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sexta-feira, 4 de setembro de 2009

KLABIN MA 1100 MAQUINA DE PAPEL 9

Klabin está entre as dez maiores fábricas de papel do mundo! porque será não é? será porque o Brasil tem muita natureza para ser degradada ainda!? No vídeo colocado aqui anteriormente sobre a reciclagem do Tetra pak,foi dito que o Brasil inovou mundialmente na separação dos componentes deste material!! PARABÉNS AOS TÉCNICOS BRASILEIROS! inclusive o que resta deste processo e que talvez fosse refugado, transforma-se em telhas de excelente qualidade!
Espero que esta potência de indústria referida aqui, cumpra realmente seu papel social!!
O Brasil está entre os países ,que mais recicla!!! E provavelmente muitos brasileiros ainda não tomaram consciência deste fato!!! coisa que os estrangeiros devem estar sabendo de velho! e talvez por causa disso a Inglaterra tenha exportado vários containners de lixo para cá outro dia, entraram ilegalmente no porto de Santos, litoral paulista.

Nadia Stabile 04/09/09


(...)A Klabin é a maior produtora e exportadora de papéis para embalagem (kraftliner e papelcartão) do Brasil e com a conclusão do projeto de expansão MA-1100 irá elevar a capacidade de produção da fábrica da Unidade Monte Alegre de 700 mil toneladas/ano para 1,1 milhão de toneladas/ano. Isso aumentará a competitividade externa da companhia, elevando sua capacidade de total de produção para 2 milhões de toneladas por ano.

O projeto colocará a Unidade, atualmente a maior fábrica de papéis do Brasil, entre as dez maiores fábricas de papel do mundo. A Klabin será a sexta maior fabricante global de cartões de fibras virgens.(...)

RECICLAGEM

(...)A Klabin, como a maior recicladora de papel do Brasil, possui a capacidade anual para reciclar 325 mil toneladas de resíduos de papéis, produzindo 17% do papel reciclado utilizado na brasileira de papelão ondulado.

Os efeitos dessa iniciativa são claros: redução da necessidade de fibra virgem, do volume de lixo urbano, dos custos de produção. Ainda há a geração de renda para toda a cadeia de reciclagem.

É importante ressaltar que as fibras têm capacidade limitada de reciclagem, considera-se o limite entre 5 a 7 ciclos. A cada reciclagem elas perdem tamanho, flexibilidade e a capacidade de ligação, por isso a continuação da produção de fibras firgens é necessária.

Os papéis reciclados pela Klabin são utilizados, principalmente, em suas fábricas convertedoras de embalagens de papelão ondulado.

Do montante dos papéis reciclados pela empresa, 72 mil toneladas são provenientes das suas 9 fábricas convertedoras de embalagens. São refiles (aparas) gerados no processo de produção que retornam para reciclagem. Entretanto, o maior volume de fornecimento vem do mercado, por meio dos aparistas (empresas que comercializam aparas).

Esse processo representa importante contribuição social, dando trabalho a milhares de catadores em todo o país. Esse objetivo é reforçado com a participação no Cempre (Compromisso Empresarial para Reciclagem), associação mantida por empresas privadas de diversos setores e dedicada à promoção da reciclagem dentro do conceito de gerenciamento integrado do lixo. A atuação do Cempre busca conscientizar a sociedade sobre a importância da redução, reutilização e reciclagem, com o apoio de publicações, pesquisas técnicas, seminários e bancos de dados.(...)

http://www.klabin.com.br/pt-br/klabin/reciclagemKlabin.aspx?AspxAutoDetectCookieSupport=1

RECICLAR O SER HUMANO (leia os comentários dos colaboradores deste blog no link abaixo)

Muito se fala em reciclar, em preservar a natureza,
mas como sabemos, pouco se faz...
Todos os processos de transformação da consciência humana,
parecem demorar muito mais do que a descoberta e utilização de processos tecnológicos.
Por exemplo a reciclagem ou a formação continuada de professores,
quase sempre hiper falha,e nada eficiente...
e eu lhes pergunto por que?
Porque na verdade a formação de seja lá quem for se inicia sempre por uma vontade
enorme de transformar-se...vem de dentro,vem da experiência individual de que muitas coisas precisam ser mudadas para melhor! lógico!!!!
Queria escrever aqui também sobre a "reciclagem" das pessoas idosas,
os avós de nossos estudantes, que geralmente tinham vida muito mais simples do que atualmente,que consumiam muito menos alimentos industrializados, e que viviam sem tantos "apetrechos" tecnológicos e que poderiam compartilhar suas vivências nas escolas rotineiramente. Este "linkamento" seria vital,pois se formos encarar que todos fazem parte de uma rede, comunidades são redes,e os idosos também precisam ser incluídos nestas redes! Precisam ser respeitados assim como precisamos aprender a respeitar a natureza, nossa mãe, nossa casa...
Reduzir o consumo de produtos comprados em super mercados já seria um grande passo,
ir mais às feiras livres (outro fenômeno cultural brasileiro) onde o consumo é muito mais humano até no tipo de negociação, na feira ainda dá para se "pechinchar"...
E lógico, pensemos na grande evolução que pode ocorrer quando somente uma pessoa, somente uma...começa a influenciar a comunidade em que vive e consegue mobilizar as demais a terem o ânimo de por exemplo, produzirem os compostos orgânicos, enterrando o lixo de restos de cascas de frutas,e etc...e podendo dispor de verduras,legumes e até frutas produzidas em suas próprias hortas! TUDO É POSSÍVEL TENDO BOA VONTADE, DEDICAÇÃO E INFORMAÇÃO! e como foi dito aqui, a escola pode e deve incluir a comunidade toda em suas ações, porque geralmente se a criança aprende que comer verduras e legumes faz bem a sua saúde, se as mães não estiverem informadas, dificilmente a coisa se concretiza! E sobre a reciclagem do lixo seria até mais fácil de se fazer, como a Taís propôs.
LEIA AQUI OS COMENTÁRIOS FEITOS NESTE BLOG
SOBRE O LIXO E SUA RECICLAGEM :

http://edudemocraticaciber.blogspot.com/2009/08/o-lixo-nosso-de-cada-dia.html

NADIA STABILE - 04/09/09

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Geometria Fractal: Arte ou Ciência?



Os fractais são formas geométricas de dimensão fracionária. Eles servem como ferramenta para: descrever as formas irregulares da superfície da terra; modelar fenômenos, aparentemente imprevisíveis (teoria do caos), de natureza meteorológica, astronômica, econômica, biológica, etc. Os fractais permitem desenhar (ou modelar) qualquer coisa (ou fenômeno) da natureza numa tela de computador (computação gráfica), tudo isto graças a álgebra dos números complexos.

Robótica Livre e a Pedagogia da Sucata (1ª e 2ª partes)



Historia do computador em minutos

Web 2.0: Paulo Henrique Amorim



Jornal de Debates pergunta Web 2.0: Revolução ou Evolução?

Resposta de Paulo Henrique Amorim, Jornalista e Blogueiro

Mídia Social (Social Media) - legendado

Facebook - Documentário "A Internet" no Discovery Channel



Este foi o 4º episódio do especial sobre "A Internet" no Discovery Channel. Editei somente a parte que falava sobre o Facebook, apesar de haver uma batalha entre Myspace e Facebook.

Então divulguem o facebook no Brasil, porque as demais redes sociais são apenas cópias, de tudo que já acontece na maior rede social do mundo.
http://pt-br.facebook.com

Discovery Channel - Brasil
Outubro de 2008
Todos os direitos reservados.
Categoria: Ciência e tecnologia
Palavras-chave:
discovery channel internet facebook redes sociais web2.0

Discovery Channel: A Era do Vídeo Game - Ep. 1 - Parte 1

segunda-feira, 23 de março de 2009

O QUE EDUCAÇÃO TEM A VER COM CIBERCULTURA? E NINGUÉM SABE TUDO!

Se considerarmos que educadores devem estar com os dois pés e a alma em seu tempo e espaço,veremos que educação e cibercultura têm tudo a ver!!
O educador é o cara que educa,e portanto se ele não se educa primeiro,fica impossível e até ridículo ele querer transformar os estudantes se ele próprio não consegue transformar-se!
Estamos passando por grandes mudanças culturais, sociais exatamente por causa deste novo boom tecnológico! Assim como a escola já foi atingida pela era da televisão,e antes ainda,a era do rádio, hoje esta era da Internet sacode de vez todos os paradigmas embolorados,e isto é muito bom porque se os educadores não perceberem que precisam transformar-se mais do que nunca,muitas coisas ruirão de vez, e aí a desconstrução se efetivará de uma vez por todas! Sou daquelas que torcem para as porcarias ruierem mesmo! alicerces ruins não prestam para nada!
Educador que é mesmo educador,dá bons exemplos! A humanidade não precisa de mais exemplos ruins! "Educadores" de carreira são aqueles que só pensam em suas profissões como um emprego, mas ser educador está bem além disso,há a vocação, o talento,assim como um artista!que enxerga sua arte como algo vital,como algo ideal!
E a cibercultura está aí para fazer dos educadores grandes moderadores e talvez ajudar a derrubar o paradigma de que professor sabe tudo e nunca pode reconhecer que não conhece tal fato e que então junto com os estudantes irá pesquisar no maior centro do conhecimento que a humanidade já conheceu!!a Internet!
Se os professores admitissem perante seus alunos que não sabem alguma coisa que seja,derrubariam o mito do professor sábio e que é quase um Deus de uma determinada área do conhecimento! que coisa ridícula! que desserviço ao desenvolvimento intelectual dos estudantes e que hipocrisia! Professor tem o direito de não saber!
ninguém sabe tudo!

Nadia Stabile - 23/03/09

segunda-feira, 9 de março de 2009

Espaço: abordagem inovadora - As ideias de "Milton Santos"

A obra de Milton Santos é inovadora ao abordar o conceito de espaço. De território onde todos se encontram, o espaço, com as novas tecnologias, adquiriu novas características para se tornar um conjunto indissociável de sistemas de objetos e sistemas de ações.

As velhas noções de centro e periferia já não se aplicam, pois o centro poderá estar situado a milhares de quilômetros de distância e a periferia poderá abranger o planeta inteiro.

Daí a correlação entre espaço e globalização, que sempre foi perseguida pelos detentores do poder político e econômico, mas só se tornou possível com o progresso tecnológico.

Para contrapor-se à realidade de um mundo movido por forças poderosas e cegas, impõe-se, para Santos, a força do lugar, que, por sua dimensão humana, anularia os efeitos perversos da globalização.

Estas idéias são expostas principalmente em sua obra A Natureza do Espaço (Edusp,2002).

LEIA MAIS SOBRE SUAS IDEIAS EM :
http://www.direitos.org.br/index.php?option=com_content&task=view&id=2324&Itemid=25

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Miguel Nicolelis, seus sonhos e nossos sonhos...


Novembro 2008


Nos dias 05 e 06 de novembro, o presidente da AASDAP, Miguel Nicolelis, realizou encontros com as turmas de alunos da Escola Alfredo J. Monteverde de Natal e Macaíba. Falou de sua história de vida, de sua infância e adolescência, das pesquisas que desenvolve, da importância de sonhar e batalhar para transformar os sonhos em realidade.



Estimulou cada um dos meninos a se apresentar e falar de seus sonhos. Ouvindo-os atentamente e respondendo às indagações e questionamentos dos alunos, dialogou afetiva e respeitosamente com todos e com cada um, falando com e não para eles. Os registros da maioria dos adolescentes mostram como Miguel conseguiu tirar do altar a ciência e o cientista ofertando-se como testemunho orgânico ao saboreio do saber.



Depoimento de alunos

Unidade de Macaíba

-- O mais importante foi que ele falou sobre nunca desistir.

-- O que achei mais significativo foi que ele falou de ir em busca dos
sonhos apesar das críticas.

-- Saber da importância da avó em sua vida.

-- Ele ter nos escutado e vice e versa.

-- A presença de Miguel Nicolelis, porque ele é nosso presidente é médico
e cientista e eu abracei ele.

-- O orgulho de ser brasileiro.

-- Ele estar pronto para responder as perguntas dos alunos.

-- O gosto na profissão de ser cientista e dele falar de sua vida.

-- Das dicas de como falar em público, de responder as perguntas dos
alunos com clareza e da pesquisa para uma doença chamada tremedeira.

-- Ao declarar que nós alunos somos o sonho dele.

-- Quando ele descobriu que o cérebro era como uma sinfonia.

-- Pelo incentivo dado a nós de seguir nossos sonhos.

Unidade de Natal

-- Para mim foi bom, eu sempre quis saber quem foi o homem que
planejou este lugar onde duas vezes por semana eu venho.

-- O exemplo de um sonho que está quase completo, que depende da
felicidade e sonho dos outros.

-- Eu fiquei comovida foi quando ele falou que a ciência tem capacidade
de fazer voltar a andar uma pessoa paraplégica.

-- Os experimentos dele sobre a macaca que se movimentou e fez o
robô se movimentar e em troca ganhava suco de frutas.

-- Ele contou como surgiu a escola e a gente pôde ouvir os sonhos de
nossos colegas.

-- O fato de ele lutar pelos seus sonhos mesmo quando ninguém
acreditava que ele pudesse implantar uma unidade de ensino aqui.

-- Esse dia ficou marcado na minha vida... me incentivou mais ainda
a não desistir jamais.

-- Que todos os sonhos são possíveis.

-- Achei muito interessante por que ele falou um pouco do nosso brasileiro
Santos Dumont que muita gente não acreditava que ele iria voar, mas ele voou.

-- Que essa foi a primeira escola do mundo que é assim.

-- Gostei de saber que somos famosos em outros lugares.

-- Achei interessante o jeito dele se expressar, pensei que um cientista
falava bem difícil.

http://www.natalneuro.org.br/noticias_brasil/2008-11novembro.asp

Sinapse da Inovação - Resumo da Pesquisa de Miguel Nicolelis

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Dialogismo e ciberespaço

LINGUAGEM: A NATUREZA DIALÓGICA NO ESPAÇO VIRTUAL


Joyce de Castro Sanchotene


RESUMO


O estudo descrito a seguir foi realizado por meio da observação e da análise da linguagem exercida em ambientes virtuais de comunicação com o objetivo de determinar alguns aspectos da interação em tais contextos. Os aportes teóricos foram encontrados em Bakthin, Faraco, Chartier e Silva, dentre outros. Entendendo a linguagem de forma dialógica e que, é na relação com os outros que nos constituímos, pretendeu-se, aqui, investigar de que maneira os internautas organizam sua interação, tanto em ambientes virtuais ou híbridos para que se possa registrar esses fatos historicamente com o objetivo de contribuir na investigação e constituição de formas pedagógicas a serem utilizadas em ambientes formais de educação.

Palavras-chave: Interação virtual. Ambiente. Linguagem. Educação.
1 INTRODUÇÃO

O presente artigo é resultado de uma reflexão embasada em conceitos de linguagem dialógicos e na observação e análise do efetivo exercício dessa linguagem em ambientes virtuais como sites, blogs e comunidades que fazem parte da Internet. Além disso, também foi observada a forma como se organizam as redes sociais, qual seu conteúdo e a que extrato social pertencem as pessoas que se habilitam a usar as ferramentas adequadas e participar da troca ciberespacial.
O acesso a computadores e à rede da Internet tem se ampliado significativamente nos últimos anos e estudos sobre o assunto tornam-se urgentemente necessários em curto espaço de tempo, para determinar o impacto das atividades realizadas em ambientes de interação social, principalmente em ambientes híbridos, sobre o processo formal de aprendizagem.
O conceito de linguagem aqui apresentado tem como pressuposto que esta é uma visão de mundo que busca as formas e instauração de sentido que passa pela abordagem lingüística e discursiva, pela semiótica da cultura, podendo ser definida como um conjunto de imagens entretecidas e ainda não de todo desveladas.
Para que se tenha uma idéia da importância da leitura, é importante citar Barthes e Compagnon apud Silva (2003).

Sabe-se que a leitura – o saber ler – foi, durante milênios, um operador brutal de discriminação social. A escrita-leitura (visto que uma não existe sem a outra) esteve, desde o início, ligada (com os escribas reais) às esferas do poder e da religião. Como padrão do tempo, da comunicação, da memória, do segredo, só podia ser um instrumento privilegiado do poder – ainda que este saber estivesse delegado numa casta de técnicos (escravos e clérigos) que dependia do poder. É por isso que a ‘alfabetização’ (ou difusão da escrita como técnica) sempre esteve ligada às lutas políticas e sociais da história.( Silva, 2003, p. 9)


Desta maneira, podemos dizer que, novamente, nos deparamos com outro operador de discriminação, o analfabetismo digital. Conforme Chartier (2002)

(...) quanto à ordem dos discursos, o mundo eletrônico provoca uma tríplice ruptura: propõe uma nova técnica de difusão da escrita, incita uma nova relação com os textos, impõe-lhes uma nova forma de inscrição. A originalidade e a importância da revolução digital apóiam-se no fato de obriga o leitor contemporâneo a abandonar todas as heranças que o plasmaram, já que o mundo eletrônico não mais utiliza a imprensa, ignora o ‘livro unitário’ e está alheio à materialidade do códex. É ao mesmo tempo uma revolução da modalidade técnica da produção do escrito, um a revolução da percepção das entidades textuais e uma revolução das estruturas e formas mais fundamentais dos suportes da cultura escrita. Daí a razão do desassossego dos leitores, que devem transformar seus hábitos e percepções, e a dificuldade para entender uma mutação que lança um profundo desafio a todas as categorias que costumamos manejar para descrever o mundo dos livros e da cultura escrita.( Chartier, 2002, p. 23-4)

Percebe-se, no momento atual, um temor das pessoas em relação à tecnologia, que os pegou desprevenidos, pois, além de não terem acesso e conhecimentos para usar, conforme o mínimo exigido dos profissionais hoje em dia, são facilmente passados para trás até por crianças que ainda não freqüentam a escola. Convivemos, também, com a tradicional falta de visão e decisão por parte das autoridades que, supostamente, deveriam cuidar do assunto.
De acordo com Brait (2001, p.77) “(...) a linguagem não é falada no vazio, mas numa situação histórica e social concreta no momento e no lugar da atualização do enunciado.” Isso significa que é necessário analisar a dimensão histórica e intersubjetiva do evento, pois, a dimensão é uma atualização do enunciado do ponto factual e semântico, ou seja, no momento de sua realização e não extraída após o acontecimento, apenas como uma forma gramatical seja ela palavra ou frase. Interessa-nos, na análise em questão, saber de que maneira tem sido feita na escola a formação do leitor do texto eletrônico, quais são as características da internet e do computador como suportes e produtores de textos, além da forma como são estruturados os textos digitais e de que forma se processa a interação com o leitor. Assim, foi feita uma análise documental e a observação de comunidades virtuais de estudos, discussões e de propagação de notícias, entre outros. Na verdade, tal idéia corrobora o pensamento de Bakthin, isto é, de que a perspectiva da semiótica das ideologias pode ser flagrada no intercurso social e nas manifestações de linguagem aí produzidas.

2 O DIALOGISMO NO CIBERESPAÇO

Entende-se que o sujeito nasce e é constituído como tal em um complexo caldo de heteroglossia e dialogização. Assim esse sujeito, no princípio, percebe a realidade lingüística como múltiplas vozes sociais que se realizam “em múltiplas relações dialógicas – relações de aceitação e recusa, de convergência e recusa, de convergência e divergência, de harmonia e de conflitos, de intersecções e hibridizações.” (Faraco, 2003, p. 80).
Bakthin define uma visão dialógica de mundo, ou seja, um diálogo entre existência e linguagem, entre mundo e mente, entre o que é dado e criado, que estão presentes nas discussões que faz sobre autoria, respondibilidade, mesmo e outro, mundo como experiência em ação, mundo como representação no discurso. Esses aspectos serão apresentados como conclusão deste trabalho, após a análise e estudo das comunidades virtuais de acordo com os pressupostos descritos acima. É interessante relembrar que em muitos lugares do mundo a alfabetização tradicional, que usa suportes mais simples do que os tecnológicos, ainda não chegou a resultados satisfatórios. Os suportes tecnológicos são, também, considerados intelectuais, já que promovem a experiência e a atribuição conceitual aos elementos utilizados.
Os estudos sobre questões de linguagem e de leitura, na formação de professores, perante a força de modelos discursivos não científicos, os quais orientam o ensino da língua no Brasil, bem como dos preconceitos lingüísticos e, por extensão, pedagógicos que são postos em todos os setores da sociedade, podem, também, ser equiparados à problemática da alfabetização digital com a qual a sociedade se depara neste momento. Considerando-se a função mediadora da tecnologia no processo de aprendizagem, torna-se primordial a discussão dos vários pressupostos teóricos relacionados a essa nova linguagem e não simplesmente a sua utilização como ferramenta. Por outro lado, são as crianças que dominam o assunto e conhecem todas as possibilidades do ambiente multimídia, dominando a sua utilização. Praticam várias experiências no ciberespaço, como, por exemplo, a formação e a participação em comunidades sociais que, por sua vez, pressupõem padrões, costumes e códigos sociais partilhados no ambiente.
Silva (2003) salienta:

É importante destacar que a tecnologia propriamente dita presente na Internet não é questionada pelas crianças enquanto aparato técnico, pois ela adquiriu uma determinada transparência que lhes permite lidar com pessoas, informações, jogos, serviços, aplicações e amigos. Por isso, é necessário considerar as implicações trazidas pela sua utilização sobre a percepção da realidade social, isto é, ao nos conectarmos com as informações por meio da Internet, estão ocorrendo mudanças externas, mas também internas. É fundamental reconhecer que o computador tornou-se um novo ambiente cognitivo.(Silva, 2003, p. 110)


Muitas são as considerações e estudos que se fazem necessários sobre os objetos informáticos, já que esses são imateriais e de existências virtuais, além de potencialmente interativos e, por tais motivos, são bem adaptados a uma pedagogia ativa.
Ainda sobre os ambientes interativos virtuais, é possível citar vários grupos de estudo e troca de experiências como, por exemplo, o Blogs Educativos, comunidades diversas formadas e interligadas por temas de estudo em várias áreas do conhecimento como o edudemocratica-Grupos, ou de interesse por notícias como o dHitt, redes de relacionamento como Orkut, Plaxo e muito mais.(...)

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

A Historia das Coisas (Dublado) 1/2 e 2/2






Você já se perguntou de onde vêm e para onde vão as coisas que consumimos? Até quando vai existir matéria-prima?

O documentário A História das Coisas esclarece bem a situação

"CIBERNÉTICA E SOCIEDADE" - LIVRO DE NORBERT WIENER - década de 50

Esta home page dedica-se à discussão baseada no livro "cibernética e sociedade" de Norbert Wiener, sobre ciência, tecnologia,problemas sociais e política.

Com respeito ao livro base, foi redigido em 1950 e revisado em 1954. Seu autor, um renomado professor de matemática do Massachussets Institute of Technology, procurou estabelecer conexões entre o nascimento de uma nova tecnologia e a sociedade, relatando não somente o plano tecnológico como também extravasando para outros campos do conhecimento humano, tais como a Psicologia, a Filosofia, a Filologia, entre outros.
O livro reflete o espírito cientificista do autor que para cada assunto citado faz uma digressão à respeito.
Esta característica talvez não seja encontrada nos cidadãos da atual sociedade com frequência, o que pode ser justificado pelo fato de que o livro foi revisado à 45 anos atrás, assim a enorme expansão do conhecimento humano neste período, criou uma sociedade de pessoas especializadas em determinadas funções, dificultando o estudo de diversas áreas do conhecimento assim como a inter-relação entre estas. Além do mais, no decorrer destes anos ocorreram mudanças drásticas no comportamento social, visto que o aparecimento de uma grande diversidade de formas de entretenimento acabou por afastar a atenção das pessoa em relação aos livros e ao estudo. O cidadão moderno tornou-se extremamente objetivo e pouco indagativo com questões de caráter filosófico. Afinal a guerra fria acabou, e o capitalismo ficou, e com este permaneceu a busca pelo lucro, pela vida baseada no consumo e diversão sem nenhum medo de estar cometendo um pecado. As pessoas estão buscando informações rápidas e fáceis, que estejam de acordo com seus objetivos de vida.
Entretanto, apesar de ultrapassado em alguns poucos trechos, o livro coloca em discussão temas bastante atuais, além de temas que provocam muitas reflexões interessantes.

Muito se pode discutir a respeito dos assuntos abordados, e isto é que o será feito a seguir pelos componentes de nosso grupo:

Escolha um dos ítens abaixo e viaje conosco:

Fobia e Fluxo de Informação
Comunicação e Entropia
Entropia e globalização
Comunicação através da Internet
Um cibernético poderá ser considerado ser vivo?
Links

FONTE : http://www.ime.usp.br/~cesar/projects/lowtech/ep2/wiener/Principa.html

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

O que é um podcast? Jovem Nerd na Campus Party 2009



www.numclique.net
O cara do "maior podcast do mundo" explica o que diabos é um podcast. A gente tem que perguntar pra quem sabe, mesmo que a pergunta pareça completamente idiota!

O QUE É SOFTWARE LIVRE ? DA WIKIPÉDIA

Ilustração freqüentemente usada como logo para o Projeto GNU

Software livre, segundo a definição criada pela Free Software Foundation é qualquer programa de computador que pode ser usado, copiado, estudado, modificado e redistribuído sem nenhuma restrição. A liberdade de tais diretrizes é central ao conceito, o qual se opõe ao conceito de software proprietário, mas não ao software que é vendido almejando lucro (software comercial). A maneira usual de distribuição de software livre é anexar a este uma licença de software livre, e tornar o código fonte do programa disponível.


Portal A Wikipédia possui o(s) portal(is):
Portal do Software Livre
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{{{Portal3}}}
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Índice

[esconder]

[editar] Definição

Um software é considerado como livre quando atende aos quatro tipos de liberdade para os usuários do software definidas pela Free Software Foundation:

  • A liberdade para executar o programa, para qualquer propósito (liberdade nº 0);
  • A liberdade de estudar como o programa funciona, e adaptá-lo para as suas necessidades (liberdade nº 1). Acesso ao código-fonte é um pré-requisito para esta liberdade;
  • A liberdade de redistribuir cópias de modo que você possa ajudar ao seu próximo (liberdade nº 2);
  • A liberdade de aperfeiçoar o programa, e liberar os seus aperfeiçoamentos, de modo que toda a comunidade se beneficie (liberdade nº 3). Acesso ao código-fonte é um pré-requisito para esta liberdade;

A liberdade de executar o programa significa a liberdade para qualquer tipo de pessoa física ou jurídica utilizar o software em qualquer tipo de sistema computacional, para qualquer tipo de trabalho ou atividade, sem que seja necessário atender a alguma restrição imposta pelo fornecedor.

A liberdade de redistribuir deve incluir a possibilidade de se repassar os códigos-fonte bem como, quando possível, os arquivos binários gerados da compilação desses códigos, seja em sua versão original ou modificada. Não é necessária a autorização do autor ou do distribuidor do software para que ele possa ser redistribuído, já que as licenças de software livre assim o permitem.

Para que seja possível estudar ou modificar o software (para uso particular ou para distribuir) é necessário ter acesso ao código-fonte. Por isso a disponibilidade desses arquivos é pré-requisito para a liberdade do software. Cada licença determina como será feito o fornecimento do fonte para distribuições típicas, como é o caso de distribuições em mídia portátil somente com os códigos binários já finalizados (sem o fonte). No caso da licença GPL, a fonte deve ser disponibilizada em local de onde possa ser acessado, ou deve ser entregue ao usuário, se solicitado, sem custos adicionais (exceto transporte e mídia).

Para que essas liberdades sejam reais, elas devem ser irrevogáveis. Caso o desenvolvedor do software tenha o poder de revogar a licença, o software não é livre.

Tais liberdades não fazem referência aos custos envolvidos. É possível que um software-livre não seja gratuito. Quando gratuito, empresas podem explorá-lo comercialmente através do serviço envolvido (principalmente suporte).

A maioria dos softwares livres é licenciada através de uma licença de software livre, como a GNU GPL, a mais conhecida.

[editar] Software Livre e Software em Domínio Público

Software livre é diferente de software em domínio público. O primeiro, quando utilizado em combinação com licenças típicas (como as licenças GPL e BSD), garante a autoria do desenvolvedor ou organização. O segundo caso acontece quando se passam os anos previsto nas leis de cada país de proteção dos direitos do autor e este se torna bem comum. Ainda assim, um software em domínio público pode ser considerado como um software livre.

[editar] Software Livre e Copyleft

Licenças como a GPL contêm um conceito adicional, conhecido como Copyleft, que se baseia na propagação dos direitos. Um software livre sem copyleft pode ser tornado não-livre por um usuário, caso assim o deseje. Já um software livre protegido por uma licença que ofereça copyleft, se distribuído, deverá ser sob a mesma licença, ou seja, repassando os direitos.

Associando os conceitos de copyleft e software livre, programas e serviços derivados de um código livre devem obrigatoriamente permanecer com uma licença livre (os detalhes de quais programas, quais serviços e quais licenças são definidos pela licença original do programa). O usuário, porém, permanece com a possibilidade de não distribuir o programa e manter as modificações ou serviços utilizados para si próprio.

[editar] Venda de Software Livre

As licenças de software livre permitem que eles sejam vendidos, mas estes em sua grande maioria estão disponíveis gratuitamente.

Uma vez que o comprador do software livre tem direito as quatro liberdades listadas, este poderia redistribuir este software gratuitamente ou por um preço menor que aquele que foi pago.

Como exemplo poderíamos citar o Red Hat Enterprise Linux que é comercializado pela Red Hat, a partir dele foram criados diversos clones como o CentOS que pode ser baixado gratuitamente.

Muitas empresas optam então por distribuir o mesmo produto sobre duas ou mais licenças, geralmente uma sobre uma licença copyleft e gratuita como a GPL e outra sobre uma licença proprietária e paga.

[editar] Movimento Software Livre

[editar] Motivação

O logotipo da Free Software Foundation.

Os desenvolvedores de software na década de 70 frequentemente compartilhavam seus programas de uma maneira similar aos princípios do software livre. No final da mesma década, as empresas começaram a impor restrições aos usuários com o uso de contratos de licença de software. Em 1983, Richard Stallman iniciou o projeto GNU, e em outubro de 1985 fundou a Free Software Foundation (FSF). Stallman introduziu os conceitos de software livre e copyleft, os quais foram especificamente desenvolvidos para garantir que a liberdade dos usuários fosse preservada.

[editar] Ideologia: as diferenças entre Software Livre e Código Aberto

Muitos defensores do software livre argumentam que a liberdade é valiosa não só do ponto de vista técnico, mas também sob a ótica da moral e ética. É neste aspecto que o movimento de software livre (encabeçado pela FSF) se distingue do movimento de código aberto (encabeçado pela OSI), que enfatiza a superioridade técnica em relação a software proprietário, ao menos em potencial.

Os defensores do código aberto (também conhecido como Open source em inglês) argumentam a respeito das virtudes pragmáticas do software livre ao invés das questões morais. A discordância básica dos movimentos está no discurso. Enquanto o foco do movimento encabeçado pela FSF chama a atenção para valores morais, éticos, direitos e liberdade, o movimento encabeçado pela OSI defende um discurso mais agradável ás empresas. Com isso, o movimento de software livre condena o uso e desenvolvimento de software proprietário, enquanto o movimento de código aberto é conivente com o desenvolvimento de software proprietário.

As definições oficiais de software livre e de código aberto são as mesmas, porém escritas de formas distintas. A OSI define o código aberto usando a definição Debian de software livre, que é apenas um detalhamento das 4 liberdades da FSF. Desta forma todo software de código aberto é também software livre.

O movimento software livre não costuma tomar uma posição sobre trabalhos que não sejam software e documentação dos mesmos, mas alguns defensores do software livre acreditam que outros trabalhos que servem um propósito prático também devem ser livres (veja Free content).

Para o Movimento do software livre, que é um movimento social, não é ético aprisionar conhecimento científico, que deve estar sempre disponível, para assim permitir a evolução da humanidade. Já o movimento pelo Código Aberto, que é um movimento mais voltado ao mercado, prega que o software desse tipo traz diversas vantagens técnicas e econômicas. O segundo surgiu para levar as empresas a adotarem o modelo de desenvolvimento de software livre.

Como a diferença entre os movimentos "Software Livre" e "Código Aberto" está apenas na argumentação em prol dos mesmos softwares, é comum que esses grupos se unam em diversas situações ou que sejam citados de uma forma agregadora através da sigla "FLOSS" (Free/Libre and Open Source Software).

[editar] Movimentos Relacionados

Inspirados na GPL e nas propostas do movimento do software livre, foi criado um repositório de licenças públicas, chamado Creative Commons, cujos termos se aplicam a variados trabalhos criativos, como criações artísticas colaborativas, textos e software. Entretanto a maioria destas licenças não são reconhecidas como realmente livres pela FSF e pelo movimento de software livre.

O software livre está inserido num contexto mais amplo onde a informação (de todos os tipos, não apenas software) é considerada um legado da humanidade e deve ser livre (visão esta que se choca diretamente ao conceito tradicional de propriedade intelectual). Coerentemente, muitas das pessoas que contribuem para os movimentos de Conhecimento Aberto — movimento do software livre, sites Wiki, Creative Commons, etc. — fazem parte da comunidade científica.

Cientistas estão acostumados a trabalhar com processos de revisão mútua (ou por pares) e o conteúdo desenvolvido é agregado ao conhecimento científico global. Embora existam casos onde se aplicam as patentes de produtos relacionados ao trabalho científico, a ciência pura, em geral, é livre.

[editar] Software Freedom Day

No dia 20 de setembro comemora-se o Dia da Liberdade do Software (Software Freedom Day) com eventos envolvendo as comunidades de usuários e desenvolvedores de software livre em todo o mundo.

[editar] Softwares Livres notáveis

Abaixo está uma lista com os software livres mais conhecidos e usados:

Veja listas maiores no diretório da Fundação do Software Livre e em diversos outros sites de projetos na Internet.

[editar] Ver também

Outros projectos Wikimedia também contêm material sobre este artigo:
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[editar] Ligações externas

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Mais de 4,5 milhões acessaram a internet por celular nos últimos 3 meses

Plantão | Publicada em 23/01/2009 às 16h25m
Cleide Carvalho


SÃO PAULO - O acesso móvel à internet é uma das principais apostas do mercado para aumentar o número de brasileiros conectados e levar a web a regiões do país onde o serviço tradicional não consegue deslanchar. Além do acesso à internet por celular, há ainda os serviços de banda larga móvel, com modens que se conectam a laptops ou computadores tradicionais por USB, oferecidos pelas operadoras.

Um levantamento feito pelo Centro de Estudos sobre as Tecnologias da Informação e da Comunicação (Cetic), ligado ao Comitê Gestor da Internet no Brasil, mostra que pelo menos 4,5 milhões de pessoas usaram o celular para acessar a internet nos últimos três meses.

- Há um potencial muito grande de crescimento do acesso por celular. Nada menos do que 74% dos domicílios no Brasil têm pelo menos um celular - diz Juliano Cappi, pesquisador do Cetip.

A idéia é de inclusão digital. A banda larga convencional depende de investimentos altos em infra-estrutura para se expandir, enquanto o acesso por celular depende apenas das antenas das operadoras e de baratear o custo do serviço.

Em média, apenas 5% de quem tem celular utiliza o aparelho para acessar a internet hoje. Na operadora Vivo, porém, este número é bem maior: 6 milhões de usuários - o equivalente a 15% da base .

- A diferença é que nunca cobramos pelo tráfego, apenas pelo conteúdo baixado no celular - diz Alexandre Fernandes, diretor de produtos e serviços da Vivo.

Segundo ele, os usuários de celular da empresa compram por mês 300 mil músicas pelo portal Wap e 60% das compras são feitas por usuários de pré-pago.

- Muitos destes clientes não têm dinheiro para comprar um computador e assinar uma conexão banda larga convencional. Pelo celular, ele consegue baixar a música que quer a preços que variam de R$ 1,99 a R$ 4,30 - explica.

Cerca de 10 modelos de aparelhos da Vivo já têm música embarcada, criando no consumidor o hábito de ouvir música por celular. Além disso, ele não precisa comprar um IPod. Coloca o fone de ouvido no celular e pronto.

- Conectadas as pessoas vivem melhor. A produtividade e a qualidade de vida aumentam. Pense em um morador da periferia de São Paulo, que gasta duas horas no ônibus para chegar em casa. Ele pode usar este tempo para se comunicar pelo Messager, enviar um currículo ou receber o recado de um serviço. Deixa de ser um tempo morto - diz Fernandes.

Hoje, 50% dos internautas brasileiros são da classe C e as classes de renda mais baixa (D e E) se conectam por meio das lan houses, que prestam serviço de acesso público pago.

- A galera está conectada. Tem página no Orkut e troca informação por MSN. O consumidor não é bobo. De uma forma ou de outra, está na internet - afirma o executivo.

Para a Vivo, o acesso móvel à internet é crescente e continuará assim nos próximos anos.

Fernandes lembra que basta olhar para o lado para descobrir que o uso da internet está mudando. Há alguns anos, as pessoas estavam com o celular no ouvido. Hoje, o aparelho está na mão e a pessoa está olhando para ele.

- Cada vez mais o celular vai ser usado com os olhos e com os dedos - diz.

A banda larga móvel oferecida por modem, com conexão USB, está em franca expansão. O número de usuários já atinge 1,8 milhão - cinco vezes mais do que há dois anos.

Segundo Fernandes, lan houses de favelas, onde não chega telefone fixo e muito menos cabeamento de internet, já usam a conexão móvel para levar o serviço à comunidade. O preço mais barato da Vivo custa R$ 49,90 por mês.

O consumidor pode levar com ele a internet e conectar no computador do trabalho. Além disso, pode compartilhar, apenas conectando o modem ao computador de outra pessoa.

- A banda larga móvel vai ser a grande impulsionadora da internet no Brasil - diz Fernandes, afirmando que a Vivo já tem mais de 500 mil clientes de internet móvel para o serviço, que está present em 300 municípios.

Em alguns países da Europa, assinala, a banda larga móvel já ultrapassa os acessos fixos à web.

FONTE : http://oglobo.globo.com/tecnologia/mat/2009/01/23/mais-de-4-5-milhoes-acessaram-internet-por-celular-nos-ultimos-3-meses-754110979.asp

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

O QUE É A LEI DE LINUS? DA WIKIPÉDIA

A Lei de Linus (Linus's Law) é uma lei epigramática formulada pelo hacker Eric S. Raymond. O enunciado dela é o seguinte:

"Dados olhos suficientes, todos os erros são triviais" (Given enough eyeballs, all bugs are shallow)

A frase possui relação com o modo de funcionamento da base do código aberto (open source) e da internet, em que com um grande número de colaboradores ("olhos"), qualquer problema em um sistema pode ser detectado e corrigido. Na proporção em que os colaboradores aumentam, a facilidade com que as correções são feitas também aumenta, ou seja, o número de colaboradores é diretamente proporcional à facilidade de detecção e correção do erro.

Índice

[esconder]


SURGIMENTO E USO :

O adágio foi publicado por Eric S. Raymond — um famoso hacker e ícone no movimento do código aberto e do software livre — em seu ensaio A Catedral e o Bazar, descrito no capítulo 10 ("O Contexto Social do Código Aberto"). O nome da lei é uma alusão ao finlandês Linus Torvalds, criador do sistema operacional Linux, um software livre.

De certa forma, podemos dizer que tal lei possui semelhança com o ditado popular "O olho do dono engorda o boi".

Os conceitos expressados pela Lei de Linus são tão universais que a lei tem sido constantemente usada fora do contexto puramente informático. Um exemplo é a Wikipédia, que segue um modelo baseado na lei de Linus, já que, podendo ser editada por qualquer pessoa, muitos erros podem ser gerados, mas se houver um grande número de colaboradores para cuidar dos erros, eles podem ser facilmente contornados. Isso é bem conhecido pelos administradores (ou sysops) de cada Wikipédia, que cuidam da manutenção do projeto.

Larry Sanger, co-fundador da Wikipédia, afirmou certa vez, sobre o fato de que qualquer pessoa pode criar e editar artigos na Wikipédia, que "dados olhos suficientes, todos os erros são triviais", em uma alusão direta à lei de Linus.

Tom Arriola, o desenvolvedor do Crime Scene (Cena do Crime), um site que dá aos seus milhares de membros a tarefa de resolver coletivamente mistérios de assassinatos fictícios, chamou de "efeito ocular" uma versão que postulou da Lei de Linus: "Quanto mais olhos vêem algo, mais provável é que alguém veja alguma coisa que ninguém viu antes."[1]

A ÉTICA HACKER:

A noção do próprio Linus sobre a lei foi usada em conjunto com as definições filosóficas do hacker ativo, registrada no prólogo do livro A Ética Hacker.[2]

De acordo com essa definição, a atividade que pressiona os humanos pode ser dividida em três categorias. O avanço bem-sucedido de uma fase para outra determina o processo de evolução. Estas três categorias são, em ordem: a sobrevivência, a vida social e o entretenimento.

A sobrevivência é a base da própria existência. É portanto um fator de motivação, mas em um sistema socio-econômico bem desenvolvido, não passa de uma preocupação cotidiana.

A vida social é um fator de motivação muito forte. Em muitos casos, maior consideração é dada para os laços sociais do que para a "auto-pessoa". São tarefas semelhantes aos conceitos de "morrer por sua família/por religião/pelo país".

O entretenimento é a última das três categorias. Esse "entretenimento" não está relacionado com ações como jogar jogos eletrônicos ou assistir a televisão, mas fazer algo interessante e estimulante, um estímulo positivo para a base de nossas ações. Linus Torvalds assim descreveu esta última fase: "É a ginástica mental necessária na tentativa de explicar o universo".

Pode-se observar a aderência dessas três categorias com as cinco necessidades da conhecida Hierarquia de necessidades de Maslow: fisiologia, segurança, amor/relacionamento, estima e realização pessoal, amplamente conhecidas no terreno da Administração.

Concluindo, o hacker portanto precisará fazer uso do computador para que sobreviva. O computador passa a ser o principal meio de obter relações sociais, mas acima de tudo, entretenimento. O desenvolvimento de um sistema open-source é realizada mais por causa da paixão dos desenvolvedores no seu próprio projeto, e não para meios puramente comerciais.

CRÍTICAS:

Alguns estudos contestaram a Lei de Linus, citando o número relativamente pequeno de contribuições feitas para projetos open source por pessoas "de fora", isto é, pessoas que não pertencem a um pequeno grupo principal de colaboradores.[3] Isso é, em grande parte, o resultado do investimento necessário que os colaboradores precisam realizar para manter positivamente os ajustes na interface do usuário e entender um pouco do código antes que possam efetivamente contribuir para o mesmo.

Alguns projetos também não confiam em contribuições externas, temendo que eles possam criar bugs difíceis de serem encontrados ou brechas na segurança, e assim esses projetos criam um inconveniente processo de revisão que pode prejudicar desenvolvimento externo.

Os defensores do código aberto argumentam, no entanto, que existem maneiras de se minimizar estes problemas e de se facilitar a integração de colaboradores externos. Seguindo práticas efetivas de engenharia de software, é possível produzir um código de fácil manutenção. Os exemplos podem incluir o uso de componentes modulares com acoplamento frouxo, ou um bom conjunto de testes para a verificação das contribuições externas, ou uma simples estratégia de desenvolvimento suportada por ferramentas como o autoconf.

Também é considerado uma ajuda importante ter uma boa documentação, incluindo tanto uma visão geral quanto descrições detalhadas da interface, opcionalmente suportadas por ferramentas como o Javadoc e ferramentas de visualização de código. Porém nem todos os projetos open source implementam tais medidas.

Outro argumento contra o código aberto é o de que falhas de segurança podem ser facilmente encontradas pelo exame do código fonte, destruindo efetivamente qualquer segurança por obscuridade (en:security through obscurity). Outros dizem que isso é um ponto forte: significa que não apenas usuários maliciosos, mas também desenvolvedores externos e usuários legítimos, podem encontrar tal falha de segurança mais facilmente e diagnosticar ataques mais rapidamente. Por serem expostos rapidamente e para mais pessoas, os problemas de segurança podem ser consertados antes que a aplicação esteja completamente desenvolvida e eles se tornem um problema mais sério.

Notas

  1. ↑ Terdiman, Daniel (2005-02-14). Brute Force for Brain Teasers. URL acessada em 16 de Abril, 2006.
  2. ↑ Himanen, Pekka; Linus Torvalds, Manuel Castells (2001-01-30). The Hacker Ethic, Random House. ISBN 0375505660.
  3. ↑ Obasanjo, Dare (2002). The Myth of Open Source Security Revisited. URL acessada em 16 de Abril, 2006

[editar] Ver também

[editar] Ligações externas

Wikisource
O Wikisource tem material relacionado a este artigo: A Catedral e o Bazar
FONTE: http://pt.wikipedia.org/wiki/Lei_de_Linus

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