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sexta-feira, 5 de junho de 2009

quarta-feira, 18 de março de 2009

Para discutir sustentabilidade com crianças.

Este comercial argentino é um bom gancho para uma conversa sobre atitudes individuais de sustentabilidade com crianças. Ele mostra de forma bem concreta que somos todos responsáveis pelo meio ambiente e que precisamos rever nossos hábitos, mesmo os mais inocentes, se quisermos viver em um planeta saudável para todos os seres vivos.

segunda-feira, 9 de março de 2009

Espaço: abordagem inovadora - As ideias de "Milton Santos"

A obra de Milton Santos é inovadora ao abordar o conceito de espaço. De território onde todos se encontram, o espaço, com as novas tecnologias, adquiriu novas características para se tornar um conjunto indissociável de sistemas de objetos e sistemas de ações.

As velhas noções de centro e periferia já não se aplicam, pois o centro poderá estar situado a milhares de quilômetros de distância e a periferia poderá abranger o planeta inteiro.

Daí a correlação entre espaço e globalização, que sempre foi perseguida pelos detentores do poder político e econômico, mas só se tornou possível com o progresso tecnológico.

Para contrapor-se à realidade de um mundo movido por forças poderosas e cegas, impõe-se, para Santos, a força do lugar, que, por sua dimensão humana, anularia os efeitos perversos da globalização.

Estas idéias são expostas principalmente em sua obra A Natureza do Espaço (Edusp,2002).

LEIA MAIS SOBRE SUAS IDEIAS EM :
http://www.direitos.org.br/index.php?option=com_content&task=view&id=2324&Itemid=25

sábado, 28 de fevereiro de 2009

ECOLOGIA E MOVIMENTOS SOCIAIS :BREVE FUNDAMENTAÇÃO - PROF.MAURÍCIO WALDMAN ENVIA PARA O BLOG


Uma das minhas mais gratificantes experiências usufruídas do contato com os movimentos populares foi o acompanhamento das lutas das populações de atingidos por barragens, formado por grupos sociais que em comum, compartilham problemas e transtornos promovidos pela construção dos projetos hidrelétricos.

Explicitamente, a construção de hidrelétricas constitui um notório problema socioambiental que agrava as condições de vida de amplos segmentos da população brasileira, particularmente dos que não compartilham das benesses oferecidas pelo modelo de sociedade em vigor no país.

Neste sentido, recordo-me da exposição dos problemas enfrentados por estes grupos arrolados por interlocutores diretos desta problemática, conhecimento que obtive da fala simples de lideranças de agricultores e ribeirinhos do interior do Brasil.

Todos eram unânimes em denunciar um aparato de Estado que ainda hoje os entende como um "estorvo" para o desenvolvimento. Não haveria como negar, o modo de vida afluente de muitos grupos urbanos apenas se perpetua e reproduz com o comprometimento e o desmantelamento de modos tradicionais de vida, muitas vezes para sempre.

Paralelamente, a determinação dos atingidos em perpetuar um modo tradicional de vida era a toda prova. Por intermédio desta via de entendimento se tornaram uns dos primeiros movimentos sociais a compreender que o ambientalismo constituía uma argumentação poderosa para reforçar suas reivindicações. Justamente esta nuança justificou sua aproximação com os chamados ecologistas sociais, abrindo portas para que assim eu travasse contato com este notável movimento social brasileiro.

Foi neste contexto que em 1990 o antropólogo Aurélio Vianna, um especialista em grupos camponeses, convidou-me para redigir texto visando subsidiar e capacitar o Movimento Nacional de Atingidos por Barragens. Desta forma, elaborei Ecologia e Movimentos Sociais: Breve Fundamentação, material que busca com palavras simples discutir algumas concepções relacionadas com a questão ambiental, elaborado para um grupo cujas mobilizações sempre foram, aliás, objetivamente ambientalistas.

Para minha satisfação, o material terminou intensamente discutido nos mais diversos encontros e seminários dos atingidos por barragens, animando uma mobilização da qual sou orgulhosamente um apoiador.

O texto Ecologia e Movimentos Sociais: Breve Fundamentação foi publicado na Coletânea Hidrelétricas, Ecologia e Progresso - Contribuições para um Debate, uma edição do Centro Ecumênico de Documentação e Informação (Rio de Janeiro, 1990), encontrando-se à disposição de todo interessado.

O teor integral do texto publicado pode ser acessado abaixo em arquivo PDF.
Clique aqui para fazer o download do arquivo em PDF

FONTE : http://www.mw.pro.br/mw/mw.php?p=eco_ecologia_e_movimentos_sociais&c=e

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Nicolelis, Miguilins e o Mutum



Miguel Nicolelis



“Ele queria ver mais as coisas, todas, que o olhar não dava”.
(Guimarães Rosa, in: Manuelzão e Miguilim)


Triste, triste é o talento que nunca pode florescer, que persiste perenemente asfixiado na anemia de recursos e de oportunidades. Doloroso é ver vidas que se queimam inapelavelmente na fogueira da miséria, cuja fumaça é vista de longe por olhares soberbos com preconceito, desprezo e arrogante presunção.

Lindo e sublime é contemplar o manancial se abrir sobre a carência, fazendo aflorar inteligências e dignidade de viver, tornando realidade o que antes era um longínquo potencial.

Miguilim, menino pobre, mas curioso com um mundo do qual não vê nada além de imagens borradas que o cerca, tem sua travessia rosiana marcada pelo encontro com o Dr. José Lourenço, que lhe percebe a miopia e lhe coloca os óculos, permitindo ao garoto ver um universo que, mesmo próximo, nunca lhe fora tangível.

“Miguilim olhou. Nem não podia acreditar! Tudo era uma claridade, tudo novo e lindo e diferente, as coisas, as árvores, as caras das pessoas. Via os grãozinhos de areia, a pele da terra, as pedrinhas menores, as formiguinhas passeando no chão de uma distância. E tonteava. Aqui, ali, meu Deus, tanta coisa, tudo...”.

As lentes corretivas, a possibilidade de estudar na cidade: o dr. José Lourenço é o catalisador de um processo que dará a Miguilim a possibilidade de se desenvolver como pessoa.

Numerosos são os “Miguilins” Brasil afora. E poucos, muito poucos, são os “doutores José Lourenço”.

Apesar do que se poderia supor a partir do nome, o paulistano Miguel Nicolelis não é um “Miguilim”. É um “dr. José Lourenço”.

Quando ainda era estudante de medicina na USP, nos anos 80, Nicolelis fundou uma associação acadêmica que permitiu às crianças carentes da região utilizar as quadras esportivas da universidade. A entidade estudantil existe até hoje e, através dela, milhares de crianças que não tinham possibilidade de praticar esportes podem fazê-lo em um ambiente que cultiva valores como a solidariedade e o espírito de equipe.

O atual projeto liderado por Nicolelis é muito maior do que a escolinha de esportes. Mas o tamanho de seu desafio não faz frente à grandeza de seu caráter.

Aos 47 anos, Nicolelis é um pesquisador de primeira grandeza nas neurociências, tendo sido apontado como um dos 50 cientistas mais influentes do mundo pela Scientific American. Há anos coordena na Universidade de Duke, na Carolina do Norte (EUA), um laboratório que está na vanguarda da neuroengenharia. Os animadores resultados de seus trabalhos exploram a movimentação de próteses mecânicas sob controle do pensamento, a partir de microchips implantados em regiões estratégicas do cérebro. Suas pesquisas podem trazer uma possibilidade terapêutica extraordinária para pacientes vítimas de lesões medulares, posicionando-o entre possíveis futuros laureados pelo Prêmio Nobel.

Tantos anos produtivos e gloriosos no “Primeiro Mundo” não lhe esfriaram a consciência sobre o país de onde veio. O panteão nacional e a bossa-nova que emana da página do seu laboratório na internet são reveladores. Cônscio do impacto que a educação e a ciência têm na trajetória de um povo, Nicolelis decidiu capitanear um ambicioso projeto que tenta colocar no mapa das neurociências a pobre Macaíba, cidade próxima da capital do Rio Grande do Norte.

É lá que ele cravou a bandeira do Instituto Internacional de Neurociências de Natal (IINN), com o propósito de estabelecer um pólo avançado em neurociências, atraindo pesquisadores da área, sobretudo jovens brasileiros que se encontram espalhados em universidades do exterior.

Além dessa vocação para a excelência na pesquisa, o alvo do IINN é ainda mais amplo: é usar a ciência como agente de transformação social. Por isso, no complexo do Instituto, há também um centro de saúde e duas escolas com bem equipados laboratórios de física, química e biologia, acolhendo jovens carentes de 11 a 17 anos.

Conhecedor das dezenas de boas idéias que brotaram no Brasil, mas que naufragaram em vicissitudes político-econômicas, Nicolelis impulsionou o IINN não só com o apoio dos governos estadual do RN e federal, mas, sobretudo, com o suporte estrangeiro. Nicolelis usou seu enorme prestígio para estabelecer parcerias e angariar fundos junto a prestigiosas instituições do mundo todo, como o Instituto Max Planck (Alemanha), além de universidades da América do Norte, da Europa e de Israel.

O sonho de Nicolelis levantou vôo, embora nem todos os projetos ligados ao instituto estejam já funcionando. Mas já há pesquisadores produzindo ciência, publicando resultados em jornais importantes. É o caso de Sidarta Ribeiro, ex-aluno de pós-doutorado no laboratório norte-americano de Nicolelis. Apaixonados pelo desafio, eles dizem com firmeza: “Escolhemos Natal porque acreditamos que a produção científica brasileira precisa ser descentralizada do eixo Rio - São Paulo - Minas Gerais. O conhecimento de ponta deve ser disseminado para outros pontos do país; o Nordeste é a Califórnia brasileira.”

Nicolelis e seu IINN se contrapõem frontalmente ao zeitgeist brasileiro.

Ele se choca contra os celerados que chafurdam na ignorância da história brasileira, apoiando excrescências ideológicas como o “Movimento República de São Paulo” e “O Sul é o meu país”.

Bate-se contra a proposta irresponsável que introduz na sociedade brasileira o germe do franco conflito racial, através da política de cotas nas universidades públicas.

Digladia-se com os que depreciam e discriminam nordestinos apenas por terem nascido onde nasceram.

Confronta-se com aqueles “bem intencionados” que querem isolar índios do contato com a civilização.

Olha com consciência e civismo para os problemas de seu país, chamando-o pelo nome, Brasil, enquanto muitos outros, em galhofa depreciativamente irresponsável, tratam por “Banânia”, talvez por refutarem o esforço que implica na construção de uma nação, talvez por rejeitarem uma terra que não esteja pronta como outras.

Por mais comovente que seja ver o empenho obstinado de um brilhante cientista que poderia nunca mais olhar para o Brasil, não será Nicolelis e seu IINN que salvarão o nordeste. Ele não é um messias. Tampouco será a transposição do São Francisco ou o Bolsa Família que transformarão o sertão. Não será uma ação governamental isolada que resgatará esse pedaço negligenciado do Brasil. Será um ciclo virtuoso de investimentos individuais, privados e estatais que trará o desenvolvimento à região, segurando migrantes, magnetizando talentos, gerando riqueza. Talvez já esteja começando, com a Ford na Bahia, com Porto de Suape em Pernambuco, com o petróleo em Mossoró, com o IINN no Rio Grande do Norte, com o turismo que atrai cada vez mais europeus para os resorts e pousadas do nordeste.

Acreditar e investir no poder civilizador da produção e difusão do conhecimento é a via mais segura rumo ao desenvolvimento, rumo à dignidade de vida. É o que fará esse jovem país “Miguilim” livrar-se de sua miopia, passando a enxergar o mundo, a si mesmo e seus enormes problemas sem indulgências, sem patriotadas, mas com a esperança que advém do trabalho, do talento, da inteligência e da coragem.

“E Miguilim olhou para todos, com tanta força. Saiu lá fora. Olhou os matos escuros de cima do morro, aqui a casa, a cerca de feijão-bravo e são-caetano; o céu, o curral, o quintal; os olhos redondos e os vidros altos da manhã. Olhou, mais longe, o gado pastando perto do brejo, florido de são-josés, como um algodão. O verde dos buritis, na primeira vereda. O Mutum era bonito! Agora ele sabia.”

Quando curados da miopia causada pela ignorância, pelo preconceito, pela covardia e pela falta de compromisso cívico, o país que se descortina diante dos nossos olhos argutos é ainda cheio de problemas graves, mas pleno de riquezas e de possibilidades. É o nosso Mutum, o nosso BRASIL.



PS: Depois de uma longa temporada na Holanda, Fernando Sampaio retornou ao Brasil. Com sua consciência cheia de ideais iluministas (Lumières), ele empenha sua experiência, sua cidadania e seu trabalho na construção de um país melhor. Leia seu depoimento em:

http://deslumieres.blogspot.com/2008/05/brasil-holanda.html

http://aterceiramargemdosena.blogspot.com/2008/05/nicolelis-miguilins-e-o-mutum.html


sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

A MINHA INFÂNCIA - ESCOLAS NOS PARQUES!!

desde que nasci,até fazer 8 anos,
morei numa casa com grande quintal,
árvores, plantas de muitos tipos!
a mangueira minha amiga,teimava em não dar mangas!
mas mesmo assim sempre gostei dela,
talvez meus pais não soubessem tratá-la!
mas o quintal era a minha vida!
plantinhas picadinhas viravam sopinha para as bonecas,
tatus bolinhas foram confundidos com balinhas pela minha irmã no passado!
a terra era fundamental pra sopinha ficar no ponto!
um urinol velho de ágata,furado virava fonte pendurado na árvore!
e as peças de ferro fundido das máquinas que meu pai fabricava,
viravam laguinhos enferrujados maravilhosos pra fazerem meus barquinhos navegarem!
meu pai tinha sua pequena indústria mecânica do lado de casa,mas o quintal era comum!
aventuras dentro da mecânica...era outra coisa muito divertida!
eu não brincava na rua, mas aprontava mil coisas no quintal de terra com meus primos!

depois de mudar de lá, na segunda casa que morei quando tinha quase 10 anos,
não me conformava com a falta de terra e das plantas! até tínhamos um quintal meio grande! mas revestido com cerâmica e só tínhamos uns canteiros!
mas na esquina da rua havia uma pracinha ainda não ajardinada,
ia até lá e apanhava saibro,um tipo de barro argiloso,
fazia cabeças de fantoches, depois fazia a roupinha e então encenava peças para as amigas na garagem da vizinha!
hoje, sinto muita falta da terra! das plantas, e sei que foram elas que me fizeram uma criança feliz e saudável!
na pré escola o que mais marcou foram as idas aos jardins da escola, onde levávamos um regadorzinho pra aguar as plantas!

escrevi isto pra dizer que crianças e natureza não podem nunca se separar!
as crianças precisam da natureza! só a natureza pode libertar a alma das crianças!
concordo totalmente com o Beto Samú (colagem de postagem anterior) e com Thoreau!!
talvez se os governos resolvessem construir menos prédios...
fazer mais parques....e as aulas fossem dadas nos parques!!!
quem sabe fosse uma grande saída pra nossa educação tão ruim!
ESCOLAS NOS PARQUES!

Nadia Stabile - 06/02/09

Dicas para um retorno às aulas mais consciente.


Prometi publicar algumas sugestões de atitudes mais limpas e conscientes para a volta às aulas. Esta lista é apenas um princípio. Idéias que ajudem a ampliá-la serão superbenvindas (é assim na nova ortografia? Cruzes!). Este texto tem a colaboração da Silvia Schiros.

1. Bazares de troca ou venda de uniformes usados. A idéia, comum na Inglaterra, é montar um local na própria escola, onde os pais podem comprar ou trocar uniformes usados, mochilas, lancheiras e livros didáticos e paradidáticos em bom estado. Pais e escola decidem o que fazer com o dinheiro arrecadado. Pode-se também incluir a venda de roupas usadas (criança perde roupa novinha), brinquedos, jogos e material escolar.

2. Estímulo à carona. Incentivar os pais a trocarem roteiros e contatos de carona. Facilitar esta troca através de uma lista onde os pais interessados colocam roteiro e contato. É uma medida simples que reduz o número de carros na rua, poluentes e pais estressados. (Atenção escolas: pais menos estressados dão menos trabalho. Invistam nisso!).

3. Potão para troca de lanches. Uma gamela onde as crianças colocam os lanches que não vão comer, para que outro interessado (aluno ou funcionário) coma. Uma forma de compartilhar e reduzir as sobras.

4. Compostagem para as sobras de lanche. Feita pelas próprias crianças e que depois servirá de adubo para as árvores, horta e jardim da escola. Se houver excesso, pode ser doado para os pais ou entidades.

5. Lancheira sem embalagens. Opte por frutas, lanches e sucos caseiros, embalados em potes plásticos retornáveis (o bom e velho "tapuér") e em garrafinhas térmicas. Se precisar enviar um alimento industrializado e a escola do seu filho não tem um programa sério de reciclagem, tire-o da embalagem, mande no pote plástico e encaminhe você mesma a embalagem para a reciclagem. Dica: se você quiser sugestões de como montar lancheira saudável, entre no blog da Pat Feldman "Crianças na Cozinha".

6. Duas (ou mais) lixeiras em TODOS os ambientes. Uma para o lixo útil, outra para o lixo comum e, nos locais onde as crianças e profissionais se alimentam, uma terceira para as sobras de alimentos que irão para a compostagem.

Observe que, em várias escolas, a reciclagem faz parte da grade curricular, mas na prática ela não funciona. As lixeiras de reciclagem são normalmente colocadas em apenas um ou dois pontos do páteo, mas ninguém pode esperar que uma criança (ou adulto) atravesse toda a escola, com uma embalagem vazia de suco na mão, em busca da lixeira correta. Descartar o lixo útil deve ser tão fácil como descartar o lixo comum. Quando as lixeiras estão posicionadas e sinalizadas em todos os ambientes, a seleção é feita automaticamente. Depois é só recolher e encaminhar para os programas de reciclagem locais, cooperativas de catadores ou para a compostagem. Esta é uma forma muito simples e imediata de reduzir significamente a quantidade de lixo produzida.

7. Reutilização do material escolar. Muito material que sobra ainda pode ser reutilizado. Lápis de cor, estojos, borrachas, marcadores de texto, pastas, fichários, apontadores, réguas, mochilas e lancheiras muitas vezes voltam em boas condições, bastando uma limpeza. Outra coisa que tenho reaproveitado são os cadernos que voltam com menos da metade das páginas preenchidas. Arranco as usadas, crio com meus filhos uma nova capa com imagens recortadas de revistas ou da internet e ele retorna novinho pra mais um ano de uso.

8. Olho vivo na cantina. As cantinas não devem ser apenas saudáveis, evitando comida porcaria, frituras e refris. Deve-se também buscar a redução de embalagens descartáveis, oferecendo frutas, sucos feitos na hora servidos em copos retornáveis, lanches caseiros, fatias de bolos, tortas, tapiocas fresquinhas etc. Quanto menos alimentos industrializados, melhor para a saúde das crianças e do planeta. E é claro, tem que ter três lixeiras bem pertinho, para as crianças descartarem o lixo reciclável, os restos de alimentos e o lixo comum.

9. Reutilização de livros. Antes de sair comprando qualquer livro, tente consegui-lo usado. Uma boa maneira é consultar os pais dos alunos que fizeram a mesma série no ano anterior e a escola pode facilitar este contato. Outra forma é procurar em sebos. O site Estante Virtual reune mais de mil sebos por todo o país. O processo de compra é simples e os preços muito mais baratos que nas livrarias. Sempre vale uma consulta.

10. Banir os descartáveis do dia-a-dia. Copos, xícaras reutilizáveis e squeezes (eta palavra metida para garrafinha) são funcionais e evitam uma montanha de lixo. Podem ser lavados na escola ou devolvidos diariamente na mochila. O bom e velho bebedouro também funciona, mesmo para quem esqueceu o copo. Nas festinhas escolares, os pais devem ser estimulados (leia-se educados) a enviar utensílios retornáveis. Ou a própria escola pode disponibilizar tais objetos, bastando os pais enviarem os alimentos e bebidas (de preferência, sucos que serão servidos em jarras).

11. Uso inteligente de papel . Incentivar a comunicação e a cobranca eletrônica. Imprimir relatórios, contratos e apostilas utilizando a frente e o verso das folhas. Usar papel reciclado sempre que possível. Educar as crianças para preencherem toda a folha, frente e verso, antes de iniciar uma página nova.

No site da Sus School, há uma página interativa divertida e com dicas maravilhosas para uma escola sustentável. O texto está em inglês.

Mande sua dica e ajude a ampliar esta lista. E que este retorno às aulas seja um período de muito aprendizado. Para os alunos, pais e educadores.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

A Historia das Coisas (Dublado) 1/2 e 2/2






Você já se perguntou de onde vêm e para onde vão as coisas que consumimos? Até quando vai existir matéria-prima?

O documentário A História das Coisas esclarece bem a situação

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