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domingo, 7 de dezembro de 2008

O ALTISTA: A COMUNICAÇÃO DAS MÍDIAS DIGITAIS - RETIRADO DE NET ART - FAPESP

O altista: A comunicação das mídias digitais
por angeles — Última modificação 23/12/2006 05:51

Resumo Este trabalho destina-se a discorrer sobre a interatividade, a singularidade e particularidades que estão sendo desenvolvidas a partir do desenvolvimento dos equipamentos de comunicação e de informação e o aparecimento das mídias digitais. Também, procuramos entender algumas alterações que estão acontecendo com relação à comunicação voltada para o indivíduo isolado. Palavras Chave: Mídias Digitais, Comunicação, Interatividade, Singularidades, Particularidades

SUMÁRIO

1. A Web Arte.........................................................................................................................03

2. Linkado com as Mídias Digitais.......................................................................................05

3. A espetacularização do cotidiano.....................................................................................08

Considerações Finais............................................................................................................10

Bibliografia............................................................................................................................11

Introdução

Neste texto procuraremos sintetizar todas as leituras efetuadas durante a disciplina oferecida pela Profa. Dra. Giselle Beiguelman.

Nossas leituras se voltaram para o receptor diante das mídias digitais. Procuramos compreender interatividades, direcionalidades, particularidades e singularidades que vem ocorrendo quando do desenvolvimento dos equipamentos de comunicação e de informação e o aparecimento das mídias digitais.

Abordaremos também alguns pontos positivos e negativos dessas novas mídias, tanto destinadas a sociedade como para o indivíduo isolado.

Discorreremos também, sobre a espetacularização do cotidiano que já vem sendo produzidas pelas mídias de massa e, agora com muito mais força pelas mídias digitais. Museus, feiras e exposições promovem condições para que espetáculos particulares sejam elaborados individualmente, com o objetivo de atrair espectadores.

Finalizando as considerações finais e a bibliografia.

1. A web arte

Temos como objetivo neste texto faze uma reflexão a respeito da comunicação produzida em alguns sites voltados para a Web Arte. Os sites foram visitados em 28 de agosto de 2006 e foram os seguintes: http://influenza.etc.br/madridmousaic/, http://vizinhodojefferson.blogger.com.br/,http://des-echo.blogspot.com/, http://www.detanicolain.com.br/.

Pudemos constatar que a comunicação oferecida nos sites visitados é totalmente diferente do que os meios de comunicação de massa nos oferecem. A comunicação se dá de forma individualizada e interativa. É o receptor que de certa maneira faz as escolhas e os caminhos a serem percorridos se dá de forma particular e individual, os quais são inúmeros.

Sobre o assunto nos fala a pesquisadora Cristina Costa:

(...) “trata-se de usuários que fazem escolhas e criam hábitos muito individualizados, e que os meios eletrônicos cada vez mais fornecem ferramentas para que o gosto e a curiosidade pessoais sejam satisfeitos, seja pela grande oferta de produtos, seja pela sofisticação tecnológica dos equipamentos”[1].

O receptor tem a possibilidade de “viajar” para onde seus sentidos e olhos os leve, não existindo assim, interferência por parte do produtor do site ou da mídia. É uma comunicação estruturada em parâmetros diferentes das mídias de massas, como já foi dito anteriormente.

O sujeito é receptor e emissor ao mesmo tempo. É o sujeito implicado em todo um processo de significação, ele percorrer o caminho de acordo com seus próprios valores.

A recepção, nesse caso se dá, segundo Umberto Eco[2] como se fosse uma “obra aberta” não é acabada pelo autor mas sim finalizada pelo intérprete. Essa “obra aberta” conforme o autor: “(...) valoriza o intérprete e instaura nele uma série de atitudes, tais como; uma liberdade consciente, que lhe dá o direito à crítica, criando sua própria forma(...)”. [3]

Por outro lado, uma vez que o receptor é dono do seu caminho corre o risco de se “perder”, em virtude da quantidade de informações que recebe ser muito grande, o que possibilita segundo Umberto Eco[4], "Anarquia do Saber", uma vez que não existe uma filtragem na informação. O que pode gerar inclusive uma grande confusão entre o que é conhecimento e o que é informação; a informação em si não é conhecimento; o conhecimento é algo que o indivíduo pode vir a construir, a partir da informação.

Como aponta Guilhermo Orozco Gómez[5], embora hoje o volume de informação disponível seja enorme, e o acesso a ela seja relativemente amplo, não significa que esteja havendo construção de conhecimento. O autor afirma que

“ (...) a informação se converteu em um bem de consumo, aparentemente cada vez mais necessário para os indivíduos e os grupos em seu esforço por uma existência plena de sucesso em uma sociedade moderna, repleta de interações sociais informatizadas”.[6]

Está evidente que, estamos diante de nova mídia que apresenta uma comunicação, que em certo sentido, está na “contra-mão” das mídias dirigidas as massas (jornal, rádio, TV, etc). Visto que, os meios dirigidos às massas oferecem ao receptor a informação pronta, elaborada, terminada, ou seja, não há questionamentos. O receptor não compartilha da elaboração e da construção das informações que recebe. Enfim, é um agente passivo, na produção do produto que recebe, tudo é elaborado de acordo com as necessidades e objetivos dos produtores.

Afirma Santaella:

“(...) os meios de comunicação de massa são meios de produção que estão sob o poder político de uma minoria economicamente privilegiada, sendo suas mensagens produzidas por poucos para serem recebidas por uma massa de consumidores que não participa da escolha das mensagens que lhe são dirigidas”[7].



Isto é, os meios de comunicação de massa não se preocupam com as particularidades, elas estão voltadas para o geral, ao contrário dessa nova mídia que a preocupação está centrada no indivíduo, em saberes particulares. Por outro lado, uma mídia que possibilita tornar os sujeitos mais críticos, uma vez que cada indivíduo interage da forma que mais lhe convém.

Essas questões são bem expostas do livro Link-se, de autoria de Giselle Beiguelman, assunto de nosso próximo item.

2. Linkado com as Mídias Digitais

Neste texto procuramos fazer uma reflexão acerca do capítulo Políticas Ácidas do livro já mencionado acima. Percebemos que o texto trata de várias questões que estão acontecendo a partir do desenvolvimento das mídias digitais. Questões como: a) grandes transformações na área da comunicação; b) as mídias digitais produzem algo jamais pensados pelos meios de comunicação de massa; c) aparecem novos formatos de sociabilidades; d) novas maneira de produzir arte e cultura; e) convívio e interação entre homem e máquina etc, etc, etc.

Sobre essas questões nos fala Lev Manovich no texto Post-media Aesthetics, e afirma que as mídias digitais estão provocando uma nova cultura, uma cultura da interface, que se modela de acordo com a necessidade.

É que se por um lado, é um meio que proporciona grande maleabilidade ao receptor, por outro é um meio que exclui socialmente os indivíduos, visto possuir uma engenharia e uma arquitetura que exige habilidade e conhecimento. Como nos mostra o texto O Meulular Que Me Pariu[8] , texto que trata da invasão de privacidade como é o caso do rmiranda. Situação que somente pode acontecer no caso de muita habilidade digital do operador.

Ao contrário do que acontece com as mídias de massa, que inclui o sujeito socialmente no mundo comunicacional. As mídias digitais proporcionam uma comunicação dirigida e direcionada a um determinado público. Elas não se preocupam em produzir mensagens para um grande número de pessoas, como é o caso das mídias de massa. A respeito ressalta COSTA:

“Se a comunicação de massa tendeu sempre à centralização e unidirecionalidade, com poucos dirigindo-se a muitos (a massa), nas mídias digitais esse modelo se desregulamenta, sendo possível um usuário falar com outro, um dirigir-se a muitos, muitos comunicarem-se com muitos e um navegador isolado interagir apenas com a máquina. Em razão disso, a comunicação digital se caracteriza pela multiplicidade de relações envolvida e de direcionamento das mensagens.”[9]

Uma vez que, as mídias digitais se caracterizam pela multiplicidade de relações e pela direcionalidade de mensagens, podemos reafirmar que o sujeito quando interage com elas é receptor e emissor ao mesmo tempo, portanto, pode ser também interventor da comunicação que recebe, com a condição inclusive de transformar a informação.

Como se sabe, as informações de um computador, é uma grande quantidade de informações numéricas, ou seja, sons, imagens ou textos, são conjuntos de dados digitais. É uma linguagem universal em bites de 0 e 1, que Santaella chama de esperanto das máquinas[10]. Ou seja, os estudos dos processos de comunicação, a partir das mídias digitais, não se sustentam mais, pois questões como estas, jamais foram discutidas, por exemplo, num contexto de recepção da comunicação de massa.

Está claro que, as mídias digitais produzem um processo de comunicação que não pode ser tratado mais como algo que acontece mecanicamente, centrado no emissor e receptor.

A abordagem tradicional da comunicação pode ser considerada hoje limitada e insuficiente para analisar o processo comunicativo voltado as mídias digitais, dado a sua complexidade. Afirma Maria Ângela Mattos[11] que “a comunicação é um campo interdisciplinar por excelência, para o qual convergem a política, a sociologia, a pedagogia, a psicologia, a antropologia, a ética e o direito”. Isto é, várias áreas de conhecimento se convergem num mesmo sentido.

Elizabeth Saad Corrêa, outra pesquisadora do assunto, diz que os processos de comunicação, estão passando por transformações para incorporar as inovações da tecnologia e, ao mesmo tempo, manter sua função original. Afirma que:



“Observamos emissores – as empresas informativas – buscando adequar suas estruturas internas de organização de atividades e pessoas; buscando um outro modelo de sustentação de seus negócios. Pelo lado dos receptores, emerge um papel transformado do leitor/espectador/ouvinte, um usuário internauta, com um enorme poder de intervenção, diálogo e escolha de emissores e mensagens. A própria mensagem passa por transformações, seja no fluxo de produção de conteúdos, no próprio conceito de conteúdo alavancado pelos recursos de hipermídia(...)[12]”



A informação segundo Corrêa está em processo de gestação na maioria das empresas informativas. E diz que:

“ O fato claro é que no mundo da informação digital a estrutura não-linear de apresentação de conteúdos é de grande diferencial. Quem sair na frente e narrar de forma não-linear tem enorme vantagem. Diante disso, poderíamos inferir que apenas quem domina o conjunto de tarefas que geram informações, conteúdos ou mensagens é que teria em mãos os instrumentos, habilidades e competências para trabalhar nesse novo formato informativo[13]”.

É fato que estamos vivendo uma grande mudança na área da comunicação, ou até uma revolução como definiram Umberto Eco[14] e o historiador François Caron[15]. Segundo os autores, estamos vivendo a terceira grande revolução, a partir do surgimento da Internet.

Essa nova mídia além modificar a comunicação, vem produzindo e transformando comportamentos da sociedade. Ou será que os comportamentos não mudaram, só mudou o meio de expressão?

Segundo Manuel Castells:

“A Internet é um instrumento que desenvolve, mas que não muda comportamentos; ao contrário, os comportamentos apropriam-se da Internet, amplificam-se e potencializam-se a partir do que são”.

“Isso não significa que a Internet não seja importante, mas não é a Internet que muda os comportamentos, mas os comportamentos que mudam a Internet.”[16]

Enfim, é uma mídia que dá a possibilidade ao receptor de interagir constantemente com o seu emissor, tornando-se também um emissor, ou seja, transformam-se totalmente os conceitos de comunicação pensada na perspectiva das mídias de massa.

Como Lev Manovich, afirma as mídias digitais se modelam de acordo com as necessidades. Podendo inclusive arquitetar a informação no sentido de tornar o cotidiano em um espetáculo, item que discorreremos abaixo.

3. A Espetacularização do Cotidiano

Na visão de Guy Debord[17], o espetáculo é parte da sociedade, um instrumento que unifica, uma ritualização necessária na cultura ocidental, do mesmo modo que as danças rituais de tribos indígenas ou a troca de presentes no Natal.

Para o autor, o espetáculo acontece através da criação de um “falso olhar”, em que as manifestações socioculturais são apropriadas ao contexto da comunicação, não da ação. A televisão devolve ao receptor uma realidade espetacularizada, e essa realidade construída passa a ser a realidade assumida, motor da constituição de formas de conceber, avaliar e produzir a mesma realidade.

Hoje, com as mídias digitais estamos constantemente sendo convidados a construir e espetacularizar uma certa realidade, interagimos com a informação e simulamos as sensações. Museus, feiras e exposições disponibilizam equipamentos com o objetivo de fazer com que o indivíduo interaja efetivamente com as máquinas e crie seu próprio espetáculo.

Por outro lado, essa interatividade, pode tornar-se um verdadeiro “objeto” que na verdade não servem para nada, o que nos remete a Jean Baudrillard que chamou de gadget[18], algo sem utilidade nenhuma

Claudia Gianette outra pesquisadora do assunto diz que os usuários das mídias digitais estão cada vez mais dispersos e isolados, provocando os chamados gadgets. E afirma que:

“la manera como los "gadgets" telemáticos están siendo empleados, “producen habladurías y palabrerías cósmicas vacías, una ola de imágenes técnicas banales, que están tapando definitivamente todas las lagunas entre las masas de usuarios del teclado, cada vez más aisladas y dispersas”.

Ou seja, corremos o risco de cairmos no chamado gadget, uma vez que a interação é feita sem objetivo e sem utilidade. É como se essas novas mídias proporcionassem um grande espetáculo, no qual todos os integrantes da sociedade fossem convidados a participar, sem que haja de fato uma necessidade explicita, ou seja, tudo é banalizado. Conforme Claudia Gianette:

"Reconocemos fácilmente en ésta una de las estrategias del espectáculo. Si entendemos el ciberespacio como un fenómeno sociocultural y económico, y no simplemente técnico y mediático, entonces podemos valorar la magnitud de su potencial como medio dispersivo y entrópico, como “lugar” del espectáculo en la era postindustrial”

Está claro que, estamos vivenciando uma nova comunicação, que está resultando como Gianette afirma em um fenômeno sócio-cultural e econômico e não é apenas tecnológico ou mediático, mas também sensorial. As mídias digitais têm nos dado à opção, por exemplo, de utilizarmos todos os nossos sentidos ao mesmo tempo.

Por outro lado, pode causar um grande problema no sentido de acesso à informação, justamente em virtude da hibridização das linguagens, da interação e da grande quantidade de informações que nos é oferecida. De acordo com Gianette no texto La cultura on-line[1]
, diz que:

“De la misma manera, la red telemática ofrece el acceso, como muchos autores ya han señalado, a algo parecido a la "biblioteca de Babel" de Jorge Luis Borges, con un universo casi infinito de información sin elemento central. La existencia de una inconmensurable cantidad de bits de información significa también un aumento equivalente respecto a la dificultad de selección, y por lo tanto, un obstáculo para el acceso a un determinado contenido”.

De fato, as mídias digitais estão provocaram uma nova forma de comunicação. Uma comunicação interativa, hipermediática, com novas propostas para qualquer homem, e em particular para os artistas ou produtores culturais. Todos são chamados para essa nova comunicação interativa e hipermediática que surge com nova linguagem e novos parâmetros. Uma linguagem, segundo Santaella: “Trata-se, de fato, de uma linguagem inaugural em um novo tipo de meio ou ambiente de informação no qual ler, perceber, escrever, pensar e sentir, adquirem características inéditas”.[2]

Isto é, houve uma fusão entre as linguagens das mídias existentes, nascendo assim, uma nova linguagem. As mídias digitais convidam o homem, de forma geral, a interagir com a informação ou simular a interação.

Considerações Finais

Para concluírmos, a interação depende somente do homem, pois é ele que irá interpretar a mensagem, o equipamento ou a sofisticada tecnologia são estruturas abertas que dão a possibilidade ao sujeito se interelacionar-se ou interpretar as informações de acordo com seu repertório.

Afirma Baudrillard: “A máquina de alta tecnicidade é uma estrutura aberta, pois o conjunto das máquinas abertas pressupõe o homem como um organismo e interprete vivo”.[3]

Ou, como Félix Guattari nos fala o mundo contemporâneo está cada vez mais dominado pelo aumento de reivindicações de singularidade subjetiva. Diz:

“De um modo geral, pode-se dizer que a história contemporânea está cada vez mais dominada pelo aumento de reivindicações de singularidade subjetiva – querelas lingüísticas, reivindicações autonomistas, questões nacionalísticas, nacionais que, em uma ambigüidade total, exprimem por um lado uma reivindicação de tipo liberação nacional, mas que, por outro lado, se encarnam no que eu denominaria reterritorializações conservadoras da subjetividade[4]”

O autor vem se dedicando a entender o que o mundo singular e subjetivo Busca compreender o que está rodeado o mundo humano de forma particular.

É justamente o caminho que parece que estamos seguindo com o desenvolvimento da tecnologia e das mídias digitais, ou seja, cada vez mais as produções estão sendo dirigidas as particularidades, as singularidades. Caminho inverso que estiveram e estão às mídias de massa.

Bibliografia

BAUDRILLARD, Jean. O sistema dos objetos. São Paulo, Perspectiva, 1968.

CARON, François. Jornal O Estado de São Paulo, em 04.06.2000

CASTELLS, Manuel,. “Organização comunicacional e transformação cultural”. In: Moraes, Denis de (org.) Por uma outra comunicação. Rio de Janeiro: Record, 2003.

CORRÊA, Elizabeth Saad. Arquitetura estratégica no horizonte da terra cognita da informação digital.Revista USP Comunicação. n. 22, São Paulo.1989.

COSTA, Cristina. Ficção Comunicação e mídias. São Paulo: Senac, 2002.

DEBORD, Guy. Commentario sulla societá dello spettacolo e la societá dello spettacolo. Milano: Sugar Company Edizioni, 1990.

ECO, Umberto. Obra Aberta, São Paulo, Perspectiva, 1976

______, Umberto. Jornal Folha de São Paulo. 10.01.2000.

GIANETTI, Claudia “La cultura on-line” disponível em http://www.mecad.org/proy.html: 20 de out. 2006.

GUATARRI, Félix. Caosmose Um novo paradigma estético, Rio de Janeiro, Editora 34, 1992.

GUILHERMO OROZCO Gómez. “Professores e meios de comunicação: desafios e estereótipos”. Revista Comunicação e Educação. n. 10. São Paulo: Moderna/CCA.

MATTOS, Maria Ângela. Revendo o Pensamento Comunicacional e os processos de aprendizagem na contemporaneidade. Revista Latinoamerica de Ciências de La Comunicación. Ano 1, n.1. São Paulo: ALAICA, 2004.

SANTAELLA, Lucia. Matrizes da linguagem e pensamento: sonora visual verbal. São Paulo, Iluminuras, 2005.

______, Lúcia. Navegar no ciberpaço: O perfil cognitivo do leito imerso. São Paulo: Paulus. 2004

______, Lúcia. Cultura das mídias.São Paulo: Experimento. 1996.





[1]GIANETTI, Claudia “La cultura on-line” disponível em http://www.mecad.org/proy.html: 20 de out. 2006.

[2] SANTAELLA, Lucia. Matrizes da linguagem e pensamento: sonora visual verbal. São Paulo, Iluminuras, 2005. p. 369.

[3] BAUDRILLARD, Jean. O sistema dos objetos. São Paulo, Perspectiva, 1968. p. 119

[4] GUATARRI, Félix. Caosmose Um novo paradigma estético, Rio de Janeiro, Editora 34, 1992. p. 13



[1] COSTA, Cristina. Ficção Comunicação e mídias. São Paulo: Senac, 2002. p. 83

[2] ECO, Umberto. Obra Aberta, São Paulo, Perspectiva, 1976.

[3] ibdem

[4] ECO, Umberto. Jornal Folha de São Paulo. 10.01.2000.

[5] GUILHERMO OROZCO Gómez. “Professores e meios de comunicação: desafios e estereótipos”. Revista Comunicação e Educação. n. 10. São Paulo: Moderna/CCA.

[6] ibdem. p. 58.

[7] SANTAELLA, Lúcia. Cultura das mídias.São Paulo: Experimento. 1996. p. 48.

[8] Ibid. p.136

[9] COSTA, Cristina. Ficção Comunicação e mídias. São Paulo: Senac, 2002. p. 82

[10] SANTAELLA, Lúcia. Navegar no ciberpaço: O perfil cognitivo do leito imerso. São Paulo: Paulus. 2004

[11] MATTOS, Maria Ângela. Revendo o Pensamento Comunicacional e os processos de aprendizagem na contemporaneidade.Revista Latinoamerica de Ciências de La Comunicación. Ano 1, n.1. São Paulo: ALAICA, 2004.

[12] CORRÊA, Elizabeth Saad. Arquitetura estratégica no horizonte da terra cognita da informação digital.Revista USP Comunicação. n. 22, São Paulo.1989.

[13] Ibden

[14] ECO, Umberto. Jornal Folha de São Paulo. 10.01.2000.

[15] CARON, François. Jornal O Estado de São Paulo, em 04.06.2000.

[16] CASTELLS, Manuel,. “Organização comunicacional e transformação cultural”. In: Moraes, Denis de (org.) Por uma outra comunicação. Rio de Janeiro: Record, 2003. p. 273.

[17] DEBORD, Guy. Commentario sulla societá dello spettacolo e la societá dello spettacolo. Milano: Sugar Company Edizioni, 1990.

[18] “É toda a gratuidade do concurso Lépine que, sem jamais inovar e por simples combinatória de esteriótipos técnicos, ajusta objetos de função extraordinariamente específica e perfeitamente inútil a função visada é tão precisa que só pode ser um pretexto: de fato tais objetos são subjetivamente funcionais, vale dizer: obsessionais”.

FONTE: http://netart.incubadora.fapesp.br/portal/Members/angeles/Interatividade%202/

Por que as comunicações e as artes estão convergindo? "SANTAELLA"

Por que as comunicacoes e as artes estao convergindo?, Lucia Santaella
by doassis — Për herë të fundit modifikuar 18/09/2005 14:28

Fichamento para aula
Por que as comunicacoes e as artes estao convergindo? Lucia Santaella
Ed. Paulus - 2005

- Ciente da polemica em torno da aproximacao conceitual entre arte e comunicacoes, a autora abre o livro a partir do pressuposto de que nao pretende considerar arte apenas as “belas artes” (pintura, escultura, musica, poesia e arquitetura) e comunicacao apenas aquela dita “de massa”.

- A partir dai, Santaella divide a comunicacao em eras: da comunicacao oral, escrita, impressa, de massa, midiatica e digital. Sendo que as ultimas tres serao as que interessam para a analise que pretende fazer ao longo do livro.

- Outro pressuposto assumido pela pesquisadora e’ que os meios de comunicacao sao insperaveis do modo de producao de uma epoca. E ainda: que foi a partir da Revolucao Industrial que se deu a ruptura entre cultura erudita e a cultura popular (pois comecaram a ser criadas as maquinas de criacao simbolica como fotografia e a prensa)

- Como especificades dos meios de comunicacao de massa, a autora aponta para o fato de serem “interssemioticos”, ou seja, empregarem elementos de imagem, som, texto, design e interpretacao para favorecerem a comunicacao. Eles formam a base para o que chama de “cultura das midias”.

- Foi tambem apos a indutrializacao, com as vanguardas e o modernismo, que as artes passaram a incorporar dispostivos tecnologicos como meios para sua producao. E tambem para a sua divulgacao. O impacto dessa mesma divulgacao e consequente popularizacao da arte teria levado a criacao de novos museus, a injecao de recursos financeiros e finalmente a absorcao da arte pela cultura oficial.

- Quando se fala em artes digitais, o fato de elas se desenvolverem nos mesmos ambientes que servem as comunicacoes torna as fronteiras entre as duas ainda mais porosas.

Cap. 2, no qual Santaella trata dos atritos e afinidades entre a fotografia e a arte.

- A autora aponta para o ensaio de Walter Benjamin,para quem “a invencao da fotografia destrruiu a aura da obra de arte, seus rituais magicos e religiosos, mas nao destruiu a arte, apenas transformou seu carater geral” (bem como nossos modos de ver a arte).

- A questao, para ela, nao e’ ‘se a fotografia e’ uma arte, mas se a arte se tornou fotografica”.

- Alguns exemplos de artistas e movimentos sobre os quais a fotografia teve influencia: Degas, Duchamp (impressao de presenca), suprematismo russo, dadaismo, arte pop (reproducao), performance (como instrumento de registro, inicialmente)...

- Santaella divide a cultura das imagens em tres paradigmas: pre-fotografico, fotografico e pos-fotografico. Enquanto no fotografico se pressupoe uma maquina e um objeto preexiste a sua imagem, no pos-fotografico as imagens sao sinteticas, numericas, resultados da transformacao de uma matriz numerica em pixels numa tela. Ocorre a “quebra dos principios da indexacao da fotografia”, resultado de possibilidades de manipulacao, modelacao e edicao das imagens. A foto representa. O computador simula. Eis uma crise da aparencia semelhante a mencionada por Margot Lovejoy, no cap. 7 de Art in the Electronic Age.

- Cap. 3, do cinema como um dos primeiros exemplos da imbricacao entre artes, comunicacao de massa, industria, pesquisa cientifica... Santaella cita Eisenstein com exemplo de matematico, engenheiro e “artista tecnologico”. Para a autora, a arte do cinema teve relacoes diretas sobre outros campos de criacao artistica, como a literatura, que viu sua estrutura narrativa ser reformulada em resposta as novas linearidades (ou nao) do cinema. Alem disso, inlfuenciou a TV e por ela foi influenciada.

- Santaella acredita no entanto que o cinema proporciona um “tipo de criacao para a qual a entronizacao dos museus e galerias esta, de saida e para sempre, vedada” (p. 35). Sera? O que seriam entao os exemplos de hipercinema, cinema expandido, interativo etc.?

- No cap. 4, a autora trata dos efeitos da industrializacao cultural na arte. E tambem do efeito inverso.

- A partir dos anos 60, movimentos como a pop arte, miminalismo, land art, performance e instalacao colocaram em cheque a ideia de que arte e’ pintura ou escultura. Ao contrario, diziam que a arte nao e’ so’ conteudo, mas contexto (social e politico)

- Para a pop arte, os objetos nao sao mais a representacao da natureza, mas da realidade urbana. A arte torna-se metaarte, propondo relacoes ambiguas com a cultura de massas, ora celebrando o consumo e as estrelas da midia, ora analizando e criticando. Nao se trata de apropriacao, mas de traducao semiotica, recontextualizacao, defende a autora.

- Evolucao do discutido no capitulo anterior, no cap. 5, Santaella aponta para a relacao da publicidade com a arte pop. Se esta “canibalizou” a primeira, nada mais justo que a publicidade tome volta emprestados os estilos, os modos de composicao (know how) ou o prestigio da arte. Argumento polemico, mas deveras oportuno para as discussoes eticas de remix e Creative Commons, por exemplo. Se eu me julgo no direito de remixar o que bem entender, nao tenho o direito de impedir que, mesmo comercialmente, outros facam uso do que eu criar...

- Cap. 6: pos-modernismo na arte. A partir dos anos 70, decreta-se o fim dos movimentos sucessivos, erupcao de movimentos artisticos simultaneos, contraditorios, paradoxais. Anos 80, a estetica kitsch de Jeff Koons.

- Cap. 7: entra mais a fundo no impacto das tecnologias de comunicacao digital sobre a arte. Fala do surgimento da videoarte como resposta a popularizacao da TV nos anos 60. De que os artistas tendem a trabalhar com as ferramentas hi e low tech que estejam disponiveis a mao, como foi o caso das filmadoras.

- Outro aspecto importante para nortear as discussoes de hoje, ja’ naquela epoca artistas ‘se renderam” as TVs para usarem seus estudios e transmitir seus trabalhos. Argumenta que “para desenvolver critica e’ necessario participar televisualmente dessa sociedade”.

- A autora toca, ainda que de passsagem, em outro tema interessante: as distincoes entre a videoarte e os promos musiciais (videoclipes) sao muito tenues. Ainda assim (e aqui reflito eu), como nao consideram Chris Cunningham, Michel Gondry e Spike Jonze artistas?

- Dado importante: Santaella lembra que,apesar de trabalharem com novas tecnologias, nao foi grande a resistencia a incorporacao do video na arte. Possiveis motivos: o custo baixo de suporte e exibicao e o fato de alguns artistas ja’ serem conhecidos das instituicoes (o que nao e’ exatamente o caso de boa parte dos artistas digitais hoje).

- No cap. 8, a autora trata das artes interativas (ou digitais), situando-as no paradigma pos-fotografico da imagem. Com a computacao grafica, um artista nao manipula materiais, mas tecnologia (“eletrons que brilham numa tela”).

- A mudanca de paradigma sugere que um artista nao deve mais ser reconhecido por sua genialidade, mas por sua “engenhosidade” (p. 62)

-Por outro lado, e’ necessario separar a arte digital do campo do entretenimento hi-tech. A chave: arte nao e’ utilitaria, deve responder sempre e em primeiro lugar a ideia de seu criador.

- Para analisar propriamente esse novo cenario, a autora pensa que uma “nova estetica e critica sao necessarias”, e estas devem ser capazes de romper as barreiras entre ciencia e arte (e arte e comunicacao, claro).

FONTE : http://netart.incubadora.fapesp.br/portal/Members/doassis/santaella01

TIDD - PUC - SÃO PAULO - PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÂO EM TECNOLOGIAS DA INTELIGÊNCIA E DESIGN DIGITAL

A Pontifícia Universidade Católica de São Paulo tem uma longa e prestigiosa tradição de pesquisa. Alguns de seus programas de pós-graduação estão entre os primeiros que foram instalados no Brasil, no início dos anos 1970, o que significa uma competência acumulada no ensino e pesquisa de pós-graduação de mais de 30 anos. Há hoje na PUCSP mais de 20 programas de pós-graduação em funcionamento, muitos deles avaliados em nível de excelência na Capes. É no contexto dessa tradição que está inserido o programa de pós-graduação multidisciplinar em Tecnologias da Inteligência e Design Digital, mestrado stricto sensu, credenciado pela Capes em 2005.

O grupo interdisciplinar de professores envolvidos nesse programa começou a se integrar em 1998. Trata-se de professores provenientes de três diferentes Centros da PUCSP, o Centro das Ciências Exatas e Tecnologia, o Centro de Educação e o Centro de Ciências Humanas. Esse grupo considerou que o melhor caminho para começar a sistematizar e sedimentar, a nível interno (dentro da universidade) e externo (as relações da universidade com a sociedade), as atividades de ensino e pesquisa frente à revolução digital em curso estava primeiramente na criação de um curso de graduação interdisciplinar inovador, capaz de responder aos desafios tecnológicos atuais, aglutinando competências científicas, humanísticas, educacionais, artísticas e técnicas.

Dentro desse espírito, nasceu na PUCSP, em 1999, um curso de graduação interdisciplinar em Tecnologia e Mídias Digitais, abrindo-se em três habilitações: (1) Design de Interfaces, (2) Educação à Distância e (3) Arte e Tecnologia.

Na linha de continuidade dessa iniciativa interdisciplinar inovadora e visando à necessária integração da graduação com a produção e pesquisa em nível de pós-graduação, o mesmo grupo de professores projetou este programa de pós-graduação, mestrado, em Tecnologias da Inteligência e Design Digital, um projeto pioneiro no Brasil.

FONTE: http://www.pucsp.br/pos/tidd/proposta.html

Da cultura das mídias à cibercultura: o advento do póshumano - "SANTAELLA"

Revista FAMECOS • Porto Alegre • nº 22 • dezembro 2003 • quadrimestral 23

TECNOLOGIAS DO IMAGINÁRIO

Da cultura das
mídias à
cibercultura: o
advento do póshumano

RESUMO
Este artigo trata da questão do desenvolvimento das
tecnologias da informação e da comunicação e sua im pli ca ção
em todas as esferas da sociedade.

PALAVRAS-CHAVE (KEY WORDS)
- Tecnologias (Technologies)
- Complexidade (Complexity)
- Cultura das mídias (Media cultures)

Lúcia Santaella

JÁ ESTÁ SE TORNANDO lugar-comum afirmar
que as novas tecnologias da informação
e comunicação estão mudando não
apenas as formas do entretenimento
e do lazer, mas potencialmente todas
as esferas da so ci e da de: o trabalho
(robótica e tecnologias para escritórios),
gerenciamento político, ati vi da des militares
e policiais (a guerra ele trô ni ca), consumo
(transferência de fundos ele trô ni cos),
comunicação e educação (apren di za gem
a distância), enfi m, estão mudando toda a
cultura em geral. Para Ro bins e Webster
(1999, p. 111), se as forças do capital
corporativista e os interesses po lí ti cos
forem bem-sucedidos na introdução
sis te má ti ca dessas novas tecnologias – da
robótica aos bancos de dados, da internet
aos jogos de realidade virtual, então a vida
social será transformada em quase todos
os seus aspectos. O desenvolvimento
es tra té gi co das tecnologias da informática
e co mu ni ca ção terá, então, reverberações
por toda a estrutura social das sociedades
ca pi ta lis tas avançadas.
Tendo em vista a relevância das
re ver be ra ções que já se fazem presentes
e da que las que estão por vir, tenho
defendido a idéia de que nós, intelectuais,
pes qui sa do res e mestres, devemos nos
dedicar à tarefa de gerar conceitos que
sejam capazes de nos levar a compreender
de modo mais efe ti vo as complexidades
com que a re a li da de em mutação nos
desafi a. Este tra ba lho que aqui apresento
é parte do esforço que tenho desenvolvido
para ir ao encontro dessa tarefa. Prova
desse esforço está no meu livro recémlançado
Culturas e Artes do Pós-Humano.
Da cultura das mídias à ci ber cul tu ra (2003).(...)

(...) Nem mesmo McLuhan, com sua
cé le bre pro vo ca ção O meio é a mensagem
(1964), tão criticada há algumas décadas
e hoje trans for ma da em axioma para
todos os “plu ga dos”, chegou ao nível de
obliteração da linguagem que o fetiche das
mídias tem alcançado. Ao contrário, com
sua afi r ma ção, McLuhan estava justamente
se des vi an do da tendência comum nas
teorias da comunicação de sua época, que
separavam, de um lado, o modo como a
mensagem é transmitida, de outro lado,
o conteúdo da mensagem. Ao colocar
ênfase nos meios, McLuhan insistia na
impossibilidade de se separar a mensagem
do meio, pois a men sa gem é determinada
muito mais pelo meio que a veicula do que
pelas intenções de seu autor. Portanto, em
vez de serem duas funções separadas, o
meio é a men sa gem (Lunenfeld, 1999a, p.
130).
Do mesmo modo que essa frase de
McLuhan foi denegrida pelos amantes dos
conteúdos semânticos, sem que esses
crí ti cos tivessem se dado ao trabalho
de bem compreendê-la, hoje se fala
de mídia de ma nei ra atabalhoada, sem
a preocupação e compromisso com o
escrutínio das com ple xi da des semióticas
que as constituem.
Ora, mídias são meios, e meios, como
o pró prio nome diz, são simplesmente
mei os, isto é, suportes materiais, canais
físicos, nos quais as linguagens se
corporifi cam e através dos quais transitam.
Por isso mes mo, o veículo, meio ou mídia
de co mu ni ca ção é o componente mais
superfi cial, no sen ti do de ser aquele que
primeiro aparece no processo comunicativo.(...)

LEIA NA ÍNTEGRA EM:
http://revcom2.portcom.intercom.org.br/index.php/famecos/article/viewFile/229/174

ARTIGOS DE "SANTAELLA" - (clique aqui)

2004

154. O CORPO NA ARTE: DOS ANOS 1970 À BIOCIBERNÉTICA ATUAL

em Metacorpos, Vitoria Daniela Bousso (org.). Paço das Artes/Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo, 43-62.



155. O PAPEL DA ICONICIDADE DA LÍNGUA NA LITERATURA

em Literatura Scripta, vol. 7, no. 14, 1 o. semestre de 2004, 128-136. ISSN 1516-4039.



156. A POÉTICA ANTECIPATÓRIA DE AUGUSTO DE CAMPOS

em Sobre Augusto de Campos, Flora Sussekind e Julio Castanon Guimarães (orgs.). Rio de Janeiro: 7 Letras, 161-178. ISBN 85-7577-134-5



157. O QUE MATRIX NÃO MOSTRA: O CORPO SENSÓRIO-PERCEPTIVO DO CIBERNAUTA

em Corpo & Mídia, Bernardete Lyra e Gelson Santana (orgs.). São Paulo: Ed. Arte & Ciência, 77-94. ISBN 85-7473-130-7



158. OS DESAFIOS DO PÓS-HUMANO

em Communicare vol. 4, no. 1, 1 o. semestre de 2004, 17-26. ISSN 16-76-3475



159. O PAPEL DA MUDANÇA DE HÁBITO NO PRAGMATISMO EVOLUCIONISTA DE PEIRCE

em Cognitio vol. 5, no. 1, janeiro-junho de 2004, 73-83. ISSN 1518-7187



160. O CORPO COMO SINTOMA DA CULTURA

em Comunicação, Mídia e Consumo vol 1, ano 1, no. 2, 139-157. ISSN 1806-4981



161. GAMES E COMUNIDADES VIRTUAIS

em Hiper. Relações Eletro-Digitais, Vitoria Daniela Bousso (org.), São Paulo: Paço das Artes, 116-122.



162. ANTECEDENTES DA ALINEARIDADE NAS MÍDIAS MOSAIQUICAS

em Cultura em Fluxo. Novas mediações em rede, André Brasil et al. (orgs.), 26-35. ISBN 85-86480-38-X



163. SUJEITO, SUBJETIVIDADE E IDENTIDADE NO CIBERESPAÇO

em Derivas. Cartografias do ciberespaço, Lucia Leão (org.), 45-54. ISBN 85-7419-456-5



164. UM PAÍS COM DUAS BANDEIRAS

em A alma da marca. Petrobrás, significado e potencial comunicativo, de Carmem Carril, São Paulo: Ed. Anhembi-Morumbi, São Paulo: Ed. Annablume, 15-17. ISBN 85-87370-18-9



165. PREFÁCIO

em Signos da Marca. Expressividade e sensorialidade, de Clotilde Perez, São Paulo: Thomson, 3-4, ISBN 85-221-0442-5

FONTE : http://www.pucsp.br/~lbraga/fs_publ_artg.htm

A COMUNICAÇÃO AUTO-REFERENCIAL NAS MÍDIAS: O PAROXISMO DA REFLEXIVIDADE NOS JOGOS ELETRÔNICOS - "SANTAELLA"

Projeto de produtividade em pesquisa-CNPq

Referência: 306099/2003-9

Vigência: 03/2004-02/2007

Maria Lucia Santaella Braga-Pesquisadora I-A

Equipe: 2 bolsas de IC e 1 bolsa de apoio técnico

TÍTULO:

A COMUNICAÇÃO AUTO-REFERENCIAL NAS MÍDIAS: O PAROXISMO DA REFLEXIVIDADE NOS JOGOS ELETRÔNICOS

Resumo:

Uma das temáticas mais recorrentes na teoria e na crítica à comunicação situa-se na problemática da auto-referencialidade ou reflexividade das mídias. A auto-referência, a autocitação ou a reflexividade são as características marcantes da cultura pós-moderna e da cultura digital. Em vez de se referirem a um evento ou a um fato ocorrido no mundo, a imprensa, os filmes, a TV e até mesmo a propaganda referem-se a si mesmos. Esse fenômeno parece estar se expandindo como consequência do desenvolvimento das novas mídias digitais e da digitalização dos meios tradicionais. Não obstante a onipresença da auto-referencialidade nas mídias, tema obrigatório nas mais influentes críticas e teorias da comunicação contemporânea, como, por exemplo, Bourdieu (1997), Sfez (1994), Baudrillard (1990 e 1997), Luhmann (1984), Sodré (2002); não obstante os fortes indicadores de que se trata aí de uma questão semiótica, surpreendentemente essa problemática não foi ainda estudada sob um ponto de vista semiótico. Mais surpreendentemente ainda, são raros os estudos empíricos sobre essa questão. Tendo isso em vista, o projeto aqui proposto visa cobrir as duas lacunas apontadas acima. E mbora autônomo, este projeto estará em diálogo -- graças ao convênio firmado entre a Universidade de Kassel e a Pucsp -- com um projeto de pesquisa muito maior sobre o mesmo tema que está se desenvolvendo no IAG (Interdisziplinäre Arbeitsgruppe) Kulturforschung, da Universidade de Kassel, sob a coordenação de Winfried Nöth e contando com a participação de vários pesquisadores, sob os auspícios do DFG (Deutsche Forschungsgemeinschaft). (...)

LEIA NA ÍNTEGRA EM : http://www.pucsp.br/~lbraga/fs_proj_pros.htm

A PRODUçãO E DISSEMINAÇÃO DA PESQUISA NA ERA DIGITAL. - "SANTAELLA"

NOME DO RESPONSÁVEL: Maria Lucia Santaella Braga

TÍTULO DO PROJETO: A PRODUçãO E DISSEMINAçãO DA PESQUISA NA ERA DIGITAL.



1. Contextualização geral de todos os projetos apresentados neste processo de multi-usuários

Um número crescente de textos científicos, revistas especializadas e mesmo livros não está mais sendo editado em papel, mas encontra-se agora disponível on line para assinantes dotados de um modem, uma linha telefônica e acesso a redes internacionais de tipo internet. A mais nova geração de editores de textos já não pode mais ser encarada como uma mera ferramenta para auxiliar a escrita, mas como uma mídia nova, híbrida, multimídia, completa em si mesma, uma vez que permite acrescentar aos textos um certo número de elementos áudio-visuais (voz, música, sons, imagens em movimento) que não podem mais ser impressos em papel.

O desenvolvimento dessas linguagens híbridas (som, imagem e verbo: cores, luzes, formas, movimentos), nas gravações digitais de som, imagem e palavra oral e escrita dos CD-ROMS e das mensagens via Rede, eminentemente interativas, inaugura novos canais de comunicação. São canais ainda não sedimentados, em ebulição. Vários segmentos da sociedade, especialmente aqueles voltados para a comunicação, tais como empresas jornalísticas e editoriais apressam-se em explorar comercialmente esses novos suportes comunicacionais. Diante desse quadro, cabe aos cursos de comunicação das universidades, principalmente nos seus programas de pós-graduação, investigar esses novos meios, não apenas a nível teórico, mas também prático e criativo, funcionando como uma central avançada de produção, sinalizando caminhos e apresentando questões que as empresas de informação, entretenimento e lazer não são capazes de enxergar ou não tem por função desenvolver.

Quais são as características das novas linguagens multi e hipermídia e dos novos canais que as veiculam, que tipo de conhecimento e de informação elas são capazes de criar e de veicular, que transformações elas podem trazer para a produção e disseminação da pesquisa, que potencial estético elas apresentam, quais os impactos sócio-culturais que estão aptas a produzir, enfim, que projetos inovadores podem explorar a multi e hipermídia como linguagem? Essas são perguntas que necessitam ser enfrentadas por institutos e centros de pesquisa em comunicação, tais como os programas de pós-graduação.

Tendo isso em vista, o programa de pós-graduação em Comunicação e Semiótica da PUCSP (COS-PUC), que já conta com um laboratório visual, desde 1989, e um laboratório de música eletroacústica, desde 1992, contando, também com uma equipe de primeira qualidade de pesquisadores em formação, especialistas em imagem e som, deu início a projetos de pesquisa em multimídia, hipertexto e hipermídia há alguns anos, sob a coordenação de Arlindo Machado e Lucia Santaella. (...)

LEIA NA ÍNTEGRA EM : http://www.pucsp.br/~lbraga/fs_proj_fina.htm

FUNDAMENTOS BIOCOGNITIVOS DA COMUNICAÇÃO. APLICAÇÕES NOS PROCESSOS DE NAVEGAÇÃO NO CIBERESPAÇO. "SANTAELLA" - CNPQ

Projeto realizado de 1999 a 2001 sob os auspícios do CNPq

Os resultados do projeto constam do livro

Santaella, Lucia (2004). Navegar no ciberespaço: O perfil cognitivo do leitor imersivo. São Paulo: Paulus.


Apoio CNPq, ref.: 522903/96-7 (NV)

PROJETO INTEGRADO

Dra. Maria Lucia Santaella Braga



TÍTULO DO PROJETO:

FUNDAMENTOS BIOCOGNITIVOS DA COMUNICAÇÃO. APLICAÇÕES NOS PROCESSOS DE NAVEGAÇÃO NO CIBERESPAÇO.


EQUIPE DE PESQUISADORES

I. COORDENAÇÃO GERAL E ELABORAÇÃO DOS FUNDAMENTOS TEÓRICOS DO PROJETO: PROFA. DRA. MARIA LUCIA SANTAELLA BRAGA, PUCSP

II. SUB-COORDENAÇÃO E ELABORAÇÃO DOS CONCEITOS DE HIPERMÍDIA: PROF. DR. SÉRGIO BAIRON

III SUPERVISÃO TÉCNICA DO PROJETO: UM BOLSISTA DE APOIO TÉCNICO

III. ASSESSORIA À COORDENAÇÃO

IV. 3 BOLSISTAS DE APERFEIÇAMENTO

3 BOLSISTAS DE INICIAÇÃO



1. RESUMO DO PROJETO:



Tendo por objeto de estudo as redes comunicacionais da teleinfromática, este projeto parte da hipótese de que essas redes não se fazem mais entender sob um ponto de vista meramente tecnológico, exigindo, ao contrário, investigações situadas nas interfaces complexas da biologia com simulações computacionais e a interatividade cérebro e máquina. A partir do levantamento de alguns dos fundamentos bio-cognitivos da comunicação, este projeto visa estudar as transformações perceptivas-cognitivas implicadas nos processos de navegação no ciberespaço



2. ANTECEDENTES E CONTEXTO INSTITUCIONAL DO PROJETO



Em 1987, há quase dez anos, o programa de pós-graduação em Comunicação e Semiótica da PUCSP, naquela época um programa de pequeno porte, contando com cerca de 70 alunos de mestrado, e menos de uma dezena de doutorandos, deu início a um processo que, desde então, tem crescido e se sedimentado: a organização de grupos coletivos de pesquisa de grande porte capazes de romper com o individualismo e formalismo das velhas formas de produção acadêmica restritas a aulas, seminários, monografias, tudo isso se canalizando para a defesa de uma dissertação ou tese.



Sem negar a importância do trabalho intelectual individual, já naquele tempo, alguns dos professores e também alunos do programa, alimentados por discussões que a CAPES estava levantando, colocavam a necessidade de que um programa de pós-graduação fosse capaz de criar meios de intercâmbio, confronto e debate, especialmente meios de produção coletiva que fossem capazes de estimular, alimentar a pesquisa de cada um através de compromissos coletivamente assumidos e das trocas que um tal tipo de pesquisa traz.



Foi assim que nasceu em 1988, o projeto coletivo, Imagens técnicas: do mundo mecânico-industrial ao mundo eletrônico pós-industrial. Implicações estéticas, culturais e epistemológicas, sob coordenação de Lucia Santaella e Arlindo Machado. Aprovado pela FINEP, esse projeto trouxe ao programa um pequeno laboratório de computação gráfica, o primeiro a existir em uma universidade brasileira, no qual foram geradas também as primeiras pesquisas universitárias sobre computação gráfica, inclusive a primeira dissertação brasileira sobre computação gráfica, de autoria de Rejane Caetano Augusto, com orientação de Lucia Santaella, em 1989. O laboratório era pequeno, mas, sem dúvida, serviu como mola propulsora para uma nova dinâmica de pós-graduação que vem sendo implantada com sucesso cada vez maior no programa.



Tendo terminado o projeto da Finep, os mesmos coordenadores, mas agora acompanhados de novos professores e pesquisadores, deram início a um outro projeto temático, de maior porte e maior ambição, este dirigido à FAPESP, sob o título de Avanços tecnológicos e novas gramáticas da sonoridade: implicações estéticas, culturais e epistemológicas. Esse projeto trouxe ao programa um laboratório de música acústica de nível internacional que atraiu para a PUCSP pesquisadores em música eletro-acústica de qualidade.

Com a infraestrutura acima descrita e os grupos de pesquisa que dela tiram proveito para a realização de projetos coletivos, realizaram-se no programa os primeiros livros e trabalhos em CDROM produzidos em universidades brasileiras (Ensaios sobre a contemporaneidade, de Arlindo Machado, Eisenstein, multimídia, de Arlindo Machado e equipe, Mário de Andrade, de autoria de uma equipe de pesquisadores artistas e Mallarmé, também de uma equipe de pesquisadores artistas. Estão em progresso um livro de contos em CDROM, de autoria de Lucia Santaella, além de outros projetos em fase de elaboração. Foi também na Comunicação e Semiótica da PUCSP que foi defendida a primeira tese em CDROM do país, de autoria de Tania Fraga e orientação de Arlindo Machado, em maio de 1995.



O número de projetos sonoros já realizados e em realização no laboratório de som chega a algumas dezenas.



Enfim, já existe uma larga tradição no programa de COS para a realização de projetos de pesquisa sobre e com novas tecnologias, o que tem sido facilitado pela existência de laboratórios específicos para essas pesquisas, além de um grande número de pesquisadores dispostos para as tarefas de um trabalho colaborativo.



Estando o projeto integrado sobre multimídia, apoiado pelo CNPq, sob a coordenação de Lucia Santaella, em fase final de realização, conforme pode ser atestado pelo relatório parcial que foi entregue ao CNPq, temos agora condições de enfrentar um projeto de pesquisa um pouco mais complexo, na área das tecnologias da comunicação, respaldado em resultados obtidos e a partir de novas questões que foram surgindo no projeto anterior.



3. CONTEXTO GERAL E JUSTIFICATIVA DA PESQUISA



Nas palavras de Joël de Rosnay (1997: 29), estamos vivendo neste final de século um verdadeiro choque do futuro resultante sobretudo dos avanços das ciências físicas e biológicas. Enquanto a física e a eletrônica levaram ao desenvolvimento da informática e das técnicas de comunicação, a biologia levou à biotecnologia e à bioindústria. Estamos, sem dúvida, entrando numa revolução da informação e da comunicação sem precedentes que está desafiando nossos métodos tradicionais de análise e de ação.

No cerne dessas transformações, os computadores e as redes de comunicação passam por uma evolução acelerada, catalisada pela multimídia, hipermídia, a digitalização e a compressão dos dados. Alimentada com tais progressos, a internet, rede mundial das redes interconectadas, explode de maneira espontânea, caótica, superabundante. Nesse mesmo ambiente técnico e científico, emergem setores inquietantes, tais como a realidade virtual e a vida artificial.

Cérebros humanos, computadores e redes interconectadas de comunicação ampliam, a cada dia, um ciberespaço mundial no qual todo elemento de informação encontra-se em contato virtual com todos e com cada um, tudo isso convergindo para ‘a constituição de um novo meio de comunicação, de pensamento e de trabalho para as sociedades humanas’, enfim, de uma nova antropologia própria do ciberespaço (Lévy 1998: 12).

Segundo Lévy (ibid.: 13), a fusão das telecomunicações, da informática, da imprensa, da edição, da televisão, do cinema, dos jogos eletrônicos em uma indústria unificada da multimídia é o aspecto da revolução digital que tem sido mais enfatizado. Entretanto, esse não é o aspecto mais importante. A par dos aspectos civilizatórios, tais como novas estruturas de comunicação, de regulação e de cooperação, linguagens e técnicas intelectuais inéditas, modificação das relações de espaço e tempo etc., o mais importante está no fato de que a forma e o conteúdo do ciberespaço ainda estão especialmente indeterminados. Diante disso, não se trata mais de raciocinar em termos de impacto (qual o impacto das infovias na vida econômica, política, cultural, científica?), mas em termos de projetos.

A proposta de pesquisa que aqui se segue, insere-se dentro dessa perspectiva: estamos buscando raciocinar através de um projeto voltado para um tópico específico e especializado da revolução bio-cibernética que apresenta relevância para a área da comunicação.

O foco do projeto se dirige, em primeiro lugar, para a noção das redes de comunicação. Partimos da hipótese de que se trata de uma noção que não se faz entender à luz de uma visão estritamente tecnológica. Tanto é assim que o funcionamento das redes de comunicação apresenta semelhanças com o comportamento do sistema nervoso, do sistema imunológico, podendo ser simulado através de programas computacionais que estão no centro das preocupações dos cientistas de inteligência artificial. A compreensão desse funcionamento parece exigir, portanto, a interface e cooperação da pesquisa em comunicação com algumas disciplinas, tais como as ciências cognitivas, as ciências da informação, inteligência artificial e a biologia que, a despeito da especificidade de cada uma, estão lidando com questões que são, antes de tudo, questões comunicacionais. As ciências da comunicação tem, portanto, muito para dar e receber nesse convergência.

Assim sendo, o projeto aqui proposto, principalmente na parte de seus fundamentos, enquadra-se naquilo que Lucien Sfez (1994: 11) caracteriza como o núcleo epistemológico da comunicação ‘que reúne em torno de pontos comuns grande diversidade de saberes: biologia, psicanálise, mass media studies, instituições, direito, ciência das organizações, inteligência artificial, filosofia analítica etc. Esses conceitos comuns às ciências da comunicação parecem dever constituir pouco a pouco os elementos de uma forma simbólica em gestação’.

Essa mesma linha de argumentação foi utilizada por Eliseo Verón na apresentação da coleção de publicações na área de comunicação sob o título de ‘El mamífero parlante’ da editora Gedisa (Buenos Aires, Barcelona, México), por ele dirigida. Ao consagrar o ‘Mamífero parlante’ à difusão de teorias e investigações no campo das ciências da comunicação, Verón explica que ‘o plural ciências, frequentemente utilizado, expressa indiretamente a complexidade de tal campo. Não dizemos ciência da comunicação nem comunicologia, porque não se trata de uma disciplina, mas de um cruzamento de múltiplas problemáticas correspondentes a disciplinas tradicionalmente diferenciadas. As ciências da comunicação constituem hoje em dia um nó transdisciplinar, no campo das ciências brandas, comparável ao nó das ciências cognitivas, no território das ciências duras’. Em função disso, Verón justifica a presença na coleção de uma ótica antropológica aplicada às sociedades urbanas, de uma ótica epistemológica, semiótica, sociológica, histórica, cognitiva, política, todos esses modos pertinentes de acesso aos fenômenos da comunicação, em particular aqueles associados à emergência e funcionamento de tecnologias mediáticas.

O projeto aqui proposto insere-se em um nó transdisciplinar como foi nomeado por Verón, assim como visa à gestação da forma simbólica de que fala Sfez. Evidentemente não estaremos lidando com todas as disciplinas mencionadas por ambos, mas apenas com aquelas que contribuem mais diretamente para o encontro de respostas à questão comunicacional básica que o projeto interroga, como se verá a seguir.(...)

LEIA NA ÍNTEGRA EM : http://www.pucsp.br/~lbraga/fs_proj_fina.htm

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