23/03/2009
Gilberto Dimenstein
da Folha Online
Há um mistério no campus da USP --e, por esse mistério, se vê como é difícil melhorar a educação pública, mesmo nas situações mais favoráveis.
Seria óbvio que a Escola de Aplicação da Faculdade de Educação, encravada no campus, cercada de tantos e tão magníficos recursos, tivesse um desempenho brilhante se comparada aos demais colégios da rede estadual. Ainda mais porque boa parte dos alunos daquela escola são filhos de funcionários e de professores.
Pinçando os números dos IDESP, notei que eles estão, no ensino médio, em 10º lugar numa lista apenas da cidade de São Paulo --volto a repetir, apenas da cidade.
O mistério se agrava porque não é um problema novo. Já escrevi sobre o péssimo exemplo que era uma faculdade de educação da mais renomada universidade do país gerenciar uma escola pública que não fosse uma das melhores do Brasil, mesmo comparadas com as privadas. Mesmo entre as públicas, não é a melhor nem no Estado nem na cidade --e nem na sua região dentro da cidade, onde é superada por colégios que não têm a chance de escolher seus alunos.
Por que, diante da repercussão das notícias em anos anteriores, não conseguiram fazer um esforço concentrado? Por que não envolveram outras faculdades dos campus? Por que não encontraram meios de transformar os laboratórios da USP em extensão de suas salas? Por que não envolveram voluntários entre os universitários?
Se na USP, que é USP, é assim, imaginem como estão as faculdades de educação no Brasil --e como o caminho para um bom ensino público é mais árduo do que se imagina.
Curioso é que acadêmicos daquela faculdade são chamados, pela mídia, para fazer críticas sobre a educação. Por que não começam a mudar a escola que gerenciam e que deveria servir de um laboratório para o resto do país? Ou, no mínimo, para seu bairro.
Como se vê no IDESP, lugares com muito menos recursos foram muito mais longe.
Gilberto Dimenstein, 52, é membro do Conselho Editorial da Folha e criador da ONG Cidade Escola Aprendiz. Coordena o site de jornalismo comunitário da Folha. Escreve para a Folha Online às segundas-feiras.
E-mail: palavradoleitor@uol.com.br
FONTE : http://www1.folha.uol.com.br/folha/pensata/gilbertodimenstein/ult508u538930.shtml
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sexta-feira, 1 de maio de 2009
segunda-feira, 9 de março de 2009
Espaço: abordagem inovadora - As ideias de "Milton Santos"
A obra de Milton Santos é inovadora ao abordar o conceito de espaço. De território onde todos se encontram, o espaço, com as novas tecnologias, adquiriu novas características para se tornar um conjunto indissociável de sistemas de objetos e sistemas de ações.
As velhas noções de centro e periferia já não se aplicam, pois o centro poderá estar situado a milhares de quilômetros de distância e a periferia poderá abranger o planeta inteiro.
Daí a correlação entre espaço e globalização, que sempre foi perseguida pelos detentores do poder político e econômico, mas só se tornou possível com o progresso tecnológico.
Para contrapor-se à realidade de um mundo movido por forças poderosas e cegas, impõe-se, para Santos, a força do lugar, que, por sua dimensão humana, anularia os efeitos perversos da globalização.
Estas idéias são expostas principalmente em sua obra A Natureza do Espaço (Edusp,2002).
LEIA MAIS SOBRE SUAS IDEIAS EM :
http://www.direitos.org.br/index.php?option=com_content&task=view&id=2324&Itemid=25
As velhas noções de centro e periferia já não se aplicam, pois o centro poderá estar situado a milhares de quilômetros de distância e a periferia poderá abranger o planeta inteiro.
Daí a correlação entre espaço e globalização, que sempre foi perseguida pelos detentores do poder político e econômico, mas só se tornou possível com o progresso tecnológico.
Para contrapor-se à realidade de um mundo movido por forças poderosas e cegas, impõe-se, para Santos, a força do lugar, que, por sua dimensão humana, anularia os efeitos perversos da globalização.
Estas idéias são expostas principalmente em sua obra A Natureza do Espaço (Edusp,2002).
LEIA MAIS SOBRE SUAS IDEIAS EM :
http://www.direitos.org.br/index.php?option=com_content&task=view&id=2324&Itemid=25
sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009
A MINHA INFÂNCIA - ESCOLAS NOS PARQUES!!
desde que nasci,até fazer 8 anos,
morei numa casa com grande quintal,
árvores, plantas de muitos tipos!
a mangueira minha amiga,teimava em não dar mangas!
mas mesmo assim sempre gostei dela,
talvez meus pais não soubessem tratá-la!
mas o quintal era a minha vida!
plantinhas picadinhas viravam sopinha para as bonecas,
tatus bolinhas foram confundidos com balinhas pela minha irmã no passado!
a terra era fundamental pra sopinha ficar no ponto!
um urinol velho de ágata,furado virava fonte pendurado na árvore!
e as peças de ferro fundido das máquinas que meu pai fabricava,
viravam laguinhos enferrujados maravilhosos pra fazerem meus barquinhos navegarem!
meu pai tinha sua pequena indústria mecânica do lado de casa,mas o quintal era comum!
aventuras dentro da mecânica...era outra coisa muito divertida!
eu não brincava na rua, mas aprontava mil coisas no quintal de terra com meus primos!
depois de mudar de lá, na segunda casa que morei quando tinha quase 10 anos,
não me conformava com a falta de terra e das plantas! até tínhamos um quintal meio grande! mas revestido com cerâmica e só tínhamos uns canteiros!
mas na esquina da rua havia uma pracinha ainda não ajardinada,
ia até lá e apanhava saibro,um tipo de barro argiloso,
fazia cabeças de fantoches, depois fazia a roupinha e então encenava peças para as amigas na garagem da vizinha!
hoje, sinto muita falta da terra! das plantas, e sei que foram elas que me fizeram uma criança feliz e saudável!
na pré escola o que mais marcou foram as idas aos jardins da escola, onde levávamos um regadorzinho pra aguar as plantas!
escrevi isto pra dizer que crianças e natureza não podem nunca se separar!
as crianças precisam da natureza! só a natureza pode libertar a alma das crianças!
concordo totalmente com o Beto Samú (colagem de postagem anterior) e com Thoreau!!
talvez se os governos resolvessem construir menos prédios...
fazer mais parques....e as aulas fossem dadas nos parques!!!
quem sabe fosse uma grande saída pra nossa educação tão ruim!
ESCOLAS NOS PARQUES!
Nadia Stabile - 06/02/09
morei numa casa com grande quintal,
árvores, plantas de muitos tipos!
a mangueira minha amiga,teimava em não dar mangas!
mas mesmo assim sempre gostei dela,
talvez meus pais não soubessem tratá-la!
mas o quintal era a minha vida!
plantinhas picadinhas viravam sopinha para as bonecas,
tatus bolinhas foram confundidos com balinhas pela minha irmã no passado!
a terra era fundamental pra sopinha ficar no ponto!
um urinol velho de ágata,furado virava fonte pendurado na árvore!
e as peças de ferro fundido das máquinas que meu pai fabricava,
viravam laguinhos enferrujados maravilhosos pra fazerem meus barquinhos navegarem!
meu pai tinha sua pequena indústria mecânica do lado de casa,mas o quintal era comum!
aventuras dentro da mecânica...era outra coisa muito divertida!
eu não brincava na rua, mas aprontava mil coisas no quintal de terra com meus primos!
depois de mudar de lá, na segunda casa que morei quando tinha quase 10 anos,
não me conformava com a falta de terra e das plantas! até tínhamos um quintal meio grande! mas revestido com cerâmica e só tínhamos uns canteiros!
mas na esquina da rua havia uma pracinha ainda não ajardinada,
ia até lá e apanhava saibro,um tipo de barro argiloso,
fazia cabeças de fantoches, depois fazia a roupinha e então encenava peças para as amigas na garagem da vizinha!
hoje, sinto muita falta da terra! das plantas, e sei que foram elas que me fizeram uma criança feliz e saudável!
na pré escola o que mais marcou foram as idas aos jardins da escola, onde levávamos um regadorzinho pra aguar as plantas!
escrevi isto pra dizer que crianças e natureza não podem nunca se separar!
as crianças precisam da natureza! só a natureza pode libertar a alma das crianças!
concordo totalmente com o Beto Samú (colagem de postagem anterior) e com Thoreau!!
talvez se os governos resolvessem construir menos prédios...
fazer mais parques....e as aulas fossem dadas nos parques!!!
quem sabe fosse uma grande saída pra nossa educação tão ruim!
ESCOLAS NOS PARQUES!
Nadia Stabile - 06/02/09
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Dicas para um retorno às aulas mais consciente.

Prometi publicar algumas sugestões de atitudes mais limpas e conscientes para a volta às aulas. Esta lista é apenas um princípio. Idéias que ajudem a ampliá-la serão superbenvindas (é assim na nova ortografia? Cruzes!). Este texto tem a colaboração da Silvia Schiros.
1. Bazares de troca ou venda de uniformes usados. A idéia, comum na Inglaterra, é montar um local na própria escola, onde os pais podem comprar ou trocar uniformes usados, mochilas, lancheiras e livros didáticos e paradidáticos em bom estado. Pais e escola decidem o que fazer com o dinheiro arrecadado. Pode-se também incluir a venda de roupas usadas (criança perde roupa novinha), brinquedos, jogos e material escolar.
2. Estímulo à carona. Incentivar os pais a trocarem roteiros e contatos de carona. Facilitar esta troca através de uma lista onde os pais interessados colocam roteiro e contato. É uma medida simples que reduz o número de carros na rua, poluentes e pais estressados. (Atenção escolas: pais menos estressados dão menos trabalho. Invistam nisso!).
3. Potão para troca de lanches. Uma gamela onde as crianças colocam os lanches que não vão comer, para que outro interessado (aluno ou funcionário) coma. Uma forma de compartilhar e reduzir as sobras.
4. Compostagem para as sobras de lanche. Feita pelas próprias crianças e que depois servirá de adubo para as árvores, horta e jardim da escola. Se houver excesso, pode ser doado para os pais ou entidades.
5. Lancheira sem embalagens. Opte por frutas, lanches e sucos caseiros, embalados em potes plásticos retornáveis (o bom e velho "tapuér") e em garrafinhas térmicas. Se precisar enviar um alimento industrializado e a escola do seu filho não tem um programa sério de reciclagem, tire-o da embalagem, mande no pote plástico e encaminhe você mesma a embalagem para a reciclagem. Dica: se você quiser sugestões de como montar lancheira saudável, entre no blog da Pat Feldman "Crianças na Cozinha".
6. Duas (ou mais) lixeiras em TODOS os ambientes. Uma para o lixo útil, outra para o lixo comum e, nos locais onde as crianças e profissionais se alimentam, uma terceira para as sobras de alimentos que irão para a compostagem.
Observe que, em várias escolas, a reciclagem faz parte da grade curricular, mas na prática ela não funciona. As lixeiras de reciclagem são normalmente colocadas em apenas um ou dois pontos do páteo, mas ninguém pode esperar que uma criança (ou adulto) atravesse toda a escola, com uma embalagem vazia de suco na mão, em busca da lixeira correta. Descartar o lixo útil deve ser tão fácil como descartar o lixo comum. Quando as lixeiras estão posicionadas e sinalizadas em todos os ambientes, a seleção é feita automaticamente. Depois é só recolher e encaminhar para os programas de reciclagem locais, cooperativas de catadores ou para a compostagem. Esta é uma forma muito simples e imediata de reduzir significamente a quantidade de lixo produzida.
7. Reutilização do material escolar. Muito material que sobra ainda pode ser reutilizado. Lápis de cor, estojos, borrachas, marcadores de texto, pastas, fichários, apontadores, réguas, mochilas e lancheiras muitas vezes voltam em boas condições, bastando uma limpeza. Outra coisa que tenho reaproveitado são os cadernos que voltam com menos da metade das páginas preenchidas. Arranco as usadas, crio com meus filhos uma nova capa com imagens recortadas de revistas ou da internet e ele retorna novinho pra mais um ano de uso.
8. Olho vivo na cantina. As cantinas não devem ser apenas saudáveis, evitando comida porcaria, frituras e refris. Deve-se também buscar a redução de embalagens descartáveis, oferecendo frutas, sucos feitos na hora servidos em copos retornáveis, lanches caseiros, fatias de bolos, tortas, tapiocas fresquinhas etc. Quanto menos alimentos industrializados, melhor para a saúde das crianças e do planeta. E é claro, tem que ter três lixeiras bem pertinho, para as crianças descartarem o lixo reciclável, os restos de alimentos e o lixo comum.
9. Reutilização de livros. Antes de sair comprando qualquer livro, tente consegui-lo usado. Uma boa maneira é consultar os pais dos alunos que fizeram a mesma série no ano anterior e a escola pode facilitar este contato. Outra forma é procurar em sebos. O site Estante Virtual reune mais de mil sebos por todo o país. O processo de compra é simples e os preços muito mais baratos que nas livrarias. Sempre vale uma consulta.
10. Banir os descartáveis do dia-a-dia. Copos, xícaras reutilizáveis e squeezes (eta palavra metida para garrafinha) são funcionais e evitam uma montanha de lixo. Podem ser lavados na escola ou devolvidos diariamente na mochila. O bom e velho bebedouro também funciona, mesmo para quem esqueceu o copo. Nas festinhas escolares, os pais devem ser estimulados (leia-se educados) a enviar utensílios retornáveis. Ou a própria escola pode disponibilizar tais objetos, bastando os pais enviarem os alimentos e bebidas (de preferência, sucos que serão servidos em jarras).
11. Uso inteligente de papel . Incentivar a comunicação e a cobranca eletrônica. Imprimir relatórios, contratos e apostilas utilizando a frente e o verso das folhas. Usar papel reciclado sempre que possível. Educar as crianças para preencherem toda a folha, frente e verso, antes de iniciar uma página nova.
No site da Sus School, há uma página interativa divertida e com dicas maravilhosas para uma escola sustentável. O texto está em inglês.
Mande sua dica e ajude a ampliar esta lista. E que este retorno às aulas seja um período de muito aprendizado. Para os alunos, pais e educadores.
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