quarta-feira, 19 de agosto de 2009
SOBRE MISSÕES E SOBRE SER EDUCADOR OU A NOSSA "COSMOGENESE"
há pouco tempo liguei a tv num daqueles canais que ninguém assiste,
estava sendo entrevistado um garoto portador de deficiência física
que tocava teclado com o queixo e com a língua.
sua deficiência havia paralizado seus membros superiores
e inferiores, mas não sua cabeça!
este fato mexeu muito comigo,assim como o fato de conhecer Stephen Hawking,
ou conhecer Cora Coralina, que não tendo deficiência física, tinha limitações
que a vida lhe impôs,mas que ela soube com determinação e dura batalha,
não deixar se perder!...essas batalhas que travamos com a vida, com nossas limitações,
que geralmente nunca são imaginadas pelos outros,talvez sejam o encontro com o nosso elo perdido,mas não impossível de ser encontrado!
a nossa missão de vida depende muito de entendermos a nossa "cosmogenese",
COMO CHEGAMOS ATÉ AQUI!? POR QUE ESTAMOS ONDE ESTAMOS? AFINAL, O QUE A VIDA QUER DE MIM? pra poder responder estas...responda antes : COMO EU ERA QUANDO CRIANÇA?
EU ERA UM BOM(A) ALUNO? O QUE EU FAZIA FORA DA ESCOLA QUE ERA BEM MAIS INTERESSANTE DO QUE O QUE EU FAZIA DENTRO DA ESCOLA!? QUAIS ERAM MEUS DONS NA INFÂNCIA?
QUAIS ERAM MEUS MAIORES DEFEITOS NA INFÂNCIA? COMO EU ERA DENTRO DA FAMÍLIA? COMO EU AGIA COM MEUS IRMÃOS E PRIMOS? EU BRINQUEI MUITO? O QUE ME DEIXAVA LOUCO DA VIDA!?
E então faça-se muitas perguntas, sobre sua infância, sobre sua adolescência,e sobre agora.Aí quem sabe a gente consiga entender porque estamos errando hoje na educação de filhos e alunos...e aí quem sabe descubramos nossa verdadeira missão aqui neste planeta!
Nadia Stabile - 19/08/09
DO BLOG SARAU PARA TODOS http://sarauxyz.blogspot.com
quarta-feira, 17 de junho de 2009
DEMOCRACIA NA ESCOLA - (BETO SAMU ENVIA)
Compartilhando...
1. O que é democracia na escola? - texto contextuando a educação democrática;
2. Abaixo as paredes - as iniciativas contemporâneas brasileiras;
3. A terra prometida - a experiência israelense com escolas democráticas;
4. Licões da Ponte - entrevista com o educador José Pacheco e
5. Defendendo-se dos adultos - artigo de Rubem Alves.
http://romanticos-conspiradores.ning.com/profiles/blogs/dossie-democracia-na-escola-15
quarta-feira, 29 de abril de 2009
Web 2.0: Marcelo Tas
Jornal de Debates pergunta Web 2.0: Revolução ou Evolução?
A DIVULGAÇÃO CIENTÍFICA É FUNDAMENTAL! IVAN ILLICH ESCREVEU QUE O CONHECIMENTO HUMANO NÃO PODE SER DE PROPRIEDADE DE NIGUÉM! PERTENCE A TODOS!
"Tem sido objeto de especulação a data do nascimento da divulgação científica. Situam-no alguns no século XVII, quando começou a surgir a moderna ciência e o conhecimento dos sistemas do mundo passou a fazer parte da educação das pessoas. Representativo desse esforço de espalhar a ciência seria o livro de Bernier le Bovier de Fontenelle "Entretiens sur la pluralitè des mondes", publicado em 1686. Criatura extraordinária, esse sobrinho de Pierre Corneille foi nomeado secretário da Academia de Ciências e assim entrou em contato com os principais sábios de seu tempo, em particular os chamados filósofos naturais, cujas idéias absorveu e procurou difundir.
"Poderíamos então considerar Fontenelle como popularizador da ciência se ele escrevia apenas para a aristocracia, que era a classe interessada nesse tipo de conhecimento, e manifestava até a convicção de que o conhecimento científico devia constituir o privilégio da elite? Dedicando sua obra a uma gentil marquesa, que se supõe imaginária, jamais escondeu que a massa ignorante não deveria ter acesso aos "mistérios" a cujo respeito se informava entre os filósofos naturais. Seu objetivo era, pois aristocratizar a ciência, em vez de massificá-la, como pretendem fazer os atuais divulgadores.
"Não podemos, todavia, censurar o prestativo e culto Fontenelle pelo raciocínio que desenvolveu. Como explicar ciência a um público maior, se este era praticamente analfabeto? Somente com ampla difusão da escola se alcançaria a real popularização do conhecimento.
"Essas dúvidas levaram-nos a sustentar que a divulgação científica encontra seus antepassados naqueles sofistas que, no dizer de Highet, iam de cidade em cidade ensinando aos gregos "o que nenhum outro povo do Mediterrâneo jamais aprendera, isto é, que o pensamento é, por si só, uma das maiores forças da vida humana". Dir-se-á que aqueles sofistas debatedores não ensinavam especificamente a ciência, mas a arte de pensar e duvidar. O que a nosso ver os aproxima dos modernos divulgadores é o empenho em mobilizar na população o conhecimento, qualquer que seja ele.
"Diferentemente pensa a Dra. Laming, que em aprofundado estudo prefere situar o início da divulgação em 1830, e na França. Muito nos agrada registrar a localização, nesse País, do berço da atividade a que temos dedicado tantos anos de nossa vida, porque foi em livros franceses, originais ou traduzidos, que em nossos tempos jovens inundavam a irrisório preço as livrarias brasileiras, que encontramos os primeiros chamados para a ciência.
"Como eram palpitantes aqueles livros, singelamente escritos pelos maiores cientistas do mundo. Numa época em que as escolas pouco faziam para dar aos estudantes um efetivo preparo científico, eles pareciam como verdadeira benção a quem sentia dentro de si, ainda mal definida, a paixão pelo conhecimento da natureza em termos objetivos.
"O advento da Revolução Industrial trouxe o interesse por um tipo especial de divulgação. Com o progresso técnico alguns homens de larga visão entenderam conveniente dar aos mecânicos e outros profissionais de mesmo nível conhecimentos básicos de ciência, para melhorar-lhes o desempenho. A situação educacional da grande massa, de onde saíam aqueles trabalhadores, ainda não permitia superpor-lhes uma formação científica. Malogrou mais de uma tentativa nesse sentido, continuando a ciência limitada aos seus artífices e a reduzida aristocracia no século XIX.
"Mudaram os tempos e a escolarização aumentou. Cresceu o interesse do público por assuntos de ciência e muitos jornais os incluíram em seu texto. Quando do lançamento do primeiro sputnik dobrou nos jornais americanos, segundo alguns, o espaço dedicado à informação científica, que por vezes se infiltrou nas manchetes.
"Mudaram os tempos e a escolarização aumentou. Cresceu o interesse do público por assuntos da ciência e muitos jornais os incluíram em seu texto. Quando do lançamento do primeiro sputnik dobrou nos jornais norte-americanos, segundo alguns, o espaço dedicado à informação científica, que por vezes se infiltrou nas manchetes.
"Diferenciou-se em certos países uma espécie de repórter científico, espécie da qual Lorde Ritchie Calder, que começou sua carreira como jornalista de polícia, e chegou a professor de relações internacionais, constitui excelente exemplo. Não foi, todavia, fácil a penetração da ciência pelo jornalismo puro. Houve sérias lutas e graves desentendimentos, culpados ambos os lados, os jornalistas, ainda pouco diferenciados para esse mister, muito preocupados com os aspectos sensacionais da ciência, e os cientistas por vezes demasiadamente zelosos quanto à precisão da informação, entendendo caber no jornal o jargão por eles empregado em seus encontros com outros cientistas. Foi a luta do sensacionalismo com a torre de marfim.
"Os progressos operados na própria imprensa e na mentalidade dos cientistas permitiram que se chegasse a um razoável meio termo e até animou o cientista a buscar com certa atividade a redação dos jornais e assumir o encargo sobre sua ciência para o grande público.
"Olhando a lista dos prêmios Kalinga podemos ver que as duas categorias se acham nela representadas. Se entre os cientistas se destacam um de Broglie, um Lorenz, um von Frisch, um Gamow; entre os jornalistas temos, além do citado Calder, o pioneiro Waldemar Kaempffert. Examinando esse rol percebe-se ser maior o número de cientistas do que de jornalistas agraciados, o que talvez se explique por serem, vários dos cientistas premiados, verdadeiros apóstolos da disseminação da ciência e do amplo debate de suas implicações políticas, econômicas e sociais. Assim devemos encarar a presença de um Rabinowitch, fundador do "Bulletin of the Atomic Scientists", hoje "Science and Public Affaire", de um Abelson, há tanto responsável pela revista "Science", ou de um Piel, que fez o "Scientific American" o principal órgão de alta divulgação no mundo moderno.
"No Brasil a divulgação se implantou tardiamente, se é que podemos dizer esteja ela firmada. Em nosso País, como em outros na faixa dos ainda em busca de desenvolvimento, durante muito tempo se confundiu com divulgação científica a informação técnica de natureza agrícola ou sanitária, que em certas nações, segundo podemos verificar num seminário realizado em 1963 no Chile, ainda é a única atividade que aparece regularmente com o título de divulgação científica. Esta é algo diferente do transmitir orientação sobre como fazer em determinadas situações.
"A divulgação científica radicou-se como propósito de levar ao grande público, além da notícia e interpretação dos progressos que a pesquisa vai realizando, as observações que procuram familiarizar esse público com a natureza do trabalho da ciência e a vida dos cientistas. Assim conceituada, ela ganhou grande expansão em muitos países, não só na imprensa mas sob forma de livros e, mais refinadamente, em outros meios de comunicação de massa.
"Recentemente um conhecido divulgador inglês, Maurice Goldsmith, hoje quase exclusivamente preocupado com os problemas mundiais de política de ciência, de que trata na revista "Science and Public Policy", que dirige, proclamou que a popularização da ciência, nos tempos que acabamos de referir, perdeu sentido no mundo atual, que por tantos meios enseja o cidadão comum sentir o progresso da ciência e sua natureza. Em lugar desse tipo de popularização o que importaria hoje fazer seria a promoção do debate em torno da implicações sociais, políticas e econômicas do progresso científico, mobilizando para isso uma classe que a divulgação em geral tem mobilizado pouco, os cientistas sociais.
"Não disse novidade Golsmith, pois em mensagem que enviamos ao I Congresso Ibero-americano realizado em Caracas salientáramos a imperiosa necessidade desse tipo de ação, que deve acordar o público e os cientistas para as responsabilidades que a ciência acarreta para uns e outros. É impossível aceitar, porém a drástica conclusão de Goldsmith, que aliás reconhece o seu exagero. Pelo menos em países que se acham no estado de desenvolvimento do nosso, a experiência diz que a ciência divulgada pelo jornal encontra muitos consumidores que a ela não teriam fácil acesso.
"Não podemos perder de vista nossas deficiências educacionais. A divulgação criteriosamente feita nos jornais e nas revistas serve para preencher lacunas de formação básica ou mesmo específica. Segundo nos relatou o Prof. Paulo Sawaya, nossos artigos de divulgação eram uma das principais fontes de informação atualizada dos professores que concorriam ao ingresso no magistério secundário.
"Tantos anos depois de havermos começado, não é sem muita alegria que encontramos, hoje, professores eminentes que dizem haverem encontrado sua vocação em artigos que escrevemos. E que notamos não serem poucas as pessoas que, partindo da informação dada nesses artigos, encontram a pista para a solução de problemas por vezes graves, até mesmo de seu relacionamento com os profissionais a que os confiam.
"Esse aspecto configura uma fase interessante da divulgação científica, que continua muitas vezes em correspondência particular, uma vez que nem todos os assuntos podem transformar-se em artigo de jornal, tão limitado o seu interesse.
"Minha conclusão é a de ser a divulgação científica uma atividade útil e necessária, que mereceria apoio ainda maior do que já tem, que justificaria muito maior empenho a fim de tornar cada vez menor o desperdício de informação científica, que hoje é muito grande, segundo Thistle, pois numerosas são as barreiras que se interpõem entre a descoberta e o conhecimento científico, de um lado, e sua comunicação e absorção pelo público de outro (barreira do próprio conhecimento limitado do cientista, barreira da linguagem, barreira do segredo profissional, barreira da imprimibilidade, barreira natural do auditório). Mereceria ela, a meu ver, maior compreensão dentro das universidades, como atividade extracurricular que, sem dúvida, é das mais importantes, e como esforço, dos mais dignos, de educação do homem comum e de sua integração mais segura na sociedade a que pertence, tão profundamente influenciada pela ciência e pela tecnologia."
http://www.eca.usp.br/nucleos/njr/Dr. José Reis
compilado pela Dra. Nair Lemos Gonçalves
EMAILS DO GRUPO DE EDUCAÇÃO DEMOCRÁTICA DO YAHOO NESTAS ÚLTIMAS SEMANAS (clique aqui e vá para o grupo)
- 1.
- Boletim Agência FAPESP - 29/4/2009 De: Nadia.st
- 2.
- [Tuca-l] TUCA - PROGRAMAÇÃO ABRIL De: Nadia.st
- 3.
- DESESCOLARIZAÇÃO OU ESCOLARIZAÇÃO DA SOCIEDADE? DESAFIOS E PER De: Nadia.st
- 4.
- FOUCAULT - CULT De: Nadia.st
- 5.
- ROUSSEAU E A QUESTÃO DA CIDADANIA De: Nadia.st
- 6.
- [boletimnpc] Boletim do NPC - Nº 144 - De 15 a 30/4/2009 De: Nadia.st
- 7.
- Boletim MNN #96 - 14.04.2009 De: Nadia.st
- 8.
- Polícia reprime professores em assembléia De: Nadia.st
- 10.
- Ocupação na USP: estudantes retomam sede do DCE! De: Nadia.st
- 11.
- [edudemocratica-ead] Abraço terapia....veja é i ncrível De: Nadia.st
- 12.
- Monólogo Gandhi - Um líder servidor De: Nadia.st
- 13.
- GRIPE SUINA De: Nadia.st
- 14.
- Clipping 28 de Abril de 2009 De: Nadia.st
- 15.
- ### Boletim Agência FAPESP - 28/4/2009 De: Nadia.st
- 16.
- Boletim Carta Maior - 28/04/2009 - TV Carta Maior reapresenta "A M De: Nadia.st
- 17.
- [blogs] O professor e o MST e A Política, de Aristóteles De: Nadia.st
- 18.
- [blogs] A auto-imolação de Ivan Ilitch / Relações de Poder na De: Nadia.st
- 1.
- O Negro no Brasil Pós-Abolição - Curso à Distância De: Gpec - Educação e Cultura
- 1.1.
- BLOG SARAU PARA TODOS De: Nadia.st
- 1.
- Seminário Gratuito - "Bullies - tiranos, valentões e pessoas d De: Gpec - Educa€ ¦ção e Cultura
- 2.
- Revista Espaço Aberto USP - Abril 2009 De: Nadia.st
- 3.
- DA REVISTA CAROS AMIGOS - EDUCAÇÃO MALTRATADA - PROFESSOR TEMPOR De: Nadia.st
- 4.
- Memorial da Resistência - divulgação-SÃO PAULO De: Nadia.st
- 5.
- [edudemocratica-ead] A CONSPIRAÇÃO ERA PALACIANA,TIRADENTES ,N De: Nadia.st
- 6.
- [edudemocratica-ead] NO OBSERVATÓRIO DA IMPRENSA: BALANÇO FIN De: Nadia.st
- 7.
- É HOJE - ENTRADA GRATUITA - "O filósofo e a cidade", palestra De: Nadia.st
- 8.
- clipping 15 de Abril de 2009 De: Nadia.st
- 9.
- ### ANUNCIE AQUI NO GRUPO O SEU TRABALHO De: Nadia.st
- 10.
- Matem€ ¦ática no Ensino Fundamental - Do 1º ao 5º - Curso à De: Gpec - Educa€ ¦ção e Cultura
- 11.
- Convite estreia no SESI-SP - Av. Paulista De: Nadia.st
- 12.
- A educação na época do ex-ministro Paulo Renato De: Marco Vargas
- 13.
- Re: [Professor-online] Prefeitura de SP estuda bônus para profess De: Marco Vargas
FONTE : http://br.groups.yahoo.com/group/edudemocratica-ead/
quarta-feira, 8 de abril de 2009
LIBERDADE SEM MEDO - A.S.NEILL
25.Fevereiro.2009
Mesmo antes de conhecer suas ideias, já pensava numa explicação que se aproximava daquela defendida pelo educador britânico A. S. Neill sobre a hipocrisia das escolas. Conforme ele escreveu no seu livro Liberdade sem Medo, a educação deve possuir como principal característica a adequação do interesse da criança àquilo que ela tem real necessidade de saber.
Para ele, a imposição de um conteúdo educacional comum cria cidadãos padrões, despersonalizados, e o que é pior, que não sabem aplicar na vida prática o conhecimento adquirido na escola. São alunos, enfim, sem espírito de contestação. O aluno apenas apreende, memoriza e depois esquece - nunca reflete.
E por mais que os professores digam que seus alunos devem pensar criticamente sobre o conteúdo que lhes é ensinado - e os professores dizem isso mesmo - eles nunca vão desejar realmente que seus alunos pensem criticamente. Por uma simples razão. Pensar criticamente é, antes de mais nada, questionar autoridades. É questionar o autor do livro, é averiguar se o que é ensinado é plausível, é tentar descobrir os pré-conceitos e ideias embutidas numa simples teoria.
Aqui surge o problema do “pensar crítico”: o que é o professor se não autoridade? Ensinar o aluno a pensar por si próprio é o primeiro motivo para que ele não obedeça mandos que se sustentam, na maior parte das vezes, pela violência. O medo que um professor impõe ao aluno é apenas o medo que ele tem de ser exposta sua completa e total falta de autoridade. Seu lastro é a ameaça, nada mais.
Para A.S. Neil, por vez, a função da escola seria a de deixar a criança livre para aprender o que bem entender. Ao mesmo tempo, ela deveria ser capaz de fornecer meios necessários para que os jovens desenvolvessem suas potencialidades inatas. Se eles quisessem ser artista, pois bem. Se pretendessem ser médicos ou operários, ninguém teria o direito de desviar seus estudos nesse sentido.
Tendo por principal característica a não-repressão, sua pedagogia prima pela livre e espontânea escolha por parte das crianças em selecionarem seus interesses. Nesse sistema, não há avaliações individuais; não há mensuração do conteúdo adquirido. Existe apenas o estímulo de fazer o conhecimento ser útil para determinada finalidade.
Escreveu ele: “A criança modelada, condicionada, disciplinada, reprimida, a criança sem liberdade cujo nome é Legião, vive em todos os cantos do mundo. Vive em nossa cidade, mesmo ali do outro lado da rua. Senta-se a uma cadeira monótona de monótona escola, e mais tarde senta-se a uma escrivaninha ainda mais monótona de um escritório, ou no banco de uma fábrica”.
Por fim, ele ainda se refere a essa criança criada sob os moldes tradicionais como sendo “dócil, disposta a obedecer a autoridade, medrosa da crítica, e quase fanática em seu desejo de ser normal, convencional e correta. Aceita o que lê ensinaram quase sem indagações, e transmite a seus filhos todos os seus complexos, medos e frustrações”.
O mais curioso é que vemos diariamente isso; pais transmitem aos seus filhos os mesmos ensinamentos que seus pais religiosamente ensinaram, que por sua vez receberam de seus avós, bisavós e assim sucessivamente. Uma cadeia de ensinamentos que nunca é questionada. Ao contrário do que ensinava A.S. Neil, a escola é utilizada como um dos meios mais eficazes para a manutenção desse tipo de espírito. A ruptura, talvez, seja mero preconceito da tradição.
FONTE: http://orinocerontevoador.wordpress.com/2009/02/25/a-pedagogia-de-as-neil/
segunda-feira, 23 de março de 2009
ESTUDANTES E REDES SOCIAIS - E A BLOGOSFERA
Talvez os estudantes percebam antes dos professores que as redes virtuais podem lhes trazer muito mais integração com o meio do que frequentar a escola!
Ivan Illich previa que as redes iriam surgir e talvez desbancassem pra valer as escolas! e isto já está acontecendo! Eu pessoalmente tenho adquirido muita coisa boa conversando com amigos, com profissionais de outras áreas!! em qual escola eu poderia trabalhar e ter contato com tanta gente com profissões diversas da minha!?
Os jovens já perceberam isso há muito tempo, acho hiper positiva esta interação que a web proporciona a todos! Há muitos jovens blogueiros, e isto é extraordinário, pois sendo blogueiro,surpreendentes experiências podem ocorrer!
A blogosfera tem tido um papel social incrível! inclui pessoas que nunca seriam incluidas em espaço algum! e além disso desenvolve, organiza o intelecto dos jovens!
Acho que seria uma boa proposta educacional, os professores começarem a propor aos estudantes fazerem blogs, os professores teriam ali um ótimo portfólio do processo intelectual de seus alunos ,e ainda os alunos poderiam avaliar facilmente o processo
de seus colegas!
Só pra lembrar, a blogosfera é uma rede de troca de conhecimento muito eficiente!
Nadia Stabile - 23/03/09
A ERA DO COPIA E COLA!?? É ESTA A NOSSA ERA!?
Na realidade temos nas mãos máquinas que copiam dados! nossos PCs!
Os estudantes estão sendo enrolados faz tempo neste ponto, bem antes da Internet existir, o copia e cola já existia!
Quando será que a escola voltará a ser um local de troca de conhecimento!?
de criação ou produção de conhecimento (melhor dizendo)e de mudança da realidade!?
Será que ela ruirá antes disto!?
Se são os professores que propôem aos alunos fazerem pesquisas, não souberem como utilizar a Internet e como utilizar o conhecimento ali veiculado para transformar a realidade, de nada servirá a Internet!
Pensemos no desperdício que é,estudantes não saberem aproveitar esta nova tecnologia!!
Se queremos continuar sendo professores, ou melhor,grandes educadores!! temos de nos compenetrarmos que a infantilidade de fazer de conta que algo não existe...é total
incompetência e falta de humanização!
Assim como há muito tempo, os educadores fazem de conta que a tv não existe, desta vez isso não poderá acontecer,pois significará a morte da escola!
Nadia Stabile - 23/03/09
ESTUDANTE NÃO É PEIXE EM AQUÁRIO!
A escola retira quase que totalmente o aluno de seu contexto, dá-lhe uma vida artificial , num ambiente totalmente irreal.
Separa os estudantes de outras pessoas muito importantes para suas vidas!
Projetos que educam dentro da cidade...conheço um aqui em São Paulo, não de perto,mas podemos perceber que este projeto tenta integrar os jovens e crianças o máximo que pode ao bairro, que no caso é a Vila Madalena.
Este avanço para se consolidar teria de ter a cooperação de todos os cidadãos!
Mas como? A mentalidade das pessoas está no centro disto!
O tal do slogan do governo "Todos pela educação", mero blá-blá-blá,com uma campanha equivocada e nojenta,totalmente fora de nossa realidade,mostra-nos assim na cara, que governo não entende nada de educação, que o MEC anda mais pra lá do que pra cá!
E assim,a velha tragicomédia da educação brasileira continua firme e forte! porque no Brasil não existem cidadãos, existe sim um aglomerado de pessoas sem objetivos comuns!
O capitalismo tardio corroeu tudo! Nós que trabalhamos e que nos preocupamos com a educação é que temos de fazer algo! e muito rápido de maneira certeira! sem titubear!
O que seria isso? sim, o que seria? Esta resposta só surgirá quando todos perceberem que a resposta está em todos nós e não em só um!
Isto é um dos cernes da Educação democrática, ninguém tem a resposta, TODOS A TEM!!
Todos os educadores cidadãos precisam urgentemente botarem adiante sua cidadania!! para poderem não mais tratarem estudantes como peixes em aquários!
Nadia Stabile - 23/03/09
segunda-feira, 9 de março de 2009
Universidade e o mito da sociedade - IVAN ILLICH
Ivan Illich, "A Ritualização do Progresso" em Sociedade Desescolarizada
FONTE : http://abaete.wikia.com/wiki/Cita%C3%A7%C3%B5es_e_Ep%C3%ADgrafes#Universidade_e_o_mito_da_sociedade
quarta-feira, 4 de março de 2009
ESCOLA ,PROFISSÃO E CIDADANIA
...Fechar as escolas e abrir as portas dos presídios e manicômios...
...O manicômio, a clínica, o presídio e toda arqueologia descontínua das ... e de confinamento estudadas por Foucault (a escola, a fábrica, o presídio, o hospital..."
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Hoje resolvi escrever por causa de uma proposta do Prof. Ozaí num de seus blogs sobre por que ter um blog? e por que escrever? Este exercício que pratico quase sempre, tendo como testemunha um professor universitário, ou vários, que eu nem imagino se algum outro leia, além do Prof.Ozaí!...
Então escrevo porque me faz bem escrever! escrevo porque sinto-me mais cidadã,participando mais do contexto que vivo! esta interação me faz muito bem! e é sobre este ponto que gostaria de escrever hoje! Como coloquei acima palavras em negrito que referem-se as ideias de Foucault!
A palavra CONFINAMENTO é uma das mais significativas sobre o que quero escrever !
Infelizmente ainda vivemos o confinamento em muitas situações de nossas vidas!
"Guetos" de idosos nos asilos, "Guetos" de crianças nas escolas,"guetos" de operários na fábricas,"guetos" de presidiários nas cadeias! Estes "guetos" que na maioria das vezes formam-se independentemente da vontade de seus membros,ou muito pelo contrário...as pessoas são CONFINADAS mesmo como disse Foucault!
Aquela frase que diz que a educação tradicional faz com que as pessoas percam-se de si próprias,para mim é absolutamente verdadeira! pelo simples fato de que para começar, se somos retirados de nosso habitat (contexto) normal, natural, e trancados num outro contexto fragmentado, e desarticulado do contexto geral, acabamos nos tornando um nada, para a gente mesmo e para a sociedade em que vivemos!
Concordo totalmente quando Foucault diz que escolas, presídios,manicômios e etc, são instrumentos do Estado utilizados de forma arbitrária. Porque sempre que há atitudes exercidas de cima para baixo, por tanto de forma autoritária,só pode haver arbitrariedade pois não são atitudes,resoluções,surgidas da integração e interação dos grupos interessados!
A questão profissional ,vital para qualquer um de nós, acaba tornando-se uma tragédia para a maioria das pessoas,posto que por ser questão intrinsecamente ligada ao contexto das pessoas,e estas perdendo-se de si próprias e de sua própria realidade...acabam por sentirem-se sem quase nenhuma, ou nenhuma mesmo, utilidade,função,serventia para o funcionamento natural da sociedade! Pois se é na escola que colocamos muitas expectativas de vida e de profissionalização inclusive, e esta não funciona como deveria, mas muito pelo contrário, nos acomete de brutais rupturas com o meio, produzindo indivíduos confinados e sem mentalidade de cidadãos...
causa-nos a triste constatação lógica! se "educamos" crianças para serem cordeiros, não poderemos querer que no futuro elas se tornem abelhinhas! Abelhinhas !!! pois estas sabem viver em coletividade de forma invejável!!
Quando será que começaremos a reverter estes absurdos !?
Quando será que aprenderemos a fazer uma auto-análise de verdade e constatarmos que nossa vida escolar e universitária foi (e ainda é) um caos!? que nossos empregos são outro caos!?
Que nossa sociedade é um caos!? e que para resolvermos transformar tudo isso que está aí,
precisaremos ser "abelhinhas","formiguinhas",que trabalham em conjunto para um bem comum,e que nem precisam de universidades, ou escolas, ou presídios e manicômios!
elas só precisam da vontade de trabalhar e de fazerem aquilo a que foram destinadas!
NOSSA MISSÃO!! QUAL É?
Nadia Stabile - 04/03/09
domingo, 1 de março de 2009
WALDEN - VIDA NOS BOSQUES - ÍNDICE DO BLOG DE BETO SAMU (clique nos links)
- alternativas à escola (2)
- livros (2)
- natureza (1)
- notivagações (divagações noturnas) (1)
- olho vivo (3)
- thoreau (1)
Prof. Luiz de Campos - Índice de tags do blog "DE COSTAS PARA A LOUSA" (clique nas tags)
- aprendizagem significativa (18)
- Auto-responsabilização (9)
- cidadania (12)
- ciências (3)
- consumismo (1)
- CPCD (1)
- democracia (4)
- Desenvolvimento Humano (8)
- Edgar Morin (2)
- educador (8)
- educação (25)
- educação democrática (8)
- educação integral (6)
- ensino (3)
- ensino ativo (8)
- Eqüidade Social (3)
- escola (25)
- formação cidadã (5)
- fracasso escolar (4)
- Heidegger (1)
- inclusão (5)
- Janusz Korczak (1)
- John Caldwell Holt (3)
- John Dewey (2)
- José Pacheco (9)
- liberdade (3)
- metodologias didáticas (6)
- reforma educacional (17)
- sexualidade (1)
- TIC's (1)
- Tião Rocha (1)
sábado, 28 de fevereiro de 2009
VALORES E CAPITALISMO
Se os relacionamentos não andam bem, super valorizo o contato com os “bichos” e as coisas, e vou empurrando com a barriga!
O capitalismo fez com que nos acostumássemos a deturpar quase tudo!
Lembro-me de meus pais que não valorizavam quase nada a faculdade que eu cursava !
Na época não concordava com eles, mas hoje concordo! Concordo porque a formação do só pra constar, do canudo nas mãos e do cérebro adormecido!....
Explico, pouco se promove nas faculdades, o senso da curiosidade, da procura autônoma, do autodidatismo!
Hoje as coisas mudaram um pouco no mundo corporativo, mas nas faculdades... não sei não! Nos empregos andam valorizando a cultura geral, a iniciativa nas pesquisas, as particularidades de cada um... enfim, muitas coisas mudaram!
Meus pais talvez tivessem um julgamento em relação às faculdades de algo que servia para fazer o filho universitário sentir-se superior ao resto da família!
E assim sentir-se um extra terrestre na própria sociedade! Porque na realidade poucas , ou quase nenhuma universidade corresponde ao que deveria ser mesmo!
Desde a década de 70 ,80, muita coisa continua a mesma! Por causa do ensino que desde o ensino primário produz indivíduos ao invés de cidadãos!...seria mesmo surpreendente que muitos ao saírem da universidade saíssem cidadão de primeira categoria! As burocratices e o ensino ruim mesmo nessas instituições,só poderia “formar” ...estas aberrações!!
Eu mesma posso dizer que a faculdade que fiz, pouquíssimas coisas boas me trouxe!
A valorização entre as pessoas é outro assunto que tem como cerne esses mesmos fatos do nosso contexto social, cultural, educacional....enfim!
Se é a universidade que alicerça um país em tudo! Desde a pré escola até a fabricação de foguetes, passando pelos remédios que meu filho toma para a dor de barriga!
O que pensar então!? Como a sociedade poderá melhorar se a universidade não melhorar!?
E lógico!! No capitalismo tudo deve ser controlado, vigiado, rotulado, legalizado,registrado,tudo tem um dono! A tecnologia tem dono! A ciência tem dono!
Os segredos industriais são o maior tesouro destes poucos donos do capital! E o povo...que se vire com as migalhas!
Digo tudo isso porque se a crise cada vez mais aumentar, e se o povo ficar cada vez mais pobre!! Quem os donos do capital poderão explorar!?
Daí poderíamos começar a nos acostumar em pensar em alternativas para este sistema falido, que junto leva todo o sistema educacional pro buraco!
Poderíamos pensar por exemplo na Economia Solidária! Onde todos são autônomos, todos trabalham, todos lucram, e ninguém explora ninguém!
Será isto possível!? NÃO!! NOSSA MENTALIDADE CAPITALISTA RESPONDERÁ QUE NÃO!
Mas sei que numa hora ou outra começaremos a considerar esta saída!
E aí veremos que o que Rousseau disse sobre o primeiro homem que cercou uma porção de terra e declarou, isto é meu! E nesses momento nenhum outro homem foi capaz de dizer NÃO!!! Isto não é seu!!! A terra pertence a todos!...
Veremos que Rousseau tinha razão! Veremos que o conhecimento, a tecnologia, a ciência,não podem ter donos!
Pertencem a todos! Ivan Illich era o cara que dizia isto, e em sua época , lógico, não foi compreendido!
Hoje a coisa mudou!! Muitos jovens percebem a coisa extraordinária que ele dizia!
Alguns desses jovens são os insatisfeitos com as universidades! Então constatamos que nem tudo está perdido!
Constatamos que há muito o que se fazer! E que há saídas ótimas, só é preciso ter olhos “de ver”!!rsrsrssssss
Acho que estamos no pico de uma grande transformação, e fico feliz com isso! DESAFIOS!!
Nadia Stabile – 19/02/09
· no começo disse sobre valorização das pessoas!!
· Pois é!! Valorizo muito mesmo todas as pessoas que esbarram em mim!
· Somos da mesma espécie, precisamos da união com os outros assim como os elefantes precisam de manadas, e pinguins precisam dos outros de sua espécie pra não morrerem de frio!
· Valorizo muito todos vcs!! Abrações!!
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Prof. Antonio Ozaí comenta no nosso Grupo do Yahoo:
"(...)fiquei a pensar e me parece que a universidade e a educação em geral também expressa a sociedade e seus valores... talvez esperamos demais da universidade e da educação... talvez..."(23/02/09)
sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009
A MINHA INFÂNCIA - ESCOLAS NOS PARQUES!!
morei numa casa com grande quintal,
árvores, plantas de muitos tipos!
a mangueira minha amiga,teimava em não dar mangas!
mas mesmo assim sempre gostei dela,
talvez meus pais não soubessem tratá-la!
mas o quintal era a minha vida!
plantinhas picadinhas viravam sopinha para as bonecas,
tatus bolinhas foram confundidos com balinhas pela minha irmã no passado!
a terra era fundamental pra sopinha ficar no ponto!
um urinol velho de ágata,furado virava fonte pendurado na árvore!
e as peças de ferro fundido das máquinas que meu pai fabricava,
viravam laguinhos enferrujados maravilhosos pra fazerem meus barquinhos navegarem!
meu pai tinha sua pequena indústria mecânica do lado de casa,mas o quintal era comum!
aventuras dentro da mecânica...era outra coisa muito divertida!
eu não brincava na rua, mas aprontava mil coisas no quintal de terra com meus primos!
depois de mudar de lá, na segunda casa que morei quando tinha quase 10 anos,
não me conformava com a falta de terra e das plantas! até tínhamos um quintal meio grande! mas revestido com cerâmica e só tínhamos uns canteiros!
mas na esquina da rua havia uma pracinha ainda não ajardinada,
ia até lá e apanhava saibro,um tipo de barro argiloso,
fazia cabeças de fantoches, depois fazia a roupinha e então encenava peças para as amigas na garagem da vizinha!
hoje, sinto muita falta da terra! das plantas, e sei que foram elas que me fizeram uma criança feliz e saudável!
na pré escola o que mais marcou foram as idas aos jardins da escola, onde levávamos um regadorzinho pra aguar as plantas!
escrevi isto pra dizer que crianças e natureza não podem nunca se separar!
as crianças precisam da natureza! só a natureza pode libertar a alma das crianças!
concordo totalmente com o Beto Samú (colagem de postagem anterior) e com Thoreau!!
talvez se os governos resolvessem construir menos prédios...
fazer mais parques....e as aulas fossem dadas nos parques!!!
quem sabe fosse uma grande saída pra nossa educação tão ruim!
ESCOLAS NOS PARQUES!
Nadia Stabile - 06/02/09
quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009
OFICINA NA NATUREZA
FONTE : http://vidanosbosques.blogspot.com/
"BRONCA DE MÃE...!!!" - GENIAL TEXTO DE TAIS!!
Mas todos sabemos que as mulheres sempre interagem mais nas comunidades onde vivem, do que os homens! e esta interação que Tais relata, nos trás fortes sinais de que talvez a mentalidade cada vez mais interativa da Web 2.0,esteja migrando para a nossa realidade! além é claro da forçosa interação originária de nossa crise!
Frase antiga dizia: "O SOFRIMENTO UNE" , coisa que a antiga classe média cheia de "farturas" não conhecia e só achava interessante exclamar como papagaios...referindo-se ao que a classe mais pobre já passava!(anos 70)
Esta Web 2.0, que propõe uma interação muito maior do que a antiga web,que chegou a nos surpreender com uma possível biblioteca universal e gigantesca, hoje nos surpreende pelas incríveis possibilidades de exposição e interação social!
As redes sociais e os "Seconds Lifes" chegam a nos fazer imaginar que o contato real entre as pessoas possa um dia desaparecer! O limite entre o homem e a máquina surge como algo a ser necessariamente repensado,filosofemos sobre ele!
Se nos lembrarmos do filme Blade Runner,ou 2001 Uma Odisséia no Espaço, ou Inteligência Artificial...poderemos iniciar um caminho de reflexão em busca de nosso lado humano! Onde reivindicar cooperação, participação, solidariedade de um diretor de escola poderá significar um grande salto em direção a uma escola exemplar para nossos filhos e netos! Alienação, na vida real ou virtual é o que menos se espera!
Um educador,ou pais blogueiros,pode significar algo hiper democrático e colaborativo!
O eco que Tais ou outros educadores,ou adolescentes,enfim, que tomam posse desta "nova" mídia,pode e muito cooperar com a interação, com o debate e a cooperação na vida real! Lógico!
Nadia Stabile - 04/02/09
Bronca de mãe para a volta às aulas.

A conversa mais comum entre as mães, este mês, é a volta às aulas. Tumulto nas papelarias, listas de materiais infindáveis, preços abusivos de livros e apostilas. Todo ano a mesma coisa. Com a diferença que, nos últimos anos, a consciência das pessoas aumentou. E a crise fez o "hellôô!" ecoar ainda mais alto.
Só falta as escolas escutarem. Uma mãe disse: "Se eu soubesse que a lista seria assim, não teria matriculado meu filho nesta escola". A lista de material está virando fator de escolha da escola. Não apenas pelo preço. Por uma questão também de sensação de respeito e parceria com os pais. As pessoas estão finalmente mais atentas ao consumo. Escutam por todos os lados apelos para consumirem com mais critério. Sentem que precisam se reeducar para viver com menos. E quando se trata de educação (ou reeducação), nada mais lógico do que esperar que as escolas sejam as primeiras a adotar uma postura consciente, solidária, educadora.
Para mim, a primeira mudança deveria ser nos livros didáticos. A maioria dos livros adotados pelas escolas particulares são feitos para serem descartados após um ano de uso. ABSURDO! Fora do Brasil existem os livros texto e os livros de exercício. Os livros textos, coloridos e bem elaborados, passam de aluno para aluno ao longo dos anos. Os livros de exercícios, impressos em preto e branco e bem mais baratos, são os únicos trocados anualmente. Faz todo sentido. Mas por aqui, eles são montados em um único volume, de forma a serem inutilizados após um ano de uso. Desperdiçando-se uma montanha de dinheiro e de papel. Livro reutilizável deveria ser lei para todas as escolas, públicas ou particulares.
Outra mãe reclama que a escola pediu 8 tubos de cola. Fala sério! Se é para usar tanta cola, porque a escola não compra logo tubões de 1kg, de uso coletivo e muito mais baratos. Ó o "Hellô" não sendo escutado. A outra reclama que a apostila produzida pela própria escola só imprime as folhas na frente. "Hellôô again!" Hoje em dia qualquer copiadora que se preze imprime frente e verso. O custo de papel cai pela metade e também o desperdício.
E por aí vai. De tubinho de guache em tubinho de cola, o que se espera é parceria e respeito. Ninguém quer que falte material. Queremos é sentir que estão respeitando nosso bolso e o momento que o planeta vive. Escola tem que dar exemplo. E nada mais exemplar do que uma lista bem calculada, apenas com o necessário e até mesmo com um acordo entre pais e escola de reposição dos materiais que forem acabando ao longo do ano. Assim nada estraga, nada se perde. É uma postura mais razoável e consciente.
Em tempo, não ouvi só críticas. Algumas mães elogiaram escolas que simplificaram suas listas, optaram por comprar materiais coletivos, reduziram ou mudaram os livros didáticos, trabalham com sucata, doações de livros de literatura e rodas de leitura onde cada aluno compra apenas um livro e é feito um rodízio. Nenhuma delas comentou que a qualidade do ensino caiu. Muito pelo contrário. Elogiam a sensibilidade das escolas e a rica experiência proporcionada aos alunos em compartilhar materiais.
terça-feira, 3 de fevereiro de 2009
ESTE BLOG E PROCESSOS!!!
A educação democrática,ou libertária, mostrou-me que a saída para começarmos a nos respeitar, a cultivar a tolerância e a respeitar enfim os processos alheios, passa pela convivência rotineira , ainda que de forma virtual, como é o caso da blogosfera!
As pessoas (blogueiros de um blog coletivo,no caso) vão se colocando sem moderação de ninguém e/ou de todos!!! Se a coisa for boa, ou se for ruim!! A polêmica se cria, ou não se cria! (podendo haver assembléias para se decidir linhas de ação)
Mas se assembléias não ocorrerem,ainda assim... ocorrerá algo curioso,que é o seguinte,as respostas virão de um jeito ou de outro nas futuras postagens dos membros do blog! E é aí é que a coisa começa a funcionar!!!
Um diz uma coisa, vem o outro e completa ,ou rebate!! E assim a coisa vai caminhando!! A conversa sempre acontece!! Direta ou indiretamente!!
A tal da autonomia intelectual tão almejada!! tão esperada, para que a educação a distância pudesse funcionar de verdade,para requalificação de professores e profissionais em geral, pode muito bem começar a ser desenvolvida na blogosfera!!
Se muitos hoje,partissem para ter um blog,coletivo ou não, e valorizassem muito mais seus interesses, suas curiosidades intelectuais, quem sabe num futuro próximo
esta autonomia intelectual, que tem tudo a ver com a mentalidade de pesquisador autodidata,chegaria a um bom patamar!
Nadia Stabile - 03/02/09
terça-feira, 20 de janeiro de 2009
USOS DA INTERNET : EDUCAÇÃO - DA WIKIPÉDIA
O uso das redes como uma nova forma de interação no processo educativo amplia a ação de comunicação entre aluno e professor e o intercâmbio educacional e cultural, desta forma, o ato de educar (com o auxílio da Internet), proporciona a quebra de barreiras, de fronteiras e remove o isolamento da sala de aula, acelerando a autonomia da aprendizagem dos alunos em seus próprios ritmos, assim a educação pode assumir um caráter coletivo e tornar-se acessível a todos (embora ainda exista a barreira do preço e o analfabetismo tecnológico).
Ao utilizar o computador no processo de ensino-aprendizagem, o mais importante a destacar é a maneira como esses computadores serão utilizados, quanto à originalidade, à criatividade, à inovação que serão empregadas em cada sala de aula.
Para o trabalho direto com essa geração, que anseia muito ter um “contato” direto com as máquinas, é necessário também um novo tipo de profissional de ensino. Que esse profissional não seja apenas reprodutor de conhecimento já estabelecido, que esteja voltado ao uso dessas novas tecnologias. Não basta que as escolas e o governo façam com a multimedia o que vem fazendo com os livros didáticos, tornando-os a panacéia da atividade do professor.
A utilização da Internet leva-nos a acreditar numa nova dimensão qualitativa para o ensino, através da qual se coloca o ato educativo voltado para a visão cooperativa. Além do que, o uso das redes traz para a prática pedagógica um ambiente atrativo onde o aluno se torna capaz, através da auto-aprendizagem e de seus professores, de poder tirar proveito dessa tecnologia para sua vida.
A preocupação de tornar cada vez mais dinâmico o processo de ensino e aprendizagem, com projetos interativos que usem a rede eletrônica mostra-nos que todos os processos são realizados por pessoas. Portanto elas são o centro de tudo, e não as máquinas. Consequentemente, não podemos perder isto de vista e tentarmos fazer mudanças no ensino sem passar pelos professores, e sem proporcionar uma preparação para este novo mundo que esta surgindo.
Aliar as novas tecnologias aos processos e atividades educativas é algo que pode significar dinamismo, promoção de novos e constantes conhecimentos, e mais que tudo, o prazer do estudar, do aprender, criando e recriando, promovendo a verdadeira aprendizagem e renascimento constante do indivíduo, ao proporcionar uma interatividade real e bem mais verdadeira, burlando as distâncias territoriais e materiais. Significa impulsionar a criança, enfim, o sujeito a se desfazer da persona da passividade.
Necessário se torna que educadores se apropriem das novas tecnologias, vendo nestas veículos de expressão de linguagens e espaço aberto de aprendizagens, crescimento profissional, e mais que isso, porta de inserção dos indivíduos na chamada sociedade da informação. Para isso deve a instituição escolar extinguir o "faz-de-conta" através da pura e limitada aquisição de computadores, para abrir o verdadeiro espaço para inclusão através do efetivo uso das máquinas e do ilimitado ambiente web, não como mero usuário, mas como produtor de novos conhecimentos.
O computador se tornou um forte aliado para desenvolver projetos, para trabalhar temas discutíveis. Ele é um instrumento pedagógico que ajuda na construção do conhecimento não só para os alunos, mas também aos professores. Entretanto é importante ressaltar que por si só o computador não faz nada. O potencial de tal será determinado pela teoria escolhida e pela metodologia empregada nas aulas. No entanto, importante lembrar que colocar computadores nas escolas não significa informatizar a educação, mas sim introduzir a informática como recurso e ferramenta de ensino, dentro e fora da sala de aula, isso sim se torna sinônimo de informatização da educação.
Sabe-se que a mola mestra de uma verdadeira aprendizagem está na parceria(aluno-professor) e a construção do conhecimento nesses dois sujeitos.Para que possa haver um ensino mais significativo que abranjam todos os alunos, as aulas precisam ser participativas, interativas, envolventes, tornando os alunos sempre “agentes” na construção de seu próprio conhecimento. Também é essencial que os professores estejam bem preparados para lidar com esse novo recurso. Isso implica um maior comprometimento desde a sua formação, estando este apto a utilizar, ter noções computacionais, compreender as noções de ensino que estão nos software utilizados estando sempre bem atualizados.(...)
Índice
[esconder]- 1 Tipos de conexão
- 2 História
- 3 Arquitectura
- 4 Serviços
- 5 Uso
- 6 Ética na Internet
- 7 Nomenclatura
- 8 Referências
- 9 Leitura adicional
- 10 Ver também
- 11 Ligações externas
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http://www.scribd.com/doc/5168526/Veias-Abertas-da-America-LatinaEduardoGaleano#
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http://repositorio.unb.br/bitstream/10482/15585/1/2014_AlessandrodosSantosSouza.pdf http://repositorio.unb.br/handle/10482/15585 Use e...
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Adriano Costa Chaves Double bass;solo concert at the Centro da Cultura Judaica;Brasil;February 2007 Koussevisky Concerto 1st Mvt.
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https://www.youtube.com/watch?v=UIa970k2B7o Publicado em 30 de mar de 2016 Já está funcionando na comunidade de Heliópolis o Fab-Lab, ...
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