTICO

4- O Neolítico


Costumeiramente, situamos o início do período Neolítico ao final da era glacial, há aproximadamente 10 mil anos. Com o aquecimento da crosta terrestre e o degelo em diversas regiões, ocorreu uma elevação no nível dos mares, e consequentemente, profundas transformações climáticas, possibilitando o surgimento das zonas tropicais, subtropicais e temperadas. Desapareceram grandes felinos e alguns animais de elevado porte como os mamutes, um antepassado dos elefantes, dando origem a fauna atual. A vida vegetal também sofreu grandes modificações. Nesse novo ambiente, algumas áreas tornaram-se mais favoráveis à sobrevivência humana, geralmente aquelas próximas aos grandes rios.

As transformações ambientais e as conquistas técnica, possibilitaram. gradativamente, um controle do homem sobre natureza, libertando-o do modelo de sobrevivência baseado na caça e na coleta. Aprendeu a produzir e reproduzir plantas e animais, dando início a Revolução Neolítica.

Podemos supor que o processo, iniciado há cerca de 10 mil anos, tenha ocorrido no Oriente Médio, e em momentos diferentes, na Índia, China, Europa e América.

Ao tornar-se pastor e agricultor, portanto produtor de alimentos, o homem começou a sua sedentarização, o que contribuiu para um sensível crescimento populacional. Vivendo em comunidades, surgiu um sistema de cooperação, em que a posse dos instrumentos e da produção era coletiva. As atividades produtivas fundamentavam-se na divisão sexual do trabalho. As relações sociais tornaram-se mais complexas, e a hordas coletoras cederam lugar às tribos.

As conquistas tecnológicas ampliaram-se nesse período. Dois momentos se destacaram: a produção da cerâmica (potes e panelas), bem como de moradia.

No final do Neolítico o homem desenvolveu a metalurgia, dando início a Idade dos Metais. Foi a partir desse momento que importantes avanços ocorreram. Em algumas regiões foram desenvolvidos a escrita, a roda e o calendário.

Apesar da impossibilidade de estabelecer uma cronologia exata desses avanços, supõe-se que o bronze foi utilizado em diversas áreas do Oriente já por volta de 4000 a.C., alcançando a Europa e o mundo mediterrâneo cerca de 2000 anos depois.

fonte : http://www.historiapaulochaves.com.br/aulasvirtuais/OrigemHome.doc.



(...)Do Paleolítico ao neolítico, cerca de 3.500 a.C. a 4.000 a.C., os povos que viviam na
África e na Europa deixaram pinturas nas cavernas criadas com objetivos práticos e ritualísticos.
Em algumas imagens, as presenças de marcas aparentam serem feitas por lanças, sugerindo o seu
uso em rituais mágicos organizados para conseguir êxito na caçada, e na instrução de jovens à
caça como um esforço de cooperação em grupo. (...)

FONTE: http://www.historiaimagem.com.br/edicao6abril2008/09-evolucao-grafica-cinema-digital.pdf.

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